5 de junho de 2026

O papel da lei de sigilo em investigações de acidentes aéreos

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Jornal GGN – Com a investigação em curso sobre os motivos da queda do avião que levava o candidato a presidência, Eduardo Campos, a Santos, a Lei que protege o sigilo em investigações de acidentes aéreos é retomada a debate.

Sancionada em maio deste ano, a lei tramitou durante sete anos no Legislativo, sob mira de questionamentos de que protegeria supostos responsáveis pelo acidente aéreo. Entretanto, ao contrário, a lei apenas fortalece as investigações, evitando que outros acidentes semelhantes aconteçam.

Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) é o setor responsável por investigar as caixas-pretas. É para o laboratório de análise de dados de gravadores de voos desse órgão que, assim que encontrado, o instrumento é levado. A principal reclamação dos investigadores era que a polícia tinha acesso a todos os dados da caixa-preta, o que atrapalhava a condução das apurações.

Isso porque o objetivo do Cenipa é proteger, e não apontar culpados, como faz a polícia. Com o sigilo das informações, facilita o depoimento de voluntários, e o conteúdo dessas conversas não é vazado. A comunicação registrada pela caixa-preta – entre os pilotos, tripulantes e órgãos de controle de tráfego aéreo – são, com a lei, de responsabilidade e poder do Cenipa.

O órgão da Aeronáutica pode repassar as informações à polícia, se for identificado algum ilícito doloso, durante as investigações. “Se, no curso de investigação Sipaer, forem encontrados indícios de crime, relacionados ou não à cadeia de eventos do acidente, far-se-á a comunicação à autoridade policial competente”, diz o Art. 88-D da Lei.

Caso o movimento seja o contrário, ou seja, a polícia queira ter acesso às informações, um especialista do Cenipa pode auxiliá-la, dentro do limite que não atrapalhe as suas investigações. Os dados também podem ser disponibilizados mediante decisão judicial.

Nessas condições, enquanto o inquérito policial ocorre, o Cenipa pode continuar as suas investigações, de forma autônoma. As duas forças também podem atuar conjuntamente.

Com informações da EBC.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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8 Comentários
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  1. É fato

    14 de agosto de 2014 11:14 pm

    A melhor coisa do mundo é

    A melhor coisa do mundo é sigilo. De fato tudo que tinha ser sigiloso, coisa que ninguém fica sabendo, ninguém sofre por isso

  2. sergio m pinto

    14 de agosto de 2014 11:37 pm

    E o que queria dizer o

    E o que queria dizer o secretário de segurança pública de São Paulo, que não estava descartada a hipótese de homicídio culposo? Teria ele alguma evidência?

  3. Tom

    15 de agosto de 2014 12:09 am

    As leis, as salsichas e os acidentes aéreos

    Se o povo soubesse como são feitos, ninguem mais dormiria tranquilo.

  4. chanceLer01

    15 de agosto de 2014 12:23 am

    “Estranho”

    E, hoje pela manhão no mau dia Brasil da Rede Globo, o Alexandre Maluf Gracinha, com sua intervenção maliciosa, dando asas às teorias de conspiração que já pululam na net.

    Canalhas!

  5. mauro silva 1

    15 de agosto de 2014 2:47 am

    lixão

    caro nassif

    a base aérea de santos, no guarujá, fica junto a um lixão.

    provavelmente, o que derrubou o jatinho foi um urubu na turbina.

    pior, é que tem um monte (é o nome certo: monte, monturo) de emergentes querendo transformar aquilo em “aeroporto”.

    belê!

    desde que a área de arremeção seja para o lado da emergente ‘riviera’ de s.lourenço; para cima dos ‘bacano’ que defendem o aeroporto.

    em tempo: o jatinho caiu a 400m da minha casa no boqueirão, que é o bairro mais populoso de santos, e afundou 4m. todas as casas e prédios antigos da área balançaram, fora as janelas estilhaçadas.

    está claríssimo que o piloto foi um heroi: embicou a aeronave para minimizar as mortes. decisão difícil, dadas as circunstâncias.

    ps: em homenagem a este verdadeiro heroi, proponho que se substitua o nome da “avenida mario covas”, margeando o porto, pelo dele.

  6. Avelino de Oliveira

    15 de agosto de 2014 10:52 am

    Caro Nassif e demais
    Tudo é

    Caro Nassif e demais

    Tudo é sigiloso.

    Aguardemos as próximas canetas espiãs, de alguém da veja, folha, globo e por aí afora.

    A PF tucana, e seus segmentos, farão vazar as primeniras informações.

    Saudações

     

  7. wendel

    15 de agosto de 2014 4:41 pm

    Esperemos……………………………

    Nada pode ser descartado, pois o momento politico é de uma luta escarniçada entre os progressistas e conservadores, pelo Poder!

    Se atentarem, verão que no dia do acidente, a Bolsa de SP, teve àqueles índices, e os abutres que especulam para ganharem dinheiro, e muito dinheiro, estão bem pouco preocupados com os sentimentos de quem qujer que seja!

    Como dizem os especialistas em acidentes, 99% deles são criminosos, e se não houver manipulações, chegaremos a verdades surpreendentes!!!!

  8. Franklin Carvalho

    15 de agosto de 2014 11:47 pm

    Faltou dizer como a lei se originou

    Faltou dizer como a lei do sigilo se originou: ela foi proposta em 2007 pela CPI do Sistema Aéreo. Tramitou no Congresso e foi sancionada neste ano pela presidente Dilma. Eis o projeto original: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=8D0630FEB5BB259F8871D2B8BCB9C11D.proposicoesWeb2?codteor=524031&filename=Tramitacao-PL+2453/2007

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