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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Motta Araujo

    12 de agosto de 2014 3:23 am

    http://www.weimar.onlinehome.

    http://www.weimar.onlinehome.de/weimar_neu3.jpg

    ANIVERSARIO DA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR

    Hoje 95 anos da proclamação da constituição da Republica de Weimar, o regime politico que substituiu o Imperio Alemão ao fim da Primeira Guerra. Presidida pelo socialista Friedrich Ebert a nova Republica teve sua autonomia limitda pelo Tratado de Versalhes, que permitiu um Exercito de apenas 100.000 homens, proibiu submarinos e aviação e impos pesadas reparações de guerra, que hoje equivaleriam a 930 bilhões de dolares.

    Não obstante, a Republica de Weimar teve efervescente vida cultural e intelectual, foi um rico periodo de liberdade na Alemanha acostumada a muitas regras e autoritarismo. Surgiram efervescentes cabarés, teatros, cinema, opera.

    Movimentos como o Bauhaus, o expressionismo na arte do movimento com o balé moderno, experimentações nas artes plasticas, na literatura, na dramaturgia de Brecht. Uma literatura vibrante, assim como a aderencia ao jazz, da qual a Alemanha passou a ser um dos centros mundiais, especialmente em Hamburgo, o notavel cinema da UFA.

    Já na época de Weimar começou a reconstituição do poder bélico alemão, através doTratado de Rapallo, pelo qual os alemães começaram secretamente a treinar sua aviação na Russia, os tratadistas de Versalhes esqueceram de fechar as escolas prussianas de oficiais, o Exercito continuou a formar excelentes tenentes e instrutores.

    A economia afundou na hiperinflação de 1923 logo debelada pelo Plano Schacht (do qual o Plano Real é cópia), a Alemanha nunca teve tanta liberdade e prosperidade, abruptamente encerrada com a crise de 1929, que provocou 40% de desemprego e abriu espaço para os nazistas ganharem o poder pelo voto, dando fim ao regime de Weimar, um periodo de luz entre trevas da Primeira e da Segunda Guerras.

  2. IV AVATAR

    12 de agosto de 2014 6:56 am

    Miriam Leitào defendeu Daniel Dantas

    Isso vai voltar prá voltar prã Wikipédia?

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/08/11/bomba-o-audio-da-urubologa-sobre-dantas/

  3. IV AVATAR

    12 de agosto de 2014 6:59 am

    Cidade do Aécioporto tinha refino de cocaína

    http://www.ocafezinho.com/2014/08/11/cidade-do-aecioporto-tinha-refino-de-cocaina/

  4. Gilberto Cruvinel

    12 de agosto de 2014 8:10 am

    Vida dedicada a Carmen

    da Folha – 09/08/2014

     

    Ruy Castro

    RIO DE JANEIRO – O normal seria que, na terça-feira, 5 de agosto, aniversário da morte de Carmen Miranda, o paulistano Doni Sacramento estivesse no Rio, mandando rezar uma missa por Carmen na igrejinha da Lapa dos Mercadores, na rua do Ouvidor, que ela frequentava. Doni fazia isto com seu próprio dinheiro, ele mesmo escrevendo para convidar as pessoas que sabia que gostavam da cantora. Foi onde o conheci, em 2005, pouco antes de publicar meu livro “Carmen – Uma Biografia”.

    Em vez disso (e ele não poderia ter sido mais coerente), Doni, 57, estava sendo cremado no cemitério Jardim das Primaveras, em Guarulhos. Morto em São Paulo no dia 1º, de um aneurisma, seu corpo foi encontrado quatro dias depois, em seu apartamento no modesto condomínio em Alphaville, onde morava sozinho.

    Doni dedicou a vida a Carmen Miranda. Mais exatamente, a um museu virtual da artista –http://www.carmen.miranda.nom.br [nom, não com]–, que criou em 2002 e abastecia com fabuloso material sobre ela: bio, disco e filmografia, fotos, vídeos, caricaturas, entrevistas, frases e o que se publicou a seu respeito na imprensa, de 1929 até hoje. Ou até a semana passada, já que ele não estará mais aqui para recortar e colar.

