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14 Comentários
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  1. Maria Carvalho

    27 de agosto de 2014 3:50 am

    Sobre a autonomia do Banco Central.

    O que é a autonomia do Banco Central? Ela é boa?

    Do Carta Capital

    http://www.cartacapital.com.br/economia/voce-sabe-o-que-e-autonomia-do-banco-central-157.html

    Eleições 2014

    Acredite: o regime do órgão responsável pelo sistema financeiro do País influencia diretamente a inflação, as eleições e a sua vida

    por Redação — publicado 26/08/2014 15:42, última modificação 26/08/2014 19:09

    O Banco Central entrou no debate eleitoral. Mais especificamente, a forma como ele será gerido. Na disputa pela simpatia do mercado financeiro, Aécio e Marina se opõem à política econômica do governo atual e defendem maior independência do órgão. O governo de Dilma Rousseff, por sua vez, defende que a política econômica do País é uma prerrogativa do Poder Executivo, e que o BC já tem autonomia operacional. Em linhas gerais, o que está em disputa é o conceito geral de como cuidar da economia e, de certa forma, dos rumos da nação: de um lado estão os que defendem a intervenção mínima do governo. Para estes, o mercado pode se autorregular, e um BC totalmente independente é parte do pacote. Do outro lado estão os que defendem alguma intervenção do governo na economia, de forma a garantir que o Poder Executivo eleito pela maioria da população (e não o mercado) seja a voz mais forte na definição das prioridades da economia nacional. O assunto pode soar arenoso ou parecer mera discussão técnica. Mas não se engane: o regime do Banco Central pode influenciar diretamente no dia a dia de sua família. Saiba como:

     O que o Banco Central faz?

    É responsável pelo sistema financeiro de um país ou de um bloco de países, como no caso da União Europeia. Emite a moeda e fixa a taxa de juros básica, que serve de parâmetro para todas as demais taxas de juro do mercado, como a do seu cartão de crédito. Atua no mercado de câmbio, sendo o principal responsável, em última instância, pela cotação do dólar e do euro, por exemplo. O BC ainda coordena os depósitos compulsórios, mecanismo que garante que o dinheiro de todas as contas e investimentos do País “exista de verdade”. Em alguns casos, o Banco Central também empresta dinheiro a bancos em dificuldades, buscando evitar que o país entre em crise.

     Quem nomeia o presidente do Banco Central?

    No Brasil, o Poder Executivo indica a diretoria. Ou seja, é o presidente da República quem indica o presidente do BC. Também é responsabilidade do Executivo definir suas metas e supervisionar sua execução. É assim que funciona no Brasil. Com as mudanças propostas pela oposição, o presidente do Banco teria um mandato a ser cumprido e não poderia ser demitido, a não ser em circunstâncias extraordinárias, como a comprovação do seu envolvimento em atividades ilícitas.

    O que está sendo proposto por Dilma, Aécio e Marina?

    O PT de Dilma Rousseff defende a autonomia operacional do órgão, mas argumenta que a economia precisa ser dirigida por aqueles que são eleitos; Aécio Neves (PSDB) defende mais autonomia, mas diz ser mais importante a sinalização que o presidente dá em relação a uma autonomia completa do que uma lei propriamente dita que garanta a independência do BC.

    Marina Silva (PSB) é que tem a posição mais firme no sentido de deixar o mercado se autorregular. É a única dos três candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos que defende uma autonomia garantida por lei. Eduardo Campos também defendia maior autonomia do BC.

    A posição da candidata difere da que ela defendeu no pleito de 2010, quando disputou o Planalto pelo PV. À época, Marina falava em uma autonomia operacional e não institucionalizada.

     Quais seriam as vantagens de uma maior autonomia do Banco Central?

    Defensores de uma maior independência do Banco Central, como Eduardo Giannetti da Fonseca, conselheiro econômico de Marina Silva, observam que a independência impede que o Executivo interfira nas decisões do BC. Seria uma forma de manter a entidade mais preservada de pressões políticas e com maior credibilidade. Essa combinação “acalmaria” o mercado e contribuiria, em teoria, para diminuir as expectativas de inflação.

    E quais seriam as desvantagens de uma maior autonomia do BC?

    Os críticos à independência total do Banco Central argumentam que quem tem de definir a política econômica do País, que tem forte impacto no dia a dia da população, é um governo eleito, e não técnicos financeiros. Para a equipe econômica de Dilma, o governo não pode abrir mão de sua autoridade monetária. Por fim, não há consenso entre os economistas sobre a relação direta entre uma maior independência do BC e menores índices de inflação.

     Há algum projeto de lei tramitando no Congresso sobre o tema?

    Sim, há um projeto de lei que prevê maior autonomia do BC, de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um substitutivo da proposta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Pelo texto, os diretores teriam seis anos de mandato. Além disso, caso haja demissão do presidente ou dos diretores do BC pelo presidente da República, isso teria de ser justificado e aprovado pelo Senado, assim como a nomeação. O texto, aprovado pelo plenário do Senado, seguiu para discussão na Câmara e não tem data para ser votado.

    Como funciona o Banco Central em outros países?

