
Jornal GGN – Uma ação do Greenpeace gerou desconforto nos gabinetes de campanha a reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Cartazes em 100 pontos de ônibus de São Paulo traziam a imagem de Dilma ao lado de Alckmin, com a mensagem: “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”. O objetivo da ONG era que os candidatos assumissem o compromisso, além das promessas eleitoreiras.
As propagandas foram divulgadas na última quarta-feira (13). Entretanto, teve, inicialmente, efeito negativo para o Greenpeace. Isso porque candidatos que concorrem à reeleição são proibidos por lei de fazerem publicidade institucional, durante o período eleitoral.
A campanha de Alckmin afirmou que o material era “crime eleitoral” e disse que iria processar a empresa que produziu os cartazes. A empresa responsável pela manutenção dos pontos de ônibus da cidade, Ótima, disse que “foi surpreendida com a violação” de seus paineis. Acionou a Justiça Eleitoral e registrou boletim de ocorrência na 15ª Delegacia de Polícia para apurar responsabilidades.
A ONG Greenpeace afirmou, em nota, que planejava revelar os objetivos e autoria da ação no final do dia (13). Mas com o falecimento de Eduardo Campos, a Organização decidiu adiar a assinatura do protesto. Logo na manhã de quarta-feira, os cartazes foram retirados pela empresa Ótima.
“O Greenpeace pretende chamar a atenção para o fato de que uma melhor mobilidade capaz de garantir uma boa qualidade de vida para o cidadão é um desafio de todos os candidatos, independente do partido político do qual eles façam parte”, disse a ativista da ONG, Barbara Rubim.
Com informações do Estadão, G1 e Greenpeace. Sugestão de Sergio T.
Assista ao vídeo da ação:
https://www.youtube.com/watch?v=8nFfH6tiJe0 width:700 height:394
Leia a nota do Greenpeace, na íntegra:
Melhor mobilidade urbana tem que deixar de ser promessa
Os paulistanos acordaram nesta quarta-feira com uma surpresa: cem pontos de ônibus das regiões da Vila Madalena, Avenida Paulista, Vila Mariana, entre outras, estampavam cartazes com a seguinte frase: “A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar”. Os cartazes continham também uma foto-montagem de Geraldo Alckmin, atual governador do Estado de São Paulo, e de Dilma Rousseff, presidenta do Brasil. A união dos políticos de partidos diferentes também reforçava o estranhamento da “propaganda”.
A provocação realizada pelo Greenpeace Brasil tem o objetivo de pressionar os candidatos (Dilma é candidata à reeleição assim como Alckmin) a assumir verdadeiro compromisso com a melhoria do transporte público e com a mobilidade urbana para além de promessas eleitoreiras. A intervenção foi destaque na imprensa e provocou reações dos partidos dos candidatos. “Mas ninguém lembrou que o voto dos cidadãos é sempre conquistado com promessas que depois não são cumpridas e que a população convive com condições indignas de transporte público”, afirma Barbara Rubim, da Campanha de Transporte do Greenpeace. “Isso tem que mudar”.
O planejamento inicial da atividade previa a revelação de seus objetivos e autoria no final da quarta-feira 13. Diante da comoção nacional e em respeito ao falecimento do candidato Eduardo Campos e equipe, o Greenpeace decidiu postergar a assinatura do protesto para hoje, quinta-feira.
Os cartazes continham também a hashtag #JuntosPelaMobilidade para incentivar a população a compartilhar a imagem e questionar o anúncio nas redes sociais. Esse objetivo foi atingido e o estranhamento alimentou inúmeras discussões na Internet, gerando respostas dos partidos envolvidos (PT e PSDB). A discussão de fundo, contudo – que trata exatamente da falta de compromisso dos governantes com a melhoria do transporte público e com a mobilidade urbana -, não recebeu a mesma atenção por parte das agremiações políticas. Resultado: mais uma vez a disputa partidária deixou em segundo plano o que realmente interessa à população.
No balanço dos últimos quatro anos do que foi feito no estado de São Paulo em relação ao investimento em transporte público, por exemplo, apenas 13% do que havia sido prometido de expansão do metrô virou realidade. O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana. Tanto é que, dos cerca de R$150 bilhões prometidos nos últimos anos, aproximadamente 30% foi de fato convertido em melhorias para a população.
O Greenpeace não quer que esse erro se repita. Por isso, desde 2013, desenvolve a Campanha de Transportes para pressionar os governantes a quebrar esse ciclo nocivo que compromete a qualidade de vida nas grandes cidades. Em ano eleitoral, a organização pede aos candidatos à Presidência que priorizem investimentos regulares na mobilidade urbana. Como só investimento não vira realidade, o governo federal precisa também se envolver com a capacitação e a implementação de projetos em nossas cidades. Os governadores não podem encarar as melhorias de mobilidade como carta eleitoreira – as mudanças e compromissos assumidos precisam começar já em 2015, evitando que, daqui há quatro anos, elas continuem na lista de promessas.
