4 de junho de 2026

Diretor-geral da PF quer proibição partidária de policiais federais

Em entrevista, Andrei Rodrigues diz policial interessado em candidatura terá de ser exonerado e cumprir período de quarentena
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende apresentar ao ministro da Justiça, Flávio Dino, uma proposta de lei que proíba a filiação partidária de policiais federais.

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Em entrevista ao jornal O Globo, Rodrigues afirma que a proposta será feita neste próximo semestre – caso o policial queira se candidatar, ele obrigatoriamente terá de pedir exoneração do cargo e cumprir um período de pelo menos dois anos de quarentena.

Segundo Rodrigues, a instituição foi usada várias vezes, e quem quiser fazer política partidária “está no lugar errado”, lembrando que a PF foi usada para que o policial/candidato se projete e use a instituição em proveito próprio.

Além disso, o diretor-geral apontou também a regulação do uso do símbolo da PF nas redes sociais para fins pessoais e atividades que não sejam ligadas à instituição, como forma de evitar o uso indevido da imagem da instituição.

Sobre eventuais interferências na PF, Rodrigues afirmou que nem o presidente Lula e nem o ministro da Justiça, Flávio Dino, interferem em sua atuação atualmente, mas que ele não pode falar sobre a gestão passada.

“Hoje, a polícia vive um novo momento. Tive autonomia para escolher os diretores e os superintendentes. Tenho passado a mensagem clara de que agora vivemos um momento de estabilidade, com autonomia para trabalhar. Vamos fazer operações com independência e responsabilidade, focados na qualidade da prova”, afirmou o diretor-geral da PF.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    9 de julho de 2023 3:02 pm

    Ninguém com foro privilegiado deve ter licença para se candidatar a cargo público eletivo: padre, pastor, juiz, promotor, policial e militar de qualquer patente ou comunicador EM GERAL: youtuber, radialista, jornalista, influencer, DJ e apresentador e dirigente institucional… NINGUÉM. Todos que isso quiser, é necessário uma quarentena de 12 meses. A palavra é um dos tripés do poder. Que ela desempate o jogo político, sim; mas por capacidade individual do indivíduo. Sem metros ou quilômetros de vantagem na corrida. Já é complicado se competir financeiramente, porque os tubarões sempre pagam para que alguém engula os bagrinhos (e ter dinheiro nunca foi sinônimo de sabedoria; e sim, quase sempre de esperteza, a beirar a desonestidade). Se também há a vantagem no domínio da palavra… aí se sepulta qualquer traço de democracia.

    1. AMBAR

      9 de julho de 2023 9:29 pm

      Mas aí, só teremos políticos profissionais como candidatos, os parasitas de sempre pelo que, as possibilidades de renovação diminuem ainda mais.

  2. AMBAR

    9 de julho de 2023 9:29 pm

    Acho bom.

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