4 de junho de 2026

Terceira tomada de Lima começa nesta quarta (19) com estimados 30 mil manifestantes

Os organizadores da marcha estimam que cerca de 30 mil pessoas participaram da tomada de Lima para exigir a renúncia da presidente Boluarte
Manifestantes pedem o fechamento do Congresso e novas eleições gerais. Foto: Congresso da República do Perú - via Wikipedia

Milhares de pessoas se mobilizam nesta quarta-feira (19) na capital peruana na chamada “terceira tomada de Lima” para expressar seu repúdio à nomeada presidente Dina Boluarte, que funciona como uma liderança biônica há pouco mais de seis meses após a prisão do ex-presidente Pedro Castillo.

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A mobilização foi convocada pela Central Única Nacional de Rodadas Camponesas do Peru (Cunarc), a Confederação Geral dos Trabalhadores Peruanos (CGP), sindicatos de professores, movimentos indígenas e diversos grupos.

Os organizadores estimam que cerca de 30 mil pessoas na terceira tomada de Lima para exigir a renúncia da presidente Boluarte, o fechamento do Congresso, o avanço das eleições gerais e a convocação de uma Assembleia Constituinte. 

Chegada dos manifestantes

Mais de 13 mil pessoas viajaram para Lima de várias regiões do Peru para participar das mobilizações em Lima. A mobilização começam à tarde, no horário de Lima, no centro da capital peruana, para a qual a Polícia Nacional anunciou que enviaria cerca de 24 mil policiais em várias áreas de Lima.

Também ocorrem marchas e mobilizações nas cidades de Cajamarca, Apurímac, Lambayeque, Ica, Huancayo, Tumbes, Piura, Chiclayo, entre outras cidades.

O protesto desta quarta tem como pano de fundo outras duas convocações realizadas em janeiro e fevereiro deste ano e que não atingiram seu objetivo principal: conseguir a renúncia da chefe de Estado e a convocação de novas eleições gerais.

Boluarte reage

Às vésperas da terceira tomada de Lima, a presidente Dina Boluarte apontou que as mobilizações desta quarta-feira na capital peruana constituem “uma ameaça à democracia”.

Segundo Boluarte, a mobilização em Lima representa uma ameaça à democracia, ao estado de direito e à institucionalidade, acrescentando que como presidente ela não permitirá ou aceitará.

Apesar de criminalizar a marcha na cidade de Lima, a presidente nomeada afirmou que o Executivo respeitará o protesto pacífico, mas enfatizou que não permitirá atos de violência por parte dos manifestantes.

Boluarte convocou a Promotoria, a Defensoria e o Ministério Público para que “sejam acompanhados durante a marcha, para que possamos garantir que sejam pacíficos, que não violem os direitos alheios”.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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