    Tudo que ganhava, como professor de inglês e espanhol, Doni investia no site. O qual nunca lhe rendeu um centavo –julgava heresia lucrar às custas de Carmen. Com sua morte, esse material só continuará na internet se seus amigos puderem cuidar dele. O ideal seria que o Museu Carmen Miranda, agora parte do novo Museu da Imagem e do Som, o assumisse.

    A campanha por uma estátua de Carmen no Rio perde também o seu mais ardente militante –e que pena que ele não viverá para admirá-la em alguma rua da cidade. O que estou dizendo? Nem eu sei se estarei vivo quando –e se– essa estátua se materializar. 

  5. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:02 am

    A atualidade do pensamento de

    A atualidade do pensamento de Milton Santos

    “Teríamos que retomar o debate da civilização, que foi substituído pelo debate do crescimento econômico: se vamos aumentar os juros, se vamos facilitar um pouco de inflação. Mas a civilização, ela própria, não é objeto de discussão. E isso abre espaço para uma série de barbáries.”

    Sobre a globalização

    “É preciso perceber três espécies de globalização se queremos escapar à crença de que este mundo, assim como nos é apresentado, é a única opção verdadeira:

    Há o mundo tal como nos fazem vê-lo, com a globalização como fábula; o segundo é o mundo como ele é, com a globalização como perversidade; e o terceiro, o do mundo como ele pode ser, o da outra globalização.

    A globalização tem três faces, portanto: é uma fábula, na medida em que fantasia-se acerca de mitos como a comunicação universal, o fim do Estado e a aldeia global.

    O outro lado é a globalização perversa, que ataca a maioria dos países pobres, trazendo miséria, fome e doenças. Mas as mesmas técnicas que permitem em países ricos a proliferação da ideologia perversa permitirão aos países pobres um movimento de baixo para cima, que imporá uma nova ideologia mais humana.”

    A imprensa como instrumento de propaganda a serviço de grupos específicos

    “A globalização perversa é baseada em fábulas como a da comunicação global, do espaço e tempo contraídos, da desterritorialização e da morte do Estado. São fábulas porque a informação é centralizada e manipulada no interesse das grandes empresas. A diminuição de espaço e tempo pregada só acontece para poucos. A globalização perversa precisa dos territórios e dos governos internos para se manter e a morte do Estado, por sua vez, só aproveita às poucas empresas hegemônicas.

    Todas essas fábulas são inculcadas nos cidadãos antes mesmo de qualquer ação.

    Nascem daí a violências estrutural e a perversidade sistêmica, onde a competitividade e a potência (falta de solidariedade ou prevalência sobre os outros) puras, unidas à ideologia neoliberal, fazem parecer normais as exclusões sociais. Fala-se muito em violência da sociedade de nosso tempo, mas esquece-se que as violências que mais percebemos são apenas derivadas. A violência estrutural resulta da presença, em estado puro, da competitividade, da potência e do dinheiro. A essência da perversidade é a competitividade, uma guerra em que tudo vale para conquistar melhores espaços no mercado.”

    A gestão do “novo”

    “… A gestação do novo, na história, dá-se frequentemente, de modo quase imperceptível para os contemporâneos, já que suas sementes começam a se impor quando ainda o velho é quantitativamente dominante. É exatamente por isso que a “qualidade” do novo pode passar despercebida… A história se caracteriza como uma sucessão ininterrupta de épocas. Essa idéia de movimento e mudança é inerente à evolução da humanidade. É dessa forma que os períodos nascem, amadurecem e morrem…”

    “… Uma outra globalização supõe uma mudança radical das condições atuais, de modo que a centralidade de todas as ações seja localizada no homem: a precedência do homem. Sem dúvida, essa desejada mudança apenas ocorrerá no fim do processo, durante o qual o reajustamentos sucessivos se imporão. Nas presentes circunstâncias a centralidade é ocupada pelo dinheiro, em suas formas mais agressivas, um dinheiro em estado puro sustentado por uma informação ideológica, com a qual encontram simbiose…”

    “Os atores que vão mudar a história são os atores de baixo. Vão agir de baixo para cima. Os pobres em cada país, os países pobres dentro dos diversos continente, os continentes pobres em face dos continentes ricos. De tal forma, não teremos uma revolução sincronizada: haverá explosões aqui e ali em momentos diferentes, mas que serão impossíveis de conter.”

