O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que, possivelmente, a Advocacia-Geral da União (AGU) vai questionar as cláusulas do processo de privatização da Eletrobras, a fim de por fim às travas que dificultam o processo de reestatização da empresa.
A afirmação foi feita nesta terça-feira (7), em um encontro com jornalistas de veículos de esquerda. Lula explicou ainda que, se hoje o governo tiver a intenção de comprar ações, terá de pagar o triplo da maior cotação do papel alcançada em dois anos por ações ordinárias.
“Se amanhã o governo tiver interesse de comprar as ações, as ações para o governo valem três vezes mais do que o valor normal para outro candidato. Foi feita uma quase bandidagem para que o governo não volte a adquirir maioria na Eletrobras”, explicou o presidente.
Segundo Lula, o processo de capitalização foi errático, lesa pátria, irracional, maquiavélido e inaceitável. “A começar pelo salário dos diretores, salário dos conselheiros e a começar pelo fato que governo só tem 10% da participação quando tem 40% das ações.”
Prioridades
Lula criticou ainda o salário dos diretores, que aumentou de R$ 30 mil para R$ 360 mil, e também o pagamento dos conselheiros da Eletrobras, que recebem R$ 200 mil por mês para participar de uma reunião.
No entanto, o governo não vai comprar ações da empresa neste momento, a menos que a economia cresça. “Até porque o pouco dinheiro que a gente tiver, nós vamos ter que cuidar dos benefícios que o povo está precisando que a gente faça”, garantiu o petista.
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