Confira abaixo algumas das promessas não-cumpridas pelo governo de São Paulo em relação à ampliação de sua rede metroviária:
Em 2010, ao ser eleito, o governador prometeu terminar a linha 4 do Metrô, criar o Expresso Guarulhos e a linha 6 do Metrô, que ligaria as regiões São Joaquim, Freguesia do Ó e Brasilândia. Nenhuma dessas se cumpriu;
Em 2012, prometeu entregar mais 126 km de malha metroviária para São Paulo até 2018;
No mesmo ano, disse que até 2014 a cidade teria mais 30 km de metrô. Desses 30 km, no entanto, somente 13% saiu do papel.
O Governo Federal também não deixa a desejar no quesito promessas que não saíram do papel:
Em junho de 2009 foi anunciado o trem-bala que, apesar de ser questionável, deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo, e hoje está sem previsão de inauguração;
Em 2010 estava previsto investimento de R$11,6 bilhões (valor não corrigido pela inflação) para as obras de mobilidade que seriam o legado da Copa, ao final de 2013 o valor já havia caído para R$8,5 bilhões. Em números de projetos, chegamos a ter 67 obras prometidas, das quais somente 42 foram mantidas, a grande maioria delas, contudo, só ficará pronta entre 2015 e 2017, se não atrasarem de novo;
Somando-se o valor prometido para a mobilidade entre PACs e o Pacto da Mobilidade (anunciado em junho de 2013), chegamos à vultosa quantia de R$150 bilhões, contudo, cerca de 70% desse valor nunca saiu dos cofres do Governo Federal.
Snaporaz
22 de agosto de 2014 3:04 pmCurioso.Sempre intrigou-me
Curioso.Sempre intrigou-me o patrocínio da Mobil Oil , dos Rockfeller,no Greenpeace. Este meteram-se com os franceses bisbilhotando o programa nuclear e em troca tiveram seu navio afundado.Aprenderam, Voltaram-se ,para o então terceiro mundo. Com a multiplicação de ONGs, com todos o propósitos,desconfia-se ou se tem a certeza, de que as ações desenvolviam-se com estratégia comum,visando imobilizar os países em desenvolvimentos.
Inteligente. Contudo, o zelo pela natureza e bem -estar da humanidade numa ponta,revelava a falácia por ações contrárias desenvolvidas na outra extremidade.
O capitalismo ,assim como, o lobo da fábula,não consegue pele de ovelha do seu tamanho que o ocultem sua verdadeira identidade.
ALGOPI
22 de agosto de 2014 3:19 pmGreenpeace tem representatividade?
Desde quando uma ONG tem representatividade? Quem delegou a eles o direito de falar pelo povo e pelos usuários de transporte? Há uma mania nacional de se desqualificar os politicos para falarem em nome de quem representam e uma tentativa de se eleger ONGs e meritocratas como qualificadaos para falar em nome do povo. Ms sabem por que? Porque essas ONGs e meritocratas falam em nome de um segmento social, uma visao classista que entende que o povo é “nossa turma”.
Maria Rita
22 de agosto de 2014 3:51 pmGreenpeace está no momento
Greenpeace está no momento atuando como o braço direito da Rede Itaú. Não vai sobrar neca dessa história.
alfredo machado
22 de agosto de 2014 4:05 pmQuadrilha internacional
Nassif,
O Greenpeace não vale nada,
Até agora se espera pela gritaria em função do vazamento da BPetroleum no Golfo do México, pela chiadeira contra o gigantesco estrago ambiental causado pela extração do xisto betuminoso no Canadá e USA, iniciativas diretamente ligadas a quem faz esta ONG funcionar, $$$ dos vultuosos patrocínios que sempre recebe da indústria petrolífera e outros grandes setores da economia mundial.
No patropi o interesse é especial, agora o grupo de pliantras resolveu pegar o gancho da mobilidade urbana.
“O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana.”, e o que é que este Greenpeace ou seja lá quem for deseja, que o governo federal faça tudo, prque governos estaduais e municipais são incompetentes ?
Até o trem-bala mencionaram, mas esquecendo de ressaltar as dificuldades enfrentadas pelo Projeto que tem gente contra e gente a favor.
Me faz lembrar o importante papel da quadrilha internacional ao início das hidrelétricas de Belo Monte e Jirau, sem falar na formidável campanha contra as PETs, que iriam ajudar a afogar todas as baleias e tubarões do Oceano Pacífico.