    O Estado

    “O Estado é indispensável porque as chamadas organizações do terceiro setor não são abarcativas, não podem cuidar do conjunto das pessoas que precisam de cuidados. Já o Estado tem a tendência de cuidar de todos, de todas as pessoas. Essa produção democrática que as ONGs ou o terceiro setor – por suas limitações de origem, financiamento, objetivos – não podem fazer. Então, o Estado torna-se algo cada vez mais indispensável, porque as fontes criadoras de diferenças e desigualdades são muito mais fortes que no passado.”

    Democracia vazia

    “A gente esvaziou a palavra democracia de conteúdo. Continua-se falando em uma democracia sem saber muito bem do que se está falando. Nós utilizamos uma série de conceitos que vêm de um outro tempo – e que tornam vazios, porque o tempo mudou! – da maneira que é conveniente. Usa-se o conceito de democracia com referência ao meramente eleitoral. O resto – a representatividade, a responsabilidade, tudo isso – perdeu força.”

    Responsabilidade da educação

    “A educação corrente e formal, simplificadora das realidades do mundo, subordinada à lógica dos negócios, subserviente às noções de sucesso, ensina um humanismo sem coragem, mais destinado a ser um corpo de doutrina independente do mundo real que nos cerca, condenado a ser um humanismo silente, ultrapassado, incapaz de atingir uma visão sintética das coisas que existem, quando o humanismo verdadeiro tem de ser constantemente renovado, para não ser conformista e poder dar resposta às aspirações efetivas da sociedade, necessárias ao trabalho permanente de recomposição do homem livre, para que ele se ponha à altura do seu tempo histórico.”

    O tecnicismo engessador

    “Em nome do cientismo, comportamentos pragmáticos e raciocínios técnicos, que atropelam os esforços de entendimento abrangente da realidade, são impostos e premiados. Numa universidade de ‘resultados’, é assim escarmentada a vontade de ser um intelectual genuíno, empurrando-se mesmo os melhores espíritos para a pesquisa espasmódica, estatisticamente rentável. Essa tendência induzida tem efeitos caricatos, como a produção burocrática dessa ridícula espécie de ‘pesquiseiros’, fortes pelas verbas que manipulam, prestigiosos pelas relações que entretêm com o uso dessas verbas, e que ocupam assim a frente da cena, enquanto o saber verdadeiro praticamente não encontra canais de expressão.”

    Sobre a violência atual

    “O caldo de cultura que baliza a vida já é violento em si. A globalização exige de todos os atores, de todos os níveis e em todas as circunstâncias, que sejam competitivos. Esse processo exige que empresas, instituições, igrejas sejam competitivas. A competição estimula a violência porque a regra que vigora é a regra do resultado. Não existe ética. Quando, por exemplo, se privilegia, no ensino secundário, a formação técnica, sem nenhum conteúdo humanístico, está se criando mais um caldo de cultura que estimula atitudes violentas.”

    http://assisprocura.blogspot.com.br/2014/08/a-atualidade-do-pensamento-de-milton.html

  6. Assis Ribeiro

    12 de agosto de 2014 9:08 am

    Pensamento bovino. Um mundo sem alternativas.

    Acabou o Século XX

    Quando as pessoas pensavam política, sempre dirigiam seus olhares para a Itália e, lá, recolhiam idéias, pensamentos e formas de lutas. Foi assim desde a queda do fascismo.

    Os jovens dos anos cinqüenta aprenderam a acompanhar o embate ideológico entre a democracia cristã e o Partido Comunista Italiano. Eram repletos de entusiasmo e posições altamente conflitantes.

