5 de junho de 2026

Greenpeace une Dilma e Alckmin à promessa de mobilidade urbana

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Jornal GGN – Uma ação do Greenpeace gerou desconforto nos gabinetes de campanha a reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Cartazes em 100 pontos de ônibus de São Paulo traziam a imagem de Dilma ao lado de Alckmin, com a mensagem: “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”. O objetivo da ONG era que os candidatos assumissem o compromisso, além das promessas eleitoreiras.

As propagandas foram divulgadas na última quarta-feira (13). Entretanto, teve, inicialmente, efeito negativo para o Greenpeace. Isso porque candidatos que concorrem à reeleição são proibidos por lei de fazerem publicidade institucional, durante o período eleitoral.

A campanha de Alckmin afirmou que o material era “crime eleitoral” e disse que iria processar a empresa que produziu os cartazes. A empresa responsável pela manutenção dos pontos de ônibus da cidade, Ótima, disse que “foi surpreendida com a violação” de seus paineis. Acionou a Justiça Eleitoral e registrou boletim de ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia para apurar responsabilidades.

A ONG Greenpeace afirmou, em nota, que planejava revelar os objetivos e autoria da ação no final do dia (13). Mas com o falecimento de Eduardo Campos, a Organização decidiu adiar a assinatura do protesto. Logo na manhã de quarta-feira, os cartazes foram retirados pela empresa Ótima.

“O Greenpeace pretende chamar a atenção para o fato de que uma melhor mobilidade capaz de garantir uma boa qualidade de vida para o cidadão é um desafio de todos os candidatos, independente do partido político do qual eles façam parte”, disse a ativista da ONG, Barbara Rubim.

Com informações do Estadão, G1 e Greenpeace. Sugestão de Sergio T.

Assista ao vídeo da ação:

https://www.youtube.com/watch?v=8nFfH6tiJe0 width:700 height:394

Leia a nota do Greenpeace, na íntegra:

Melhor mobilidade urbana tem que deixar de ser promessa

Os paulistanos acordaram nesta quarta-feira com uma surpresa:  cem pontos de ônibus das regiões da Vila Madalena, Avenida Paulista, Vila Mariana, entre outras, estampavam cartazes com a seguinte frase: “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”. Os cartazes continham também uma foto-montagem de Geraldo Alckmin, atual governador do Estado de São Paulo, e de Dilma Rousseff, presidenta do Brasil. A união dos políticos de partidos diferentes também reforçava o estranhamento da “propaganda”.

A provocação realizada pelo Greenpeace Brasil tem o objetivo de pressionar os candidatos (Dilma é candidata à reeleição assim como Alckmin) a assumir verdadeiro compromisso com a melhoria do transporte público e com a mobilidade urbana para além de promessas eleitoreiras. A intervenção foi destaque na imprensa e provocou reações dos partidos dos candidatos. “Mas ninguém lembrou que o voto dos cidadãos é  sempre conquistado com promessas que depois não são cumpridas e que a população convive com condições indignas de transporte público”, afirma Barbara Rubim, da Campanha de Transporte do Greenpeace. “Isso tem que mudar”.

O planejamento inicial da atividade previa a revelação de seus objetivos e autoria no final da quarta-feira 13. Diante da comoção nacional e em respeito ao falecimento do candidato Eduardo Campos e equipe, o Greenpeace decidiu postergar a assinatura do protesto para hoje, quinta-feira.

Os cartazes continham também a hashtag #JuntosPelaMobilidade para incentivar a população a compartilhar a imagem e questionar o anúncio nas redes sociais. Esse objetivo foi atingido e o estranhamento alimentou inúmeras discussões na Internet, gerando respostas dos partidos envolvidos (PT e PSDB). A discussão de fundo, contudo – que trata exatamente da falta de compromisso dos governantes com a melhoria do transporte público e com a mobilidade urbana -, não recebeu a mesma atenção por parte das agremiações políticas. Resultado: mais uma vez a disputa partidária deixou em segundo plano o que realmente interessa à população.

No balanço dos últimos quatro anos do que foi feito no estado de São Paulo em relação ao investimento em transporte público, por exemplo, apenas 13% do que havia sido prometido de expansão do metrô virou realidade. O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para  desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana. Tanto é que, dos cerca de R$150 bilhões prometidos nos últimos anos, aproximadamente 30% foi de fato convertido em melhorias para a população.

O Greenpeace não quer que esse erro se repita. Por isso, desde 2013, desenvolve a Campanha de Transportes para pressionar os governantes a quebrar esse ciclo nocivo que compromete a qualidade de vida nas grandes cidades. Em ano eleitoral, a organização pede aos candidatos à Presidência que priorizem investimentos regulares na mobilidade urbana. Como só investimento não vira realidade, o governo federal precisa também se envolver com a capacitação e a implementação de projetos em nossas cidades. Os governadores não podem encarar as melhorias de mobilidade como carta eleitoreira – as mudanças e compromissos assumidos precisam começar já em 2015, evitando que, daqui há quatro anos, elas continuem na lista de promessas.

