5 de junho de 2026

Incentivos fiscais pouco mexem com mercado automobilístico, por Luís Nassif

O licenciamento nacional aumentou 6,88% em relação a junho de 2022, enquanto que no acumulado de 12 meses, ficou em 12,55%.

Junho registrou uma leve melhora no mercado automobilístico, provavelmente fruto do incentivo dado pelo governo para a compra de carros novos.

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No acumulado de 12 meses, em relação a junho de 2021 houve aumento de 13,16% no licenciamento total, 12,55% no licenciamento de nacionais,18,32% no licenciamento de importados, 10,46% na produção e 10,50% nas exportações.

Mas, curiosamente, o efeito do incentivo – que só se manifestou no mês de junho – teve menos influência no resultado acumulado do ano. Abaixo, os dados mensais. Repare que em junho a produção total foi 7,08% a menos do que em junho do ano passado, puxado especialmente pelas exportações, que desabaram 22%. O licenciamento nacional aumentou 6,88% em relação a junho de 2022, enquanto que o licenciamento nacional, no acumulado de 12 meses, ficou em 12,55%.

No gráfico abaixo, você confere o licenciamento nacional mensal, no acumulado de 12 meses, depois, a curva da média de 6 e 3 meses. Essas duas curvas apontam para as tendências de curto prazo. Percebe-se uma profunda inflexão para baixo.

Em relação às exportações, o quadro é pior ainda.

O mercado de comerciais leves

Há um desempenho um pouco melhor para os comerciais leves. Houve um crescimento de 10,55% no licenciamento de nacionais, em relação a junho do ano passado; um aumento de 4,72% nas exportações e de 16,68% na produção total.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    21 de julho de 2023 8:22 am

    Acredito que o mercado automobilístico segue a lógica… de mercado. Pouca necessidade e pouco dinheiro. A frota nacional saiu de 23,6 em 2003 para 60,1 em 2022. Um automóvel para cada 3,4 habitantes. No segmento caminhonete, de 770 mil para 8,978 milhões, perfazendo um total de 69 milhões, baixando ainda mais para menos de 3 habitantes por veículo particular. E a renda dos que poderiam engrossar mais o segmento caiu. Percebe-se, no entanto, que a mobilidade se adequou, ao passar de 5,33 milhões de motocicletas em 2003 para 25,4 milhões em 2022.

  2. Vladimir

    21 de julho de 2023 2:31 pm

    Não existe mágica e o governo sabe disso. As medidas de incentivo foram dadas somente para possibilitar que as empresas diminuissem os seus estoques nos pátios e na paralisassem a produção com efeitos nocivos para o emprego e renda em toda cadeia produtiva.
    O remédio que,neste momento, passa pela redução drástica da taxa de juros, vem sendo discutido dia a dia e,as mudanças que o presidente Lula pretende fazer em seu governo, cedendo espaços até a adversários, busca uma consolidação da necessidade imperiosa desta medida.
    Enquanto isso não ocorrer,medidas paliativas continuarão a ser tomadas visando sempre o menor prejuízo. Infelizmente!

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