    Surgiam, no comunismo italiano, figuras marcantes. Todos se recordam de Gramsci, o ideólogo que, no cárcere, elaborou impressionante obra de análise da sociedade.

    Os seus Quaderni del carcere foram editados graças à iniciativa de Togliati, então importante figura do socialismo real no Ocidente. A repercussão foi intensa em todo o marxismo europeu e latino-americano.

    No decorrer do tempo, muitas figuras exemplares, ofereceram posicionamentos novos e análises precisas sobre o desenvolvimento das sociedades contemporâneas.

    Quem visitasse a Itália, naquele período – anos 40 e 50 – impressionava-se com a presença maciça das sedes do PCI por todo o país e de maneira intensa no norte, particularmente na região da Reggio-Emilia.

    Gerava uma verdadeira emoção conhecer as livrarias comunistas. Apresentavam obras de todos os autores clássicos do socialismo e, ainda, inúmeras análises de lideranças expressivas.

    Grande parte da intelectualidade peninsular pertencia aos quadros de esquerda. A sociedade encontrava-se dividida entre dois segmentos e estes dominavam as mentes e geravam conflitos.

    Foi um período intensamente criativo e cada lado acreditava ser a sua proposta política a utopia que salvaria o mundo. Tempos em que as pessoas acreditavam em suas lideranças.

    Tudo se esvaiu. Os grandes partidos do após-guerra dissolveram-se. Surgiram agremiações sem linha. Com programas sem profundidade social.

    Uma geléia real – tal como no Brasil – surgiu no cenário partidário. Ninguém empolga. Nenhuma idéia nova. Todo o pensamento volta-se para o econômico.

    O econômico não possui alma. Apenas a busca de rendimentos. O vazio ocupou as mentes e o consumismo conquistou às sociedades. Vale o dia que passa. Não interessam as gerações futuras.

    Neste cenário melancólico, que levas os mais velhos à nostalgia, vem da Itália mais uma notícia amarga. O jornal tradicional dos comunistas italianos, L’ Unità, deixou de circular.

    Teve um longo percurso – oitenta anos – e agora, neste mês de agosto, anuncia o encerramento de sua publicação. Não resistiu aos tempos novos.

    Estes tempos de pensamento único. Eles não permitem o pluralismo. Exigem homogeneidade de comportamentos. Todos devem agir no mesmo sentido.

    Movimentar os mecanismos econômicos sem qualquer ciência de sua essência. A esta só pode ter acesso os iniciados. Estes são poucos. Um grupo privilegiado que não admite contestações.

    O Século XXI, até o momento, mostra-se medíocre e sem posicionamentos antagônicos. Os poderosos podem matar sem censura. Não há mais oposição.

    Os jornais críticos desapareceram. Foram engolidos pela voragem capitalista. Adeus a L’Unità,  fundada por Gramsci, em 1924. Acompanhou a sorte dos jornais Hoje, Notícias de Hoje e Luta Operária, seus irmãos brasileiros.

    http://terramagazine.terra.com.br/blogdoclaudiolembo/blog/2014/08/11/acabou-o-seculo-xx/

  7. Rui Daher

    12 de agosto de 2014 9:59 am

    CartaCapital – A reforma agrária aconteceu?

    Nassif, se possível, gostaria de ver esse artigo discutido pelo “pensamento” de seu blog. Abraço.

     

    http://www.cartacapital.com.br/economia/a-reforma-agraria-aconteceu-1473.html

     

  8. Free Walker

    12 de agosto de 2014 12:57 pm

    Elvis rules

    No dia que a civilização humana acabar e Deus deixar existir ainda reinará Elvis Presley… do Memphis.

    https://www.youtube.com/watch?v=ct4bFKwZJRo

     

  9. Free Walker

    12 de agosto de 2014 1:26 pm

    Os Homens e os Meninos….

    …. na Ilha de Man.

    https://www.youtube.com/watch?v=iRWp9rhfS_0

    Por que isso? 