Confira abaixo algumas das promessas não-cumpridas pelo governo de São Paulo em relação à ampliação de sua rede metroviária:

Em 2010, ao ser eleito, o governador prometeu terminar a linha 4 do Metrô, criar o Expresso Guarulhos e a linha 6 do Metrô, que ligaria as regiões São Joaquim, Freguesia do Ó e Brasilândia. Nenhuma dessas se cumpriu;

Em 2012, prometeu entregar mais 126 km de malha metroviária para São Paulo até 2018;

No mesmo ano, disse que até 2014 a cidade teria mais 30 km de metrô. Desses 30 km, no entanto, somente 13% saiu do papel.

O Governo Federal também não deixa a desejar no quesito promessas que não saíram do papel:

Em junho de 2009 foi anunciado o trem-bala que, apesar de ser questionável, deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo, e hoje está sem previsão de inauguração;

Em 2010 estava previsto investimento de R$11,6 bilhões (valor não corrigido pela inflação) para as obras de mobilidade que seriam o legado da Copa, ao final de 2013 o valor já havia caído para R$8,5 bilhões. Em números de projetos, chegamos a ter 67 obras prometidas, das quais somente 42 foram mantidas, a grande maioria delas, contudo, só ficará pronta entre 2015 e 2017, se não atrasarem de novo;

Somando-se o valor prometido para a mobilidade entre PACs e o Pacto da Mobilidade (anunciado em junho de 2013), chegamos à vultosa quantia de R$150 bilhões, contudo, cerca de 70% desse valor nunca saiu dos cofres do Governo Federal. 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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12 Comentários
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  1. Snaporaz

    22 de agosto de 2014 3:04 pm

    Curioso.Sempre  intrigou-me

    Curioso.Sempre  intrigou-me  o patrocínio  da Mobil Oil , dos Rockfeller,no Greenpeace. Este  meteram-se com os franceses bisbilhotando o programa nuclear e em troca tiveram seu  navio afundado.Aprenderam, Voltaram-se ,para o então terceiro  mundo. Com a multiplicação de ONGs, com todos o propósitos,desconfia-se ou se tem a certeza, de que  as ações  desenvolviam-se  com estratégia comum,visando imobilizar os países  em desenvolvimentos.

    Inteligente. Contudo, o zelo  pela natureza e bem -estar da humanidade  numa ponta,revelava  a falácia  por ações contrárias desenvolvidas na outra extremidade.

    O capitalismo ,assim como, o lobo da fábula,não consegue pele  de ovelha  do  seu tamanho que o ocultem sua verdadeira  identidade.

  2. ALGOPI

    22 de agosto de 2014 3:19 pm

    Greenpeace tem representatividade?

    Desde quando uma ONG tem representatividade? Quem delegou a eles o direito de falar pelo povo e pelos usuários de transporte? Há uma mania nacional de se desqualificar os politicos para falarem em nome de quem representam e uma tentativa de se eleger ONGs e meritocratas como qualificadaos para falar em nome do povo. Ms sabem por que? Porque essas ONGs e meritocratas falam em nome de um segmento social, uma visao classista que entende que o povo é “nossa turma”.

  3. Maria Rita

    22 de agosto de 2014 3:51 pm

    Greenpeace está no momento

    Greenpeace está no momento atuando como o braço direito da Rede Itaú. Não vai sobrar neca dessa história.

  4. alfredo machado

    22 de agosto de 2014 4:05 pm

    Quadrilha internacional

    Nassif,

    O Greenpeace não vale nada, 

    Até agora se espera pela gritaria em função do vazamento da BPetroleum no Golfo do México, pela chiadeira contra o gigantesco estrago ambiental causado pela extração do xisto betuminoso no Canadá e USA, iniciativas diretamente ligadas a quem faz esta ONG funcionar, $$$ dos vultuosos patrocínios que sempre recebe da indústria petrolífera e outros grandes setores da economia mundial.

    No patropi o interesse é especial, agora o grupo de pliantras resolveu pegar o gancho da mobilidade urbana. 

     “O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para  desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana.”, e o que é que este Greenpeace ou seja lá quem for deseja, que o governo federal faça tudo, prque governos estaduais e municipais são incompetentes ?

    Até o trem-bala mencionaram, mas esquecendo de ressaltar as dificuldades enfrentadas pelo Projeto que tem gente contra e gente a favor.