    Como no Brasil, o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) é presidido por um nome indicado pelo chefe do Executivo. A diferença é de que lá existe um mandato de quatro anos para o cargo, que pode ser renovado. O presidente dos EUA não tem poder para depor esse mandatário do Federal Reserve, e este deve se reportar ao Senado e à Câmara.

    Na Europa, desde 1988 a principal atribuição do Banco Central Europeu (BCE) é administrar o euro. Para isso trabalha em conjunto com os bancos centrais dos países que fazem parte da Zona do Euro.

    O Reino Unido faz parte da União Europeia, mas a população votou contra a unificação econômica, então lá circula a libra e não o euro. E é o governo que estabelece quais são as metas de seu Banco Central. O BC britânico, contudo, tem autonomia para determinar qual caminho utilizará para atingir as metas propostas pelo governo.

    Vários outros bancos centrais ao redor do mundo têm autonomia formal garantida em lei. Além do Fed e do BCE, os bancos centrais do Japão, Chile e México mantêm certa autonomia em relação às decisões dos governos de seus países.

  2. Motta Araujo

    27 de agosto de 2014 4:11 am

    http://wwf.panda.org/?206160/

    http://wwf.panda.org/?206160/marina-silva-awarded-honorary-membership-of-the-iucn

     

    Vinculações internacionais de primeira classe são sempre um  capital politico.

  3. Free Walker

    27 de agosto de 2014 5:25 am

    Qualé?

    Em post logo atrás “Rússia entrando em recessão” nenhum amante de Putin, o homem que condena a imprensa, bota na cadeia grupo de rock feminista, acha que homossexualidade é defeito, arma grupos insurgentes na Ucrania, patrocinador do capitalismo selvagem para os amigos e etc e tal, se manifestou?

     

  4. Webster Franklin

    27 de agosto de 2014 8:03 am

    Nota do PSB confessa crime eleitoral no jato de campanha.

    Do Tijolaço

     

     

    26 de agosto de 2014 | 17:56 Autor: Fernando Brito

          mentira

    O PSB soltou nota oficial confessando a prática de crime eleitoral na campanha de Eduardo Campos e, até então, sua candidata a vice, Marina Silva.

    Diz que o jatinho havia sido cedido a Eduardo Campos por João Paulo Lyra e Apolo Vieira, dois empresários.

    Confessa um crime.

    Porque é crime eleitoral a cessão de bens e serviços – e avião e transporte aéreo são um bem e um serviço –  estimáveis em dinheiro, e ambos o são.

    O TSE tem jurisprudência firme neste sentido:

    Doações estimáveis em dinheiro. Veículos. Ausência de declaração e de emissão de recibos eleitorais. Controle das contas. Prejuízo. Matéria fática controvertida. Inadequação da via eleita. Não provimento. 1. No caso, o ora agravante recebeu doações estimáveis em dinheiro sem emitir recibos eleitorais, já que, em sua prestação de contas, declarou gastos com combustível sem a correspondente declaração de gastos com veículos. 2. Esta c. Corte já assentou o entendimento de que, via de regra, tal irregularidade (ausência de emissão de recibo eleitoral) caracteriza-se como ‘insanável’, pois os recursos em questão, por não serem declarados, permanecem à margem do controle da Justiça Eleitoral, impossibilitando que ela julgue a licitude destes gastos. […]

    E a razão é muito simples e fácil de entender: se é estimável em dinheiro, é como dinheiro. Passa pela cabeça de alguém que um empresário possa dar dinheiro a um candidato e lá no final da campanha, dependendo do que ele gastou, possa fazer um recibo, a maior ou a menor, da doação feita antes?

    É primário.

    Dizer que iria, um dia, preencher o recibo considerando as horas voadas seria assumir que não havia cessão de um bem, mas de um serviço – o de transporte aéreo. E  mesmo que se aceitasse a ideia de um recibo  a posteriori, o serviço de transporte aéreo, neste caso, precisaria ser a atividade característica do doador (por exemplo, uma empresa de táxi áereo), o que não é no caso de um empresa de importação de pneus.

    Da mesma forma, está assentado que a responsabilidade solidária entre os comitês financeiros (da coligação) e os candidatos (Eduardo e Marina) é inafastável.

    Nem vou entrar no inexplicável fato de o avião ser “dos empresários” mas não estar registrado em nome deles, o que caracteriza uma “doação do que não é seu”  ou de a Bandeirante de Pneus ter vindo a público negar que tivesse arrendado o jeto. É um carnaval de mentiras que nem mrece maior consideração.

    A palavra, agora, é do Ministério Público, que deve abrir de ofício e imediatamente uma ação contra a coligação liderada pelo PSB, já que a Rede de Marina Silva não tem existência legal.

    Se não o fizer, diante da confissão, estará prevaricando.

    Pior, estará escondendo do povo brasileiro que há uma candidatura que poderá transformar em nada o voto do cidadão, pois cometeu crime passível de cassação, mesmo se viesse a ser eleita.

    Ou será que se está jogando contra o TSE o peso de decidir não pela lei, mas pelas pesquisas e pelos interesses da mídia em uma candidatura.

    O Brasil tem leis, não é isso? E tem tribunais.

    Democracia é fazer com que uma e outros funcionem.

    O resto é golpismo.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=20455

     

  5. Webster Franklin

    27 de agosto de 2014 8:10 am

    Globo mostra o canhão a Marina.

    Do Tijolaço

     

     De volta ao “vamos ver quem manda aqui”

     

     

    26 de agosto de 2014 | 21:40 Autor: Fernando Brito   

    laranja

    Mais importante que a pesquisa Ibope no Jornal Nacional de hoje, foi a reportagem sobre os donos do jatinho que matou Eduardo Campos e transformou Marina Silva em sucesso eleitoral.

    Fartamente abastecida – como sempre – pela Polícia Federal, a matéria começou a revelar o “laranjal” montado pelo PSB e pelos empresários amigos de Campos, para “comprar” o jato que acabaria por matar o candidato.

    Até um peixeiro do Recife foi usado como “bucha” na transação.

    O JN adiantou a pauta “malvada” da entrevista de Marina Silva, amanhã.

    E nem mesmo citou o outro “megabucha” da compra do avião, Apolo Santana, processado por contrabando.

    Vale a pena ler a matéria e ver o potencial explosivo do caso. E, querendo assistir em vídeo, clique aqui.

    É impressionante.

    Marina terá 24 horas para explicar ou, como é mais provável, dizer que não tem nada com isso.

    Talvez, até, pessoalmente, não tenha.

    Mas fica comprometida a imagem do “São” Eduardo,  que a beatifica como candidata da nova política.

    E vai ter de ser “boazinha” com William Bonner e Patrícia Poeta.

    Afinal, é preciso saber quem manda, não é?

    Amanhã, o Tijolaço, que não tem acesso à Polícia Federal e nem faz chantagem política, vai mostrar mais “travessuras” dos homens a quem o PSB atribuiu o “contrato de boca” para ceder o jatinho a Eduardo e Marina.

    *

    Documentos indicam empresas fantasmas na compra

    do avião em que morreu Eduardo Campos

    O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade aos extratos da conta AF Andrade – empresa que, para a Anac, é a dona da aeronave.

    O Jornal Nacional obteve, com exclusividade, documentos importantes da operação de compra e venda do jato Cessna, que era usado pelo candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos.

    O dinheiro que teria sido usado para pagar o avião em que morreu o candidato Eduardo Campos passa por escritórios em Brasília e São Paulo, e por uma peixaria fantasma em uma favela do Recife.

    “Rapaz, eu estou até desnorteado. Como é que eu tenho uma empresa uma empresa sem eu saber?”, questiona um homem.

    O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade aos extratos da conta AF Andrade – empresa que, para a Anac, é a dona da aeronave. Mas a AF Andrade afirma que já tinha repassado a aeronave para outro empresário, que emprestou para a campanha de Campos.

    Os extratos que já foram entregues à Polícia Federal mostram o recebimento de 16 transferências, de seis empresas ou pessoas diferentes. Num total de R$ 1.710.297,03.

    Nos extratos aparecem os números do CPF das pessoas físicas ou do CNPJ, das empresas que transferiram dinheiro para a AF Andrade. Com esses números foi possível chegar aos donos das contas.

    A empresa que fez a menor das transferências, de R$ 12.500, foi a Geovane Pescados. No endereço que consta no registro da peixaria encontramos Geovane, não a peixaria.

    “Acha que se eu tivesse uma empresa de pescado eu vivia numa situação dessa?”, diz Geovane.

    Outra empresa, a RM Construções, fez 11 transferências, em duas datas diferentes. Cinco no dia 1º de julho e mais seis no dia 30 de julho, somando R$ 290 mil.

    O endereço da RM é uma casa no bairro de Imbiribeira em Recife. Mas a empresa de Carlos Roberto Macedo não funciona mais lá. “Tinha um escritório. Às vezes, guardava o material o outro”, conta ele.

    Tentamos falar por telefone com Carlos, mas ele pareceu não acreditar quando explicamos o motivo da minha ligação.

    Repórter: Você andou depositando dinheiro para comprar de um avião?
    Carlos: Tem certeza disso?

    Já um depósito de quase R$ 160 mil saiu da conta da Câmara & Vasconcelos, empresa que tem como endereço uma sala vazia em um prédio e uma casa abandonada. Os dois lugares em Nazaré da Mata, distante 60 quilômetros do Recife.

    A maior transferência feita para a AF Andrade foi de R$ 727 mil, no dia 15 de maio, pela Leite Imobiliária, de Eduardo Freire Bezerra Leite.

    E completam a lista de transferências João Carlos Pessoa de Mello Filho, com R$ 195 mil, e Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho, advogado com escritórios em Brasília, Recife e São Paulo, com uma transferência de R$ 325 mil.

    Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho disse que realizou, em junho, uma transferência bancária de R$ 325 mil e que esse valor é referente a um empréstimo firmado com o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho.

    O empresário João Carlos Lyra declarou que, para honrar compromissos com a empresa AF Andrade, fez vários empréstimos, com o objetivo de pagar parcelas atrasadas do financiamento do Cessna.

    A Leite Imobiliária confirmou que transferiu quase R$ 730 mil para a AF Andrade  como um empréstimo a João Carlos Lyra.