    Porque somos humanos e o limite está logo ai a frente…

    PS. A corrida de motocicletas na Isle of Man já é centenária, desde quando botaram motor na bicicleta,. Já vitimou mais de duas centenas de pilotos.

    Por que isso?

    Sei lá eu….

     

  10. Cláudio José

    12 de agosto de 2014 2:30 pm

    PROJETO: CULTURA (ARTISTAS) DO BEM
    Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2014 PROJETO: CULTURA  (ARTISTAS)  DO BEM Caros amigos (as) sou a favor da lei de incentivo cultural, mas tem muito artista famoso, que as vezes nem precisa dela, mas usa das suas influências para captar recursos. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto. CULTURA  (ARTISTA) DO BEM, onde esses artistas destinariam 20% do arrecadado com o incentivo fiscal, para uma instituição de caridade, depois que o projeto for finalizado. Amigos (as) nada mais justo do que devolver um pouco, para quem precisa tanto de ajuda. Sei que vou receber críticas da elite, mas minha preocupação são com os pobres.  Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz. 

  11. Gilson AS

    12 de agosto de 2014 2:43 pm

    Quem já passou por isso levanta a mão.

    1. Free Walker

      12 de agosto de 2014 2:59 pm

      Hehehe

      Comum entre nós os pobres o suco(!?) de groselha (ou de framboesa) com formiga boiando.

      Tadinhas, sempre as olhei com pezar, mas dinheiro curto, disse: azar de vocês e as mandava pro bucho…hehe

      Afinal, hoje entendo que era proteína..hehe

       

       

  12. Alessandro

    12 de agosto de 2014 2:44 pm

    A pesquisa SENSUS

    O que houve com a pesquisa SENSUS para presidente?

    A divulgação dela era para ter ocorrido ontem, dia 11.

    Sabe-se que o Instituto SENSUS é alinhado ao Aécio.

    Suponho que se os números fossem bons para ele ontem cedinho já estaria nos jornais. Mas até agora nada…

    Alguém arrisca explicar?

     

     

     

  13. Mara L. Baraúna

    12 de agosto de 2014 6:23 pm

    Marta: “Pelé de saias.” “Rainha do futebol.” “Melhor que Messi.”

                                                                       MARTA VIEIRA DA SILVA

    Da Revista TPM, por Karla Monteiro

    Ela sonha com o dia em que as meninas serão tão reconhecidas quanto Neymar

    “Pelé de saias.” “Rainha do futebol.” “Melhor que Messi.” Cinco vezes eleita melhor jogadora de futebol do mundo (feito jamais alcançado por um colega homem), a alagoana Marta Vieira da Silva chega aos 28 anos na ativa, jogando na Suécia e sonhando com o dia em que as meninas sejam tão reconhecidas (e ricas) como Neymar, Cristiano Ronaldo e outros astros do esporte

    Os jogadores de futebol no Brasil parecem percorrer sempre o mesmo caminho. De uma infância humilde, difícil, para o sonho. Marta Vieira da Silva nasceu em Dois Riachos, no interior de Alagoas, em 1986. Passou por todas as privações das crianças pobres do sertão alagoano. Como era boa de bola, encontrou nas peladas de rua e nos campeonatos da escola a esperança. Foi a única mulher em diversos times masculinos. “Comecei a me sobressair e, a cada dia, me interessava mais por futebol. Com o tempo, percebi que aquilo podia ser uma saída para uma vida melhor”, ela diz, de olho no celular, acompanhando discretamente os comentários antes do jogo Portugal x Gana, na quinta-feira, dia 26 de junho. “Adoro ver o Cristiano Ronaldo jogando. Não é à toa que ele é o melhor do mundo”, comenta Marta, a melhor do mundo.

