22 de maio de 2026

Câmara deve votar proposta que obriga big techs a remunerar pastores por pregação na internet

Regime de urgência da proposta, que modifica ou inclui trechos na Lei do Direito Autoral, deve ser votado ainda hoje
CPMI dos atos golpistas foi criada nesta quarta - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Câmara deve votar nesta quarta-feira, 17, o regime de urgência de um projeto de lei sobre direito autoral e conteúdo jornalístico que agrada a base parlamentar evangélica, resistente ao PL das Fake News, que pretende regulamentar as plataformas digitais.

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Neste cenário, proposta que modifica ou inclui trechos na Lei do Direito Autoral e recebeu emenda para beneficiar religiosos, deve ser votada à parte do PL das Fake News, de acordo com informações do Estadão.

Chama atenção o fato de o texto do relator Elmar Nascimento (União-BA) incluir discursos religiosos, as conhecidas pregações, como “obras intelectuais protegidas”. Hoje, Lei do Direito Autoral identifica apenas “conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza”.

Sendo assim, se aceita a proposta, uma pregação religiosa disseminada pelas plataformas obrigaria as big techs a remunerarem o autor, ou seja, o pastor.

A medida, no entanto, desobriga as plataformas de pagarem direitos autorais por conteúdos publicados em aplicativos de mensagens privadas, como WhatsApp, ou donos de obras que já estejam em domínio público.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn”      

De acordo com a proposta, o pagamento da remuneração deverá ser feito pelas plataformas aos donos das obras ou a associações de gestão de direitos autorais. Já as receitas, inclusive de publicidade, geradas em benefício das plataformas deverão ser consideradas na remuneração, 

Além disso, o texto propõe que todas as pessoas que representem um papel em obras religiosas deverão ser consideradas “artistas intérpretes ou executantes” . Hoje, legislação, hoje só considera atividades literárias ou artísticas.

A proposta de Elmar Nascimento também estabelece a remuneração para artistas e veículos jornalísticos por conteúdos publicados nas redes sociais, em quaisquer formatos, e proíbe as empresas de removerem conteúdos jornalísticos para “se eximir da obrigação” de remunerar os veículos.

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. AMBAR

    18 de maio de 2023 12:29 pm

    Afff!!!

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