    Já o PSB declarou, nesta terça-feira (26), que o uso do avião foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.

    E que o recibo eleitoral, com a contabilidade do uso do Cessna, seria emitido ao fim da campanha de Eduardo Campos.

    O PSB afirmou que o acidente, em que morreram assessores do candidato, criou dificuldades para o levantamento de todas informações.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=20470

     

  6. Webster Franklin

    27 de agosto de 2014 8:48 am

    Bank of America prova a invencibilidade de Wall Street

    Carta Maior

    25/08/2014

     

    Bank of America prova a invencibilidade de Wall Street

     

    Ao invés de responsabilizar criminalmente os responsáveis pelas fraudes que levaram à crise, governo americano estipula multa que encobre os culpados.

     

    Jon Queally – Common Dreams

     

    O anúncio do governo norte-americano de um acordo onde o Bank of America terá de pagar 16,65 bilhões de dólares é mais uma encenação do que justiça, é mais um dos negócios de sempre e não uma punição real.
     
    Apresentado ao público como uma vitória para o Departamento de Justiça, que intercedeu na negociação a favor do governo, detalhes do acordo oferecem uma perspectiva do quanto os bancos evitaram se responsabilizar pela forma como se comportaram e levaram a economia global à queda livre há seis anos. Grande parte do valor — cerca de 7 bilhões de dólares — não é paga em dinheiro, mas sim em “contribuições indiretas,” que são isentas de impostos.
     
    Phineas Baxandall, analista que trabalha com o grupo US PIRG, declarou ao New York Times que “o povo americano estava esperando que o Departamento de Justiça responsabilize os bancos por seus erros em relação à quebra das hipotecas. Mas estas isenções de impostos colocam o peso nas costas nos cidadãos e mandam a mensagem errada ao tratar parte do acordo como gastos não-tributados.
     
    Após o anúncio, as ações do banco — um dos maiores dos EUA — subiram 4 pontos.
     
    Criticando este acordo e outros similares, Wiliam D. Cohan — ex-operador de fusões e aquisições bancárias que escreveu três livros sobre Wall Street — escreveu um editorial na revista Times esta semana, onde ele mostrava como o procurador-geral Eric Holder alardeou o acordo como uma história de sucesso. Cohan escreveu:
     
    O fato é que ao promover acordos bilionários com os grandes bancos de Wall Street — com dinheiro que vem do bolso dos acionistas — Holder está apenas permitindo que eles evitem que seus erros sejam expostos. Com os acordos, os erros são permanentemente encobertos.
     
    E isso não ajuda a ninguém. O povo americano é privado de saber precisamente como as coisas aconteceram dentro destes bancos até a crise financeira, e os bancos, sabendo que serão salvos da humilhação que seria causada pela publicação de seus e-mail e documentos, sem dúvida repetirão seu comportamento insensível e indiferente.
     
    Ao invés da verdade, o que recebemos é uma “declaração sobre os fatos” sobre o que supostamente correu mal. No caso do JPMorgan, a declaração de 21 páginas continha pouco conteúdo substancial para além do fato de que um whistle-blower não-identificado que trabalhava no banco tentou alertar a seus superiores sobre sua crença de que hipotecas de má qualidade estavam sendo vendidas como hipotecas seguras. Suas advertências não foram ouvidas e as hipotecas continuaram a ser vendidas da mesma forma.
     
    Críticos dos esforços investigativos do governo repetiram diversas vezes que processos criminais — incluindo a prisão de banqueiros e executivos — seriam a melhor resposta às atividades que desencadearam tantos danos à sociedade.
     
    Dean Baker, economista e diretor do Center for Economic & Policy Research, em artigo intitulado: “Procuradores poderiam mandar banqueiros à prisão”, argumentou: “vender hipotecas fraudulentas é fraude, o que é um crime sério que pode ser punido com anos de cadeira. O risco de prisão pode desencorajar os banqueiros a realizar este tipo de operação.”
     
    De acordo com Yves Smith, que administra o blog Naked Capitalism, “o segredo sujo” destes acordos é que “o governo não está apenas protegendo os bancos, mas também precisa esconder o quão clientelista é este comportamento”
     
    Nos vários acordos entre os bancos e o governo, Cohan concluiu que “alguma coisa me diz que este é precisamente o jeito que os poderes queriam que estas negociações ocorressem, mas o povo americano merece e que algo melhor.”
     
    Tradução de Roberto Brilhante

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/Bank-of-America-prova-a-invencibilidade-de-Wall-Street-/7/31672

    1. Motta Araujo

      27 de agosto de 2014 12:32 pm

      Descumpriu a lei e pagou uma

      Descumpriu a lei e pagou uma multa gigantesca, onde está a invencibilidade de Wall Street?

  7. Assis Ribeiro

    27 de agosto de 2014 10:06 am

    Em 2015, falta d’água pode

    Em 2015, falta d’água pode piorar

    Sem plano de contingência, situações como a que São Paulo enfrenta neste inverno, com risco de desabastecimento, podem se repetir com mais força no ano que vem

     A falta d’água na Grande São Paulo tende a piorar ao longo deste e do próximo ano. A afirmação é do promotor Rodrigo Sanchez Garcia, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de São Paulo. “Não foi feito um plano de contingência emergencial agora, que enfrentamos a pior estiagem da história, e o risco prossegue para o próximo ano”.

    Segunda-feira, o Sistema Cantareira alcançou um volume de apenas 11,9% da sua capacidade, já contabilizando a reserva técnica. Não por acaso, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou que pretende retirar outros 106 bilhões de litros do volume morto do sistema, em uma segunda etapa da reserva. Desde julho, a Sabesp opera exclusivamente com água da primeira cota da reserva profunda, com a entrada de 182,5 bilhões de litros.

    Ainda que o pedido seja aprovado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee) e pela Agência Nacional de Águas (ANA), respectivamente gestores estadual e federal do sistema, em fevereiro, segundo Garcia, já se vislumbrava que a cidade entraria em um período de seca. “Houve reuniões para tratar do assunto, coordenadas pelo comitê anticrise, mas o que se percebeu é que ninguém tinha um plano de contingência de como passar por esse período com o mínimo de transtorno para a população”, disse. O promotor explicou que os únicos planos existentes eram referentes a enchentes.

    Os cálculos feitos no primeiro trimestre tinham como base a seca de 1953 e 1954, até então o pior período de estiagem do sistema. “Mas a seca atual está pior do que a pior média histórica. É fato que existe um evento climático extremo, mas por outro lado era preciso ter um mínimo de previsibilidade para que a população conseguisse passar por esse período sem grandes atropelos”, critica Garcia.

    Para o promotor, o caminho seria fazer uma redução drástica no uso de água, na mesma proporção da água afluente. Ou seja, se choveu menos, menos água deveria ser oferecida. Desde janeiro, choveu 50% abaixo da média, situação que foi se agravando ao longo dos meses. “Em julho, a afluência ficou 32% abaixo da pior mínima já registrada”, disse o promotor. Até 25 de agosto, a média pluviométrica do mês estava em 19,2 milímetros (mm). A média histórica para agosto é 36,9mm, segundo o site da Sabesp.

    Além do problema climático, o desperdício de água, seja por mau uso ou por vazamentos na rede, também piorou a situação. Segundo um estudo de 2011 do Sistema Nacional de Informação de Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, 40% da água tratada no país não é aproveitada pela população. Em São Paulo, o nível de desperdício chega a 34%.

    É um volume imenso que se perde da estação de tratamento pela rede de transmissão antes de chegar às torneiras. No Japão e Israel, por exemplo, as perdas são de 6% e 4% respectivamente. “A perda zero é quase impossível, mas é possível melhorar muito do que temos hoje”, disse o presidente do Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindcon), Giuliano Dragone.

    Fraudes — como desvios de água através de ligações clandestinas, conhecidas como gatos — e problemas nos hidrômetros também colaboram para esse alto índice de perdas. Segundo Dragone, as fraudes no sistema levam o consumidor a usar irracionalmente a água, uma vez que ele não pagará, ou pagará menos do que realmente está consumindo.

    Na opinião de Dragone, além de medidas de redução de consumo, é preciso a aplicação sistemática de planos contra perdas de água no sistema, para solucionar a crise no médio prazo. “É um absurdo que São Paulo, uma das capitais mais desenvolvidas do país, tenha perdas acima de 34% de água tratada, ainda mais quando a cidade vive esse racionamento velado”, disse Dragone.

    O especialista defende ainda o aumento dos índices de tratamento de esgoto para proteger os mananciais. “A discussão sobre a falta de água gira muito em torno de como agir sobre o efeito, mas não discute como evitar o problema sem ficar tão dependente da chuva”, disse Dragone. Ele lembra que a falta de tratamento de esgoto polui os mananciais e impede a captação de água dos rios paulistas.

    Dragone afirmou que é justamente a poluição dos rios, tanto da capital quanto no interior do estado, que obriga a Sabesp a ir cada vez mais longe para captar água limpa. “Não falta água em São Paulo, temos vários rios. O que falta é água para uso”, disse. Mas, ressaltou, infelizmente nada disso tem sido avaliado. Além do bônus de 30% na conta de água para quem economizar ao menos 20% do consumo médio, pouco foi feito para que a população reduza o uso de água.

    Uma das saídas sugeridas pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para minimizar o problema é a transposição das águas da Represa Jaguari para o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira. Orçada em R$ 500 milhões, a obra ainda está sendo discutida pelos órgãos gestores e provocou uma crise com o governo do Rio de Janeiro e cidades do Vale do Paraíba, que temem o impacto, no abastecimento da região, da transferência de um reservatório para o outro.

    Embora ainda em discussão, o governo paulista iniciou em março as obras na Represa do Atibainha, que será ligada ao reservatório de Jaguari. A previsão do governo Alckmin é concluir o canal de transposição até o início de 2016 para ajudar na recuperação do Cantareira. A projeção da Sabesp é que o manancial deve demorar pelo menos três anos para se recuperar da atual crise. Enquanto isso, as paulistas apostam na chegada da estação das chuvas, em setembro, para que a estiagem diminua.

    http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/economia/2014-08-26/em-2015-falta-dagua-pode-piorar.html

  8. Maros Paulo R S

    27 de agosto de 2014 12:04 pm

    Pelo uma opinião do Wilson Ferreira, da área de semiótica

    Dou um doce para quem adivinhar. Refiro-me ao #VemPraRua dito por Daniela Mercury a todo momento, num momento ela intercala com o #VemPraUrna…..Em video durante a gravação no TSE ela diz que não recebeu cachê para fazer o clipe? Não recebeu do TSE. E do Itau, será que recebeu?

    O TSE proibiu Aecio de usar o slogan, mas Marina nem precisa usar, já é implicito, não é mesmo. Que eleição das mais compradas, compradas por George Soros e cia

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-08-23/justica-eleitoral-impede-aecio-de-usar-slogan-vem-pra-urna-marca-do-tse.html

  9. Paulo F.

    27 de agosto de 2014 1:05 pm

    Bernard Tapie+Christine Lagarde+Sarkô = confusão!

    Do Diário de Notícias de Lisboa

    Lagarde é acusada de corrupção mas recusa demitir-se

    por Agência Lusa,   publicado por Susana Salvador   Hoje

    Lagarde é acusada de corrupção mas recusa demitir-seFotografia © Arquivo Reuters/Gary Cameron

    A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, foi acusada de “negligência” após ter sido interrogada no âmbito de uma investigação em França sobre alegada corrupção, noticia hoje a imprensa francesa.

    Christine Lagarde já afirmou que não tenciona apresentar a demissão do cargo, apesar da acusação.

    O caso remonta a 2008 e envolve o empresário Bernard Tapie e o banco Crédit Lyonnais.

    Questionado pela AFP sobre se pretendia demitir-se, a ex-ministra da Economia francesa respondeu: “Não”.

    “Volto a trabalhar em Washington a partir desta tarde”, explicou.

    Lagarde prestou declarações na terça-feira, durante 15 horas, na instância judicial (Tribunal de Justiça da República) que tem competência para julgar ministros por alegados delitos cometidos durante o período em que exerceram os cargos.

    A ex-ministra da Economia do governo de Nicolas Sarkozy já foi interrogada quatro vezes pelo mesmo tribunal mas na qualidade de testemunha e só agora foi acusada formalmente pela justiça francesa.

    A investigação pretende determinar se houve corrupção na atribuição de uma indeminização de 403 milhões de euros ao empresário Bernard Tapie em 2007 pela venda de uma empresa de equipamento desportivo Adidas nos anos 1990.

    A empresa, confiscada a Tapie, foi vendida pelo Banco Crédit Lyonnais por um preço muito inferior ao valor de mercado, e que levou o empresário a reclamar uma indeminização ao Estado.

    Após vários anos de litígio em tribunal, a ministra da Economia do governo de Sarkozy, cargo que exerceu entre 2007 e 2011, antes de ter sido nomeada como diretora do FMI, decidiu que o valor da indeminização a Bernard Tapie fosse determinado através de um acordo entre advogados.

    O facto de não terem sido os tribunais a calcularem os montantes da indeminização levou à abertura da investigação judicial sobre alegada corrupção.

    Cinco pessoas foram acusadas pelos juízes do Tribunal de Instrução, entre eles o empresário Bernard Tapie, conhecido pela amizade que mantém com o ex-presidente Sarkozy, e o anterior chefe de gabinete de Lagarde, Stéphane Richard, atual presidente da operadora de telecomunicações francesa Orange.

     

  10. Cyro

    27 de agosto de 2014 1:52 pm

    Comércio China-Brasil de deve se ajustar à modernização

    China Focus: Comércio China-Brasil de deve se ajustar à modernização dos países

    English.news.cn | 2014/08/27 17:41:22 | Edição: Xiang Bo

     

    PEQUIM, 27 ago (Xinhua) – A China e o Brasil enfrentam a tarefa de reorientar o seu comércio bilateral para produtos mais sofisticados e de investimento enquanto as duas principais economias emergentes modernizam sua estrutura industrial e sua demanda por recursos naturais diminui.

     

    A China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e o Brasil é para a China o nono maior parceiro comercial no mundo e o maior da América Latina. No entanto, o crescimento do comércio bilateral está a abrandar.

     

    No primeiro semestre deste ano, a exportação e importação de mercadorias entre os dois países aumentou 7 por cento em uma base anual, uma queda acentuada do crescimento de 43,6 por cento no mesmo período, há três anos.

     

    Sun Yanfeng, pesquisador do Institutos de Relações Internacionais Contemporâneas da China, atribuiu o desaquecimento principalmente ao efeito da reestruturação econômica na China.

     

    “A China está gradualmente eliminando indústrias intensivas em energia e modera a velocidade de seu crescimento econômico. Isto traduziu-se na queda da demanda por recursos naturais brasileiros”, disse Sun.

     

    O comércio entre os dois países tem sido concentrado em matérias-primas.

     

    Nos primeiros seis meses de 2014, os produtos minerais e vegetais foram responsáveis ​​por 86,5 por cento das exportações brasileiras para a China.

     

    Embora se espere que o ritmo de crescimento do comércio bilateral continue a diminuir, Sun vê oportunidades para as autoridades chinesas e brasileiras colocarem mais atenção sobre o valor agragado dos seus produtos e explorar novos campos de comércio.

     

    Tome o minério de ferro como um exemplo. “A demanda da China por minério de ferro bruto vai diminuir com a diminuição de suas indústrias intensivas em energia, mas vai precisar de mais produtos de minério de ferro processados que o Brasil pode exportar”, disse Sun.

     

    Diminuição da demanda da China por recursos naturais também vem num momento em que o Brasil está procurando se afastar de indústrias centradas em recursos, observou Zhou Zhiwei, um pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

     

    Enquanto isso, os laços econômicos entre as duas economias poderiam ir muito além do simples comércio para incluir mais empreendimentos conjuntos e investimentos, com o Brasil almejando financiamento chinês de projetos de construção. A riqueza relativa das empresas chinesas pode ajudar a compensar a escassez de financiamento no Brasil.

     

    Transformação econômica do Brasil é centrada na modernização de sua indústria e no incentivo ao investimento e na construção de infra-estrutura. “Estas são exatamente áreas onde a China tem acumulado muita experiência”, disse Zhou.

     

    Sun destacou que o comércio por si só não é suficiente para impulsionar os laços econômicos entre os dois países. “O que é mais importante é a cooperação em investimento, financiamento e contratação conjunta, o que poderia tornar-se o novo motore para as relações econômicas.”

     

    Durante o ano passado, o governo brasileiro anunciou planos para uma série de projetos de infra-estrutura, incluindo a extensão dos portos e aeroportos, a construção de 11 mil quilômetros de ferrovias e 7.000 km de estradas.

     

    Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping ao Brasil, em julho, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff saudou o investimento mais amplo em seu país por empresas chinesas, particularmente destacando transporte, infra-estrutura, agricultura, informação, logística e inovação em ciência e tecnologia.

  11. Alan Souza

    27 de agosto de 2014 4:25 pm

    Procurador Federal é condenado por racismo no DF

    Justiça do DF condena procurador federal por racismo na internet

    Mensagens eram de ódio a judeus, negros e nordestinos; decisão é inédita.
    Réu disse à Justiça que comentários foram ‘brincadeira’; cabe recurso.

     

    A 3ª Vara Criminal de Brasília condenou o procurador federal Leonardo Lício do Couto pelo crime de racismo, com base em comentários públicados em um fórum de concursos públicos na internet. Nas mensagens postadas em 2007, o então estudante se autointitulava “skinhead” e pregava ódio a judeus, negros e nordestinos.

    Procurado pela reportagem do G1, o procurador preferiu não comentar o assunto, e afirmou que vai recorrer da decisão.

    Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MP, Thiago Pierobom, é a primeira condenação do tipo registrada na Justiça do DF com base em comentários publicados na internet.

    Durante o julgamento, Couto confessou ser autor das mensagens, mas disse que eram “apenas uma brincadeira”. No entendimento do Ministério Público, autor da denúncia, o conteúdo discriminatório é intolerável.

    “O réu era formado em direito e, na época, prestava concurso para procurador federal. Não há como alegar que ele não sabia que estava praticando um crime”, afirma Pierobom.

    Os dois anos de prisão previstos na sentença inicial serão substituídos por pena alternativa, que ainda será definida. Além disso, o procurador foi condenado a uma multa de 20 salários minimos.

    A Advocacia-Geral da União (AGU), órgão a que está vinculada a Procuradoria Geral Federal, não quis comentar o assunto.

    ‘Escória da sociedade’
    Na troca de mensagens registrada em 2007, outro usuário chega a questionar se os comentários são brincadeira, mas a hipótese é negada por Couto.

    “Na verdade, não sou apenas anti-semita. Sou Skinhead. Odeio judeus, negros e, principalmente, nordestinos; […] Não, não. Falo sério mesmo. Odeio a gentalha a qual me referi. O ARGÜI deve pertencer a um desses grupos que formam a escória da sociedade”, dizem as mensagens publicadas.

    O coordenador do núcleo antidiscriminação do TJDFT diz acreditar que uma falsa sensação de anonimato levou o réu a publicar as ofensas na internet. “As pessoas acreditam que estão seguras, mas deixam uma série de pistas que facilitam a identificação”.

    Ainda segundo Pierobom, o procurador federal não deve sofrer punição administrativa pela Procuradoria ou pela AGU, porque os atos foram cometidos antes da posse no cargo.

    Link da matéria: http://glo.bo/1vk5pC

  12. Henrique, O outro

    27 de agosto de 2014 10:54 pm

    7 motivos pelos quais Marina

    7 motivos pelos quais Marina Silva não representa a “nova política”

    Se a sua intenção este ano é votar em uma “nova forma de fazer política”, leia este texto antes de encarar a urna eletrônica
    por Lino Bocchini — publicado 27/08/2014 

    ​-Carta Capital​

    É comum eleitores justificarem o voto em Marina Silva para presidente nas Eleições 2014 afirmando que ela representaria uma “nova forma de fazer política”. Abaixo, sete razões pelas quais essa afirmação não faz sentido:

    1. Marina Silva virou candidata fazendo uma aliança de ocasião. Marina abandonou o PT para ser candidata a presidente pelo PV. Desentendeu-se também com o novo partido e saiu para fundar a Rede — e ser novamente candidata a presidente. Não conseguiu apoio suficiente e, no último dia do prazo legal, com a ameaça de ficar de fora da eleição, filiou-se ao PSB. Os dois lados assumem que a aliança é puramente eleitoral e será desfeita assim que a Rede for criada. Ou seja: sua candidatura nasce de uma necessidade clara (ser candidata), sem base alguma em propostas ou ideologia. Velha política em estado puro.

