Os deputados do Distrito Federal (DF) aprovaram, nesta quinta-feira (9), uma solicitação para que o ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres deponha de forma privada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa.
A decisão é uma estratégia para tomar o depoimento do ex-secretário, um dia após o Supremo Tribunal Federal autorizar o seu silêncio durante a oitiva, que ocorreria hoje. Com isso, Torres optou por não comparecer na CPI.
O requerimento aprovado nesta quinta foi proposto pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT), presidente da comissão. De acordo com os parlamentares, a defesa de Torres entrou em acordo com a Câmara Legislativa para que o depoimento, marcado para a próxima quinta-feira (16), ocorra de forma privada, somente com os membros da CPI e sem transmissão ou presença da imprensa.
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“A defesa do depoente, com o nítido propósito de colaborar com os trabalhos desta CPI, fez chegar à essa Presidência a intenção de que o intimado seja ouvido em reunião reservada, de modo a evitar a exposição midiática de sua imagem, preservando assim a sua intimidade”, diz documento lido em Plenário.
Torres está preso desde o dia 14 de janeiro por suspeitas de participação e omissão nos atos terroristas de invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Além disso, foi encontrada na casa de Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), uma minuta de teor golpista, que seria usada para anular o resultado das eleições 2022, que elegeu Lula (PT) presidente.
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