10 de junho de 2026

Tacla Duran vai depor à Câmara no dia 19/6 com salvo-conduto do Supremo, decide Toffoli

STF concede habeas corpus para Tacla Duran entrar no Brasil para prestar depoimento e deixar o País em seguida
O advogado Rodrigo Tacla Duran. Foto: Twitter.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus preventivo que garante salvo-conduto ao advogado Rodrigo Tacla Duran, para que ele desembarque no Brasil e preste depoimento à Câmara dos Deputados no dia 19 de junho.

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O depoimento foi solicitado pela Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara, e deve ocorrer às 14h30.

“Determino, ainda, que seja oficiado o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para que adotem as medidas necessárias a fim de garantir a segurança e o livre trânsito do requerente no ingresso, na permanência e na saída do país em razão do depoimento a ser prestado à Câmara dos Deputados”, determinou Toffoli.

Tacla Duran foi convidado a depor sobre a suposta extorsão praticada contra ele por interlocutores do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador da República, Deltan Dallagno, no âmbito da Lava Jato.

Tacla Duran implicou Moro e Dallagnol em depoimento prestado remotamente ao juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara de Curitiba. Relembre aqui.

O GGN mostrou aqui que, após o depoimento, Tacla Duran foi inserido pelo juiz Eduardo Appio no programa federal de proteção a testemunhas, o que lhe garantia imunidade processual e segurança para retornar ao Brasil para prestar depoimento na Lava Jato.

Porém, às vésperas da viagem marcada para abril, o desembargador Marcelo Malucelli, do TRF-4, desrespeitando ordem do Supremo Tribunal Federal, cassou a decisão de Appio, ameaçando Duran com a possibilidade de ser preso se pisasse em terras tupiniquins.

A jogada de Malucelli afrontou o STF porque a Corte havia determinado a suspensão das ações penais que envolve Tacla Duran.

No habeas corpus, Toffoli apontou que as ações da 13ª Vara e do TRF-4 em torno das ações que deveriam estar suspensas serão analisados paralelamente à concessão do salvo-conduto.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de junho de 2023 8:45 am

    Algumas pessoas estão com medo de queima de arquivo nesse caso. Pessoalmente, acredito que a quadrilha lavajateira perdeu o “timing”. Matar Tacla Duran agora apenas apressaria a prisão dos assassinos e dos mandantes. Ainda existe um mistério que precisa ser desvendado: o papel da Embaixadora dos EUA na patifaria do golpe de 2016. Sabemos que ela se reuniu várias vezes com Michel Temer, mas não sabemos se as longas mãos dela também estavam agindo no sistema de justiça através de Sujo Moro e Deltan Dellagnol. É preciso continuar investigando ambos para ligá-los àquela diplomata norte-americana que fugiu do Brasil assim que o Impeachment fraudulento foi aprovado.

  2. Rui

    7 de junho de 2023 10:46 am

    Tacla Duran deveria usar colete à prova de bala. Pode ser alvejado por sniper. Tá mexendo com vespeiro.

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