Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em entrevista ao empresário Abílio Diniz que o senador Sergio Moro (União-PR) é quem deve explicar a venda de decisões judiciais.
A declaração foi feita durante a participação de Mendes ao programa Caminhos, da CNN, que será exibido nesta terça-feira (9). Porém, as falas do ministro foram antecipadas por Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
O decano afirmou ainda que não falou com Moro, pois na idade em que está, tem de escolher os próprios inimigos. Ele afirmou ainda que encaminhou o assunto ao Ministério Público e este fez a denúncia contra o senador do União Brasil.
Moro foi denunciado ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República, após ter sido filmando insinuando que Gilmar Mendes vende sentenças.
Tacla Duran
O ministro do STF comentou ainda as acusações de Rodrigo Tacla Duran, no final de março, quando o advogado afirmou ser alvo de um “bullying processual” da Lava Jato. Duran seria ainda uma vítima de tentativa de extorsão de Moro e Deltran Dallagnol, atualmente deputado federal (Podemos).
“É uma solução muito fácil, porque Tacla Duran diz que teria feito um depósito de 5 milhões de dólares para o escritório da mulher do Moro. Basta abrir a conta e esclarecer essa dúvida. Portanto, quem tem de fazer explicações sobre venda de decisões é Moro”, afirmou o decano à CNN.
Calúnia
Moro é acusado de caluniar o também ministro do STF Gilmar Mendes, depois de afirmar em vídeo que “não, isso é fiança, instituto, para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”.
O próprio decano apresentou uma representação contra Moro no PGR na última sexta-feira (14). Já nesta segunda-feira (17), a PGR formalizou a denúncia.
“Em data, hora e local incertos, o denunciado Sergio Fernando Moro, com livre vontade e consciência, caluniou o Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, ao afirmar que a vítima solicita ou recebe, em razão de função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem”, informa nota da PGR.
Crime
A vice-procuradora-geral da República, Lindora Araújo, afirmou que “ao atribuir falsamente a prática de crime a Gilmar Mendes, Sergio Moro agiu com nítida intenção de macular a imagem e a honra do ofendido, tentando desacreditar sua atuação como magistrado da mais alta corte do País”.
Se condenado, Moro pode pegar pena de prisão superior a quatro anos e, neste caso, perderia também o mandato de senador.
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José de Almeida Bispo
8 de maio de 2023 10:30 pmDe repente… repete-se o padrão denuncia-se um caluniador e pega-se um traidor da Pátria, né? Barco pra frente.
Lucia
9 de maio de 2023 7:24 amo sistema é incrivel, quando dois ruins se confrontam, até o gilmar se torna santo e moralista. nojo de tudo isso ai , sinceramente
Rui
9 de maio de 2023 10:45 amFBI agradece a $érgio Moro pelos trabalhos já realizados. Teria o Rato de Curitiba trabalhado de grátis para o FBI? Tacla Duran pode publicar o comprovante de depósito. Porque não o faz?
Rui
10 de maio de 2023 9:42 amAcuse os outros dos crimes que você comete.