5 de junho de 2026

570 crianças yanomami morreram durante governo Bolsonaro

Aumento de vítimas fatais por doenças evitáveis subiu 29% em apenas quatro anos; situação é de catástrofe humanitária
Foto: Ricardo Stuckert/PR - via fotospublicas.com

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro, 570 crianças yanomami com menos de cinco anos morreram das chamadas “mortes evitáveis” devido à falta de ações de prevenção ou atendimento adequado de saúde básica, número 29% maior do que o visto nos quatro anos anteriores.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Os dados foram obtidos e divulgados pelo site Sumaúma, mas acredita-se que o número possa ser ainda maior por conta do apagão estatístico sofrido pelo território indígena durante a gestão bolsonarista.

Diante da falta de cuidados básicos, as comunidades indígenas entraram em colapso, com crianças e idosos morrendo de desnutrição ou de doenças como vermes, pneumonia e diarreia, sem contar os casos de malária graças à invasão de garimpeiros ilegais.

A insegurança alimentar também compromete os indígenas – um grupo de indígenas dentro da etnia já viu pelo menos 30 pessoas morrerem e a tendência é de mais mortes uma vez que os homens migraram para trabalhar com garimpo na Venezuela, e as mulheres ficaram com as crianças em uma região escassa de comida.

Diante da urgência, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva montou uma força-tarefa emergencial com especialistas de Brasília e Boa Vista, capital de Roraima, para averiguar a situação no território indígena, assim como avaliar se os dados existentes com o governo federal correspondem com a realidade.

Saiba Mais

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados