4 de junho de 2026

Auxiliar de Arthur Lira é alvo de busca e apreensão da PF em caso dos kits de robótica

A PF investiga um esquema de desvios em contratos de kits de robótica custeados pelo FNDE
Homem branco de terno segura microfone
Arthur Lira, presidente da Câmara, tem assessor envolvido em operação da PF. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Enquanto o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, opera uma rede de chantagens para controlar o orçamento da União, um dos mandados de busca e apreensão executado pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (1) teve como alvo seu auxiliar mais próximo, Luciano Cavalcanti.

O jornal Folha de S. Paulo flagrou a saída dos policiais de uma residência de Cavalcanti, em Brasília.

A PF investiga um esquema de desvios em contratos de kits de robótica custeados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ocorridos entre 2019 e 2022.

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De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o auxiliar de Lira é alvo de mandado de busca sob suspeita de envolvimento nos desvios praticados pela empresa de outro aliado do presidente da Câmara, a Megalic, fornecedora dos kits.

Não apenas Cavalcanti, atualmente lotado na Liderança do PP na Câmara, mas também a sua esposa, Glaucia, que também já foi assessora de Lira, são suspeitos de serem beneficiários de valores desviados de contratos da Megalic.

A Megalic está em nome de Roberta Lins Costa Melo e Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda (PSD). Ambos, pai e filho, são próximos de Lira.

A PF cumpre 26 mandados de busca de dois de prisão temporária numa investigação que abrange contratos de 43 municípios, revelados por O Globo como reduto eleitoral de Lira.

Bolsonaro chegou a destinar R$ 26 milhões em kit robótica para escolas sem água e computador. A Megalic chegou a vender os kits 420% mais claro do que declarou pagar.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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