    Ela começou a carreira em 2000, no carioca Vasco da Gama. Dois anos depois foi para o Santa Cruz, em Minas Gerais. De lá, para o Umeå IK, da Suécia, onde se tornou conhecida na Europa. Em 2009, jogou nos Estados Unidos, no Los Angeles Sol, faturando o título de artilheira da liga nacional. No mesmo ano, o Santos anunciou a sua contratação temporária. Logo Marta retornou aos Estados Unidos, para o FC Gold Pride. Em 2012, já estava de novo na Suécia, onde hoje joga pelo Tyresö FF. Desde que saiu de Dois Riachos para tentar a sorte nos gramados profissionais, lá se vão 14 anos e uma coleção de histórias e de títulos. Marta foi eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. Feito único na história do futebol.

    A diferença entre ela e Cristiano Ronaldo mora nas cifras. Segundo Marta, o futebol feminino engatinha. E, no Brasil, quase passa despercebido. Não há investimento, divulgação ou apoio para colocar homens e mulheres no mesmo patamar. Pelo jeito, lugar de mulher ainda não é no campo. “Quando fui jogar na Suécia, ganhava em torno de R$ 3 mil”, conta ela. E continua: “As pessoas pensam que o contrato das jogadoras que se destacam chega perto do contrato do Neymar. Mas isso é totalmente fora da realidade do futebol feminino”.

    Dona de uma personalidade extrovertida, sotaque muito carregado e jeito de moleca, Marta chegou ao estúdio, no Rio de Janeiro, para as fotos com 3 horas de atraso. Não deu muita explicação. Mas ganhou todo mundo com simpatia e descontração. Recusou-se a vestir saias ou vestidos, que só usa em ocasiões “formais” – entre elas os compromissos como embaixadora da ONU para causas humanitárias (um time que tem, além dela, a superstar Angelina Jolie, a rainha Rania, da Jordânia, a tenista Maria Sharapova e a modelo Gisele Bündchen). “Se eu colocar uma saia, não sou eu, entende?”, justificou-se. Salto alto também não lhe agradava muito. Até tentou se equilibrar sobre um escarpim, mas não sem reclamar. No fim, acabou trocando por um confortável par de tênis. Não que não seja vaidosa. Vai com frequência ao salão retocar as mexas do cabelo. Gosta de roupas bacanas. Só que sua prioridade é conforto.

    Aos 28 anos, Marta já pensa na aposentadoria: não se vê jogando aos 35. Quando isso acontecer, o sonho é voltar a viver em Dois Riachos, perto da família e onde é tratada feito rainha. Ela não abre espaço para perguntas sobre a sua vida pessoal. É a Fabiano Farah, seu empresário há nove anos, que perguntamos se ela é lésbica, uma dúvida recorrente entre os fãs. Ele garante que não – e que, “se fosse, ela não teria o menor problema em assumir”. Solteira, Marta diz que quer ter filhos, mas já se sente realizada com os sobrinhos. Faz questão de frisar outra diferença entre homens e mulheres no futebol: no masculino, os jogadores se casam e levam a família toda pra onde forem. Isso é bem mais difícil para as jogadoras. Se querem casar, elas têm de sair de campo – por isso ela não pensa no assunto agora. O próximo desafio é conquistar a medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de 2016. Quer coroar a carreira no Rio de Janeiro, bater no peito em pleno Maracanã e gritar: “aqui é Brasil!”

    Leia aqui a entrevista com Marta

     

     

  14. Luciano Prado

    12 de agosto de 2014 7:31 pm

    O CA na bancada do JN

    Hoje, Bonner entrevistará o Dudu e, como sempre, suas perguntas serão mais longas que as respostas.

    Mas, no intuito de colaborar, em nome da global imparcialidade, o Conversa Afiada ousa sugerir umas perguntinhas ao Dudu:

    – Por que o senhor não trouxe a Bláblá ?

    – Por que o senhor traiu o Lula ?

    – Por que o senhor traiu a Dilma ?

    – Quem construiu Suape – o senhor ou o Lula e a Dilma ?

    – E a refinaria Abreu e Lima ?

    – O senhor realmente achou que o Governo Dilma ia ser soterrado pela crise mundial ?

    – Que a Dilma ia chamar o Fernando Henrique para ir, com ele, de mãos dadas, ao FMI ?

