Enquanto o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, opera uma rede de chantagens para controlar o orçamento da União, um dos mandados de busca e apreensão executado pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (1) teve como alvo seu auxiliar mais próximo, Luciano Cavalcanti.
O jornal Folha de S. Paulo flagrou a saída dos policiais de uma residência de Cavalcanti, em Brasília.
A PF investiga um esquema de desvios em contratos de kits de robótica custeados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ocorridos entre 2019 e 2022.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o auxiliar de Lira é alvo de mandado de busca sob suspeita de envolvimento nos desvios praticados pela empresa de outro aliado do presidente da Câmara, a Megalic, fornecedora dos kits.
Não apenas Cavalcanti, atualmente lotado na Liderança do PP na Câmara, mas também a sua esposa, Glaucia, que também já foi assessora de Lira, são suspeitos de serem beneficiários de valores desviados de contratos da Megalic.
A Megalic está em nome de Roberta Lins Costa Melo e Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda (PSD). Ambos, pai e filho, são próximos de Lira.
A PF cumpre 26 mandados de busca de dois de prisão temporária numa investigação que abrange contratos de 43 municípios, revelados por O Globo como reduto eleitoral de Lira.
Bolsonaro chegou a destinar R$ 26 milhões em kit robótica para escolas sem água e computador. A Megalic chegou a vender os kits 420% mais claro do que declarou pagar.
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