Novo ensino médio sem golpe e sem temer: experiências do Chile, do Canadá e de Portugal
por Paulo Fernandes Silveira
A pressão contra o governo Lula e contra o ministro da educação Camilo Santana pela revogação do Novo Ensino Médio costuma evocar a situação política brasileira quando da arbitrária promulgação da Lei Nº 13.417, em 2017, por Michel Temer: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2017/lei-13415-16-fevereiro-2017-784336-publicacaooriginal-152003-pl.html
A referência a esse período temeroso, que sucedeu o golpe contra Dilma Rousseff e antecedeu a ascensão da extrema direita no Brasil, sustenta muitas narrativas em defesa da revogação.
Ocorre que a flexibilização dos currículos e a criação dos percursos formativos, fundamentos do Novo Ensino Médio, foram experiências adotadas no Chile, no Canadá e em Portugal, países que não passaram por nenhum golpe.
Uma tese de doutorado defendida por José Costa na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), sob a orientação de Vinício de Macedo Santos, ex-diretor da FEUSP, faz excelentes análises das experiências internacionais com a incorporação dos percursos formativos: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-06122011-162114/pt-br.php
Nesse mesmo sentido, as pesquisadoras Ana Laborne, Alexandre Marini, Liliane Silva e Vanda Duarte elaboraram um relatório para os institutos Natura e Unibanco comparando diferentes experiências internacionais com a flexibilização dos currículos e com a incorporação dos percursos formativos: https://www.institutonatura.org/wp-content/uploads/2022/11/implementacao-de-reformas-no-ensino-me%CC%81dio.pdf
Espera-se que o debate político e acadêmico sobre o Novo Ensino Médio tenha a seriedade de analisar os pontos positivos e negativos de todas as propostas educacionais que possam combater a evasão escolar nos meios populares.
Paulo Fernandes Silveira (FEUSP e IEA-USP).
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Anônimo
14 de março de 2023 10:59 amQue texto canalha. Mal escrito, desonesto intelectualmente e completamente fora de qualquer razoabilidade sobre o tema …
além de um viralatismo doente. “Foi adotado no canadá e em portugal” … que ótimo para eles … se não consegue ver a diferença entre os sistemas de educação lá e cá … deveria se abster de entrar na discussão.
Vanderleia Canha
14 de março de 2023 11:48 amQue textinho ruim! Analisar os problemas que os itinerários tem no Brasil, não foi nem cogitado.
Paulo Cezar
14 de março de 2023 4:51 pmRelatório sobre flexibilização do currículo escolar feito para os institutos Natura e Unibanco? Em que pesem as devidas diferenças, isso me fez lembrar os tantos estudos “científicos” sobre substâncias medicamentosas que já foram encomendados pela indústria farmacêutica.
Evandro Condé
15 de março de 2023 7:45 amEu acho ótimo esses textos. Será que se deu ao trabalho de ver nas publicações do MEC a ordem de grandeza da carência de professores? E isto nas disciplinas já tradicionais.