    2. A chapa de Marina Silva está coligada com o que de mais atrasado existe na política. Em São Paulo, o PSB apoia a reeleição de Geraldo Alckmin, e é inclusive o partido de seu candidato a vice, Márcio França. No Paraná, apoia o também tucano Beto Richa, famoso por censurar blogs e pesquisas. A estratégia de “preservá-la” de tais palanques nada mais é do que isso, uma estratégia. Seu vice, seu partido, seus apoiadores próximos, seus financiadores e sua equipe estão a serviço de tais candidatos.Seu vice, Beto Albuquerque, aliás, é historicamente ligado ao agronegócio. Tudo normal, necessário até. Mas não é “nova política”.

    3. As escolhas econômicas de Marina Silva são ainda mais conservadoras que as de Aécio Neves. A campanha de Marina é a que defende de forma mais contundente a independência do Banco Central. Na prática, isso significa deixar na mão do mercado a função de regular a si próprio. Nesse modelo, a política econômica fica nas mãos dos banqueiros, e não com o governo eleito pela população. Nem Aécio Neves é tão contundente em seu neoliberalismo. Os mentores de sua política econômica (futuros ministros?) são dois nomes ligados a Fernando Henrique: Eduardo Giannetti da Fonseca e André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES e um dos líderes da política de privatizações de FHC. Algum problema? Para quem gosta, nenhum. Não é, contudo, “uma nova forma de se fazer política”.

    4. O plano de governo de Marina Silva é feito por megaempresários bilionários. Sua coordenadora de programa de governo e principal arrecadadora de fundos é Maria Alice Setúbal, filha de Olavo Setúbal e acionista do Itaú. Outro parceiro antigo é Guilherme Leal. O sócio da Natura foi seu candidato a vice e um grande doador financeiro individual em 2010. A proximidade ainda mais explícita no debate da Band desta terça-feira. Para defendê-los, Marina chegou a comparar Neca, herdeira do maior banco do Brasil, com um lucro líquido de mais de R$ 9,3 bilhões no primeiro semestre, ao líder seringueiro Chico Mendes, que morreu pobre, assassinado com tiros de escopeta nos fundos de sua casa em Xapuri (AC) em dezembro de 1988. Devemos ter ojeriza dos muito ricos? Claro que não. Deixar o programa de governo a cargo de bilionários, contudo, não é exatamente algo inovador.

    5. Marina Silva tem posições conservadoras em relação a gays, drogas e aborto. O discurso ensaiado vem se sofisticando, mas é grande a coleção de vídeos e entrevistas da ex-senadora nas quais ela se alinha aos mais fundamentalistas dogmas evangélicos. Devota da Assembleia de Deus, Marina já colocou-se diversas vezes contra o casamento gay, contra o aborto mesmo nos casos definidos por lei, contra a pesquisa com células-tronco e contra qualquer flexibilização na legislação das drogas. Nesses temas, a sua posição é a mais conservadora dentre os três principais postulantes à Presidência.

    6. Marina Silva usa o marketing político convencional. Como qualquer candidato convencional, Marina tem uma estrutura robusta e profissionalizada de marketing. É defendida por uma assessoria de imprensa forte, age guiada por pesquisas qualitativas, ouve marqueteiros, publicitários e consultores de imagem. A grande diferença é que Marina usa sua equipe de marketing justamente para passar a imagem de não ter uma equipe de marketing.

    7. Marina Silva mente ao negar a política. A cada vez que nega qualquer um dos pontos descritos acima, a candidata falta com a verdade. Ou, de forma mais clara: ela mente. E faz isso diariamente, como boa parte dos políticos dos quais diz ser diferente.

    Há algum mal no uso de elementos da política tradicional? Nenhum. Dentro do atual sistema político, é assim que as coisas funcionam. E é bom para a democracia que pessoas com ideias diferentes conversem e cheguem a acordos sobre determinados pontos. Isso só vai mudar com uma reforma política para valer, algo que ainda não se sabe quando, como e se de fato será feita no Brasil.

    Aécio tem objetivos claros. Quer resgatar as bandeiras históricas do PSDB, fala em enxugamento do Estado, moralização da máquina pública, melhora da economia e o fim do que considera um assistencialismo com a população mais pobre. Dilma também faz política calcada em propósitos claros: manter e aprofundar o conjunto de medidas do governo petista que estão reduzindo a desigualdade social no País.

    Se você, entretanto, não gosta da plataforma de Dilma ou da de Aécio e quer fortalecer “uma nova forma de fazer política”, esqueça Marina e ouça Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) com mais atenção.

    De Marina Silva, espere tudo menos a tal “nova forma de fazer política”. Até agora a sua principal e quase que única proposta é negar o que faz diariamente: política.

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