    (É que ele conhece o caminho: foi lá três vezes.)

    – O senhor achou que a inflação ia disparar e ficar igual à do Fernando Henrique ?

    – O senhor realmente achou que o desemprego ia ficar igual ao Fernando Henrique ?

    – O senhor realmente achou que o Ataulfo Merval (*) e o Supremo iam desmoralizar o PT irremediavelmente, com o julgamento do mensalão ?

    – O senhor realmente achou que a Big House ia abrir mão de ter um candidato do PSDB, em seu benefício ?

    – O senhor achou que São Paulo ia engolir alguém com o seu sotaque ?

    – O senhor é mais da linha política de seu pai ou de seu avô – o senhor é mais Campos ou mais Arraes ?

    – Como o senhor explica que não tenha conseguido mais do que um minuto no horário eleitoral ?

    – O senhor tem certeza de que não quer jogar a Bláblárina nas aguas do rio Madeira ?

    – O senhor prefere ela com xale ou sem xale ?

    – O senhor consegue entender o que ela diz – por exemplo, “precisamos enfrentar a problemática com a solucionática da sustentabilidade sustentável” ? 

    – Em São Paulo, o senhor é carne ou peixe ?

    – O senhor perguntou ao seu correligionário Heráclito Fortes o que ele entende por “nova política” ?

    – O senhor está preparado para passar a faixa de governador de Pernambuco a Armando Monteiro Neto ?

    – O senhor ainda acredita que ganhou a eleição de 2012 ?

    – “Terceira Via” quer dizer “Terceiro Lugar” ? 

    – Diga uma, basta uma ideia original que o senhor tenha para oferecer ao povo brasileiro. 

    Como sempre, o Conversa Afiada procura cumprir seu dever cívico.

    E nada mais.

    Paulo Henrique Amorim

  15. Daniel Krein

    12 de agosto de 2014 8:45 pm

    Brasilero ganha a medalha Fields

    O matemático brasileiro Autur Avila, de 35 anos, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, recebeu a Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática.

  16. Cláudio José

    12 de agosto de 2014 8:49 pm

    ENTREVISTA DO CESAR MAIA

    Eleição não é para ponta-direita’, afirma Cesar Maia

    Candidato ao Senado, ex-prefeito do Rio diz não temer a disputa com o ex-jogador e deputado Romário

    O DIA

    Rio – O ex-prefeito Cesar Maia, candidato ao Senado pelo DEM com o apoio do PMDB na chapa do governador Luiz Fernando Pezão, não teme a disputa com ex-jogador e deputado Romário.“Agora a eleição não é para ponta-direita, mas para goleiro”, brinca, na entrevista que concedeu aos jornalistas Eduardo Miranda e Octávio Costa, do jornal ‘Brasil Econômico’.

    Especialista em pesquisas eleitorais,Cesar Maia diz que “a oposição ainda não falou ao coração do eleitor”, referindo à falta de empatia do eleitor com os candidatos de oposição e prevê que a televisão é o único recurso para a presidenta Dilma ganhar a eleição no primeiro turno.

     

    O risco de Dilma

    ‘Eleição não é para ponta-direita’Foto:  Maíra Coelho / Agência O Dia

    A chance de ela se eleger no primeiro turno é de 10%. A avaliação da Dilma não corresponde às intenções de voto. Ela despencou em avaliação, mesmo em estados onde tem 53%. Tem uma avaliação muito pior do que se imaginaria que corresponderia às intenções de voto. Ela ganha no Nordeste e entre as pessoas de renda mais baixa por conta das políticas de governo, gostem ou não. No caso da população de renda mais baixa, ainda não há uma identificação com as alternativas. O que temos é a candidata a presidente perdendo fôlego, mas as alternativas ainda não impactaram com carisma.

    A oposição nesta eleição

    Os candidatos da oposição ainda não conseguiram falar ao coração do eleitor. A campanha na televisão vai começar e é um elemento de grande vantagem da presidente Dilma. E tem o João Santana, que terá 12 anos de imagens de governo Lula e Dilma. É difícil, mas eu diria que a televisão é o único recurso hoje para tentar ganhar a eleição no primeiro turno. O outro lado também está de olho nisso. Pelo fato de Dilma definhar, esperava-se que do outro lado da balança houvesse o contrapeso, mas isso não aconteceu.

    Dilma e o segundo turno

    A probabilidade de ela ganhar no segundo turno é a a mesma do primeiro. A distância cai tanto na disputa dela contra Aécio, quanto entre ela e Eduardo Campos. Ainda não é possível cravar quem vai para o segundo turno com a presidenta, porque o personagem Marina Silva ainda não apareceu, o eleitor ainda não sabe que existe uma dupla (Eduardo e a vice).

    Dizem que no programa de televisão de Eduardo Campos ele vai aparecer sentado ao lado de Marina, conversando. Nas pesquisas, Dilma, quando aparece com Michel Temer, fica mais ou menos onde estava; Aécio com seu vice, Aloysio Nunes, cresce 2 pontos; Eduardo Campos com Marina, cresce 8 pontos. 

    Como seria o senador Cesar Maia

    O candidato a senador é candidato de um grupo político. Uma vez eleito, tem que incorporar um perfil suprapartidário, porque tem a obrigação constitucional de representar seu estado e os municípios. Não cabe ao senador ser porta-estandarte da oposição, a menos que haja razões específicas, como no caso de Aécio, que, candidato à Presidência, precisava buscar um espaço de diferenciação. Mas o normal é que o senador cumpra um mandato suprapartidário.

    Para isso, ele deve fazer uma oposição técnica, dar argumentos sólidos para questionar medidas do Executivo, e não se envolver com o enfraquecimento do Executivo, gerar desgaste. Isso não cabe a um senador. Onde quer que eu vá, digo que conheço a Dilma há muitos anos. Ela é uma mulher correta, honesta, nenhum de nós é melhor que ela. Ela está mostrando que é uma excelente gestora para momentos de bonança. Em momentos de crise, mostrou-se incapaz de gerir.

    O lastro dos presidenciáveis

    No caso de Eduardo Campos, é Marina ou nada. Obrigatoriamente, ele tem que puxá-la para crescer. Ele está com 8, 9 pontos há muito tempo. Aécio não tem entusiasmo na curva de crescimento, mas tem crescido. Nessa fase final do primeiro turno, o eleitor tem que encontrar o Aécio. Quando a pessoa tem carisma, o candidato encontra o eleitor.

    Nessa eleição, no boca a boca, o eleitor descobrindo o Aécio pode provocar uma angulação na curva de crescimento dele. Aécio vem numa curva sustentada de crescimento. O progresso dele pode continuar e levá-lo para acima de 25 pontos no primeiro turno. Agora, impacto mesmo, só a Marina sobre Eduardo Campos.

    A Influência das manifestações do ano passado nas eleições deste ano

    Já está tendo. Basta andar nas ruas para ver uma eleição fria, sem placas, bandeiras. Esses materiais estão mais na parte periférica. Nas áreas mais centrais do Brasil, o eleitor está numa eleição europeia. Se você chega como turista, não sabe que tem eleição. Não sei se é apatia ou uma vontade de não participar. Sou conhecido no Rio, faço corpo a corpo todo dia. As pessoas se aproximam, mas a gente sente. No caso do Rio de Janeiro, a panfletagem com Aécio ajuda na Zona Sul, na Barra, onde o eleitor de classe média já o escolheu.

    A campanha para o senado

    Vai bem, é uma campanha que tem um mês, porque antes eu era candidato a governador. Nas nossas pesquisas, o Romário abriu forte, com a Copa do Mundo, xingando a CBF, num nível de 30%, mas hoje está com 25%. Eu estou superior a 20%. Mas 42% não são de nenhum dos candidatos ao Senado. Ganho entre as mulheres; ele, entre os homens. Eu, entre os mais idosos; ele, entre os com menos de 40 anos. São dois candidatos de perfis tão diferