21 de maio de 2026

Bolsonaro terá que vir explicar joias sauditas e liberação de presentes milionários na Receita

TCU determina que Jair Bolsonaro preste esclarecimentos sobre as joias sauditas milionárias
Fotos: Divulgação/Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro será obrigado a prestar esclarecimentos sobre as joias sauditas milionárias. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou depoimento dele e do ex-ministro de Minas, Bento Albuquerque.

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O órgão também proibiu o ex-mandatário de vender, usar ou dispor as joias que possivelmente ainda “estejam na posse de Jair Bolsonaro”. A decisão foi do ministro Augusto Nardes, do TCU, nesta quinta-feira (09).

“Entendo importante, determinar que o responsável [Bolsonaro] preserve intacto, na qualidade de fiel depositário, até ulterior deliberação desta Corte de Contas, abstendo-se de usar, dispor ou alienar qualquer peça oriunda do acervo de joias objeto do processo em exame”, decidiu.

No depoimento, ainda sem data prevista, uma vez que o ex-presidente está atualmente nos Estados Unidos, Bolsonaro deverá responder a diversos questionamentos do órgão.

O TCU quer saber quais presentes foram recebidos da Arábia Saudita, quais estão sob a posse de Bolsonaro, se as joias seriam incorporadas ao acervo do governo ou pessoal e, neste último caso, detalhar as providências de pagamento de impostos das joias.

O ex-presidente ficou com um estojo de joias recebidas como presente da Arábia Saudita. O pacote de joias, de R$ 16,5 milhões, foi retido pela Receita Federal.

O ex-mandatário também deverá explicar se orientou servidor federal em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para liberar as joias.

De acordo com reportagem do Estadão desta semana, o servidor Marco Antônio Lopes Santanna, da Receita Federal, foi ordenado a liberar as joias retidas pela Receita, a pedido de Jair Bolsonaro, por sargento da Marinha que chegou a Guarulhos em avião da FAB, “em caráter de urgência” e voo classificado como atenção “a demandas” do presidente da República.

Documento do ex-governo, obtido por policiais federais, indicaria que Jair Bolsonaro já caracterizou os itens como “bens pessoais”.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    10 de março de 2023 11:09 am

    Quanta pantomima!

  2. Rui

    10 de março de 2023 2:18 pm

    Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, em perceber que era subtraída em tenebrosas transações. Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes…
    Chico Buarque, me dá um autógrafo e uma entrevista.

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