No dia em que este grupelho fizer campanha cerrada contra algumas das inúmeras atividades irregulares da Monsanto, começarei a mudar a minha opinião;
Marly
22 de agosto de 2014 6:32 pmAssino embaixo, Alfredo!
É isso aí!!!
Luiz C
22 de agosto de 2014 4:12 pm“No balanço dos últimos
“No balanço dos últimos quatro anos do que foi feito no estado de São Paulo em relação ao investimento em transporte público, por exemplo, apenas 13% do que havia sido prometido de expansão do metrô virou realidade. O governo federal, por sua vez, repetiu o papel de transferir a responsabilidade. Limitou-se a acompanhar passivamente a incapacidade dos entes estaduais e municipais de não aplicar os recursos transferidos pela União para desenvolver e executar os projetos de mobilidade urbana. Tanto é que, dos cerca de R$150 bilhões prometidos nos últimos anos, aproximadamente 30% foi de fato convertido em melhorias para a população.”
Pacto federativo, me perdoem, é o caralho!
Não é como se a União pudesse chegar em São Paulo, e, em obras de sua competência, emitir glorioso despacho: “cumpra-se, incontinenti!”
A Constituição impõe vários limites à interferência de um ente federativo em outro. Respeitar eles não é sinal de incompetência e sim, pelo contrário, de respeito à democracia e à Constituição.
PauloBR
22 de agosto de 2014 4:52 pmEquação
Soros nas sombras, Greenpeace na ribalta. Agora juntam Dilma e Alckmin para desacreditar os dois perante seus eleitores. A aposta é alta. Tudo por Marina.
F.Füllgraf
22 de agosto de 2014 6:36 pmGreen Washing
Quem desejar se aprofundar sobre o Greenpeace com algumas leituras subsidiárias, recomendo, primeiramente,
os seguintes links.
Aqui no Chile, o Greenpeace apoiou a famigerada Ley de Pesca (2012), que entregou 90% dos recursos pesqueiros a 7 mega-empreendimentos familiares.
Pescadores artesanales critican apoyo de Greenpeace a la Ley de Pesca
http://www.publimetro.cl/nota/economia/pescadores-artesanales-critican-apoyo-de-greenpeace-a-la-ley-de-pesca/matlkl!98K9V_NevC_Y6sbGCPFRbA/
Greenpeace – Un oscuro negocio[…]
http://www.taringa.net/posts/noticias/5157760/Greenpeace—Un-oscuro-negocio.html
GREENPEACE
Mad Max y sus
Guerreros del Arco Iris
http://www.mitosyfraudes.org/INDICE/CAP15-Green.htm
Marly
22 de agosto de 2014 6:37 pmAgora é hora…
Porque só agora os ” GREEN” estão colocando as asinhas de fora? Agora vale entrar na briga… Só não vê quem não quer…
Orlando Soares Varêda
22 de agosto de 2014 7:12 pmSão uns trapaceiros
São uns trapaceiros espertosos donos e criadores dessa poderosa maracutaia midiática Greenpeace. Vendem seu peixe. Ao tempo em que, funciona como eficiente biombo (cortina de fumaça), mantendo em certa penumbra os crimes mais graves e abjetos de seus provedores. Aproveitam o que seria utilização de trabalho escravo. Como ação voluntária. No interregno, sobra oba, oba e entretenimento para filhos e afilhados da burguesia desocupada, se exercitarem praticando “esportes radicais” de baixo risco, em vez de se esbaldarem em rebolativas baladas regadas a ligantes e revigorantes eterodoxos. Aliás, o neto de Tancredo, faria melhor, tomando seu “gatorrede” numa balada dessas.
Orlando
Cristiana Castro
22 de agosto de 2014 7:22 pmSoros, resolveu dar as caras
Soros, resolveu dar as caras na campanha de desestabilização do país, definitivamente. Agora o Greenpeace vem com o enredo mobilidade urbana… Partiram para o tudo ou nada, mesmo; sem disfarces.
Gão
22 de agosto de 2014 7:30 pmSó que não. Haddad não pode andar na “ciclopassarela” de Alckmin
Surreal! Haddad tem mais mais um choque com a gestão tucana, a ciclopassarela onde não se pode pedalar.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tH3z44Il-9c width:640]
Cuidado Haddad que empurram mesmo, tão adorando ver político por aí caindo do céu.
Eles escondem o Padilha pra botar o Alckmin como parceirão da Dilma. Lembrando que tem tucano como representante dessa ong no Brasil e ao mesmo tempo na campanha da Marina, essa “reação” é jogo de cena.