    Me faz lembrar o importante papel da quadrilha internacional ao início das hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, sem falar na formidável campanha contra as PETs, que iriam ajudar a afogar todas as baleias e tubarões do Oceano Pacífico. 

    No dia em que este grupelho fizer campanha cerrada contra algumas das inúmeras atividades irregulares da Monsanto, começarei a mudar a minha opinião;

    1. Marly

      22 de agosto de 2014 6:32 pm

      Assino embaixo, Alfredo!


      É isso aí!!!

  5. Luiz C

    22 de agosto de 2014 4:12 pm

    “No balanço dos últimos

    “No balanço dos últimos quatro anos do que foi feito no estado de São Paulo em relação ao investimento em transporte público, por exemplo, apenas 13% do que havia sido prometido de expansão do metrô virou realidade. O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para  desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana. Tanto é que, dos cerca de R$150 bilhões prometidos nos últimos anos, aproximadamente 30% foi de fato convertido em melhorias para a população.”

     

    Pacto federativo, me perdoem, é o caralho!

    Não é como se a União pudesse chegar em São Paulo, e, em obras de sua competência, emitir glorioso despacho: “cumpra-se, incontinenti!”

     

    A Constituição impõe vários limites à interferência de um ente federativo em outro. Respeitar eles não é sinal de incompetência e sim, pelo contrário, de respeito à democracia e à Constituição.

  6. PauloBR

    22 de agosto de 2014 4:52 pm

    Equação

    Soros nas sombras, Greenpeace na ribalta. Agora juntam Dilma e Alckmin para desacreditar os dois perante seus eleitores. A aposta é alta. Tudo por Marina.

     

  7. F.Füllgraf

    22 de agosto de 2014 6:36 pm

    Green Washing

    Quem desejar se aprofundar sobre o Greenpeace com algumas leituras subsidiárias, recomendo, primeiramente,

    os seguintes links.

    Aqui no Chile, o Greenpeace apoiou a famigerada Ley de Pesca (2012), que entregou 90% dos recursos pesqueiros a 7 mega-empreendimentos familiares.

    Pescadores artesanales critican apoyo de Greenpeace a la Ley de Pesca

    http://www.publimetro.cl/nota/economia/pescadores-artesanales-critican-apoyo-de-greenpeace-a-la-ley-de-pesca/matlkl!98K9V_NevC_Y6sbGCPFRbA/

     

    Greenpeace – Un oscuro negocio[…]

    http://www.taringa.net/posts/noticias/5157760/Greenpeace—Un-oscuro-negocio.html

     

    GREENPEACE

    Mad Max y sus

    Guerreros del Arco Iris

    http://www.mitosyfraudes.org/INDICE/CAP15-Green.htm

  8. Marly

    22 de agosto de 2014 6:37 pm

    Agora é hora…

    Porque só agora os ” GREEN”  estão colocando as asinhas de fora?  Agora vale entrar na briga… Só não vê quem não quer…  

  9. Orlando Soares Varêda

    22 de agosto de 2014 7:12 pm

     
    São uns trapaceiros

     

    São uns trapaceiros espertosos donos e criadores dessa poderosa maracutaia midiática Greenpeace. Vendem seu peixe. Ao tempo em que, funciona como eficiente biombo (cortina de fumaça), mantendo em certa penumbra os crimes mais graves e abjetos de seus provedores.  Aproveitam o que seria utilização de trabalho escravo. Como ação voluntária. No interregno, sobra oba, oba  e entretenimento para filhos e afilhados da burguesia desocupada, se exercitarem praticando “esportes radicais” de baixo risco, em vez de se esbaldarem em rebolativas baladas  regadas a ligantes e revigorantes eterodoxos. Aliás, o neto de Tancredo, faria melhor, tomando seu “gatorrede” numa balada dessas.

     

    Orlando

  10. Cristiana Castro

    22 de agosto de 2014 7:22 pm

    Soros, resolveu dar as caras

    Soros, resolveu dar as caras na campanha de desestabilização do país, definitivamente. Agora o Greenpeace vem com o enredo mobilidade urbana… Partiram para o tudo ou nada, mesmo; sem disfarces.

  11. Gão

    22 de agosto de 2014 7:30 pm

    Só que não. Haddad não pode andar na “ciclopassarela” de Alckmin

    Surreal! Haddad tem mais mais um choque com a gestão tucana, a ciclopassarela onde não se pode pedalar.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=tH3z44Il-9c width:640]

    Cuidado Haddad que empurram mesmo, tão adorando ver político por aí caindo do céu.

    Eles escondem  o Padilha pra botar o Alckmin como parceirão da Dilma. Lembrando que tem tucano como representante dessa ong no Brasil e ao mesmo tempo na campanha da Marina, essa “reação” é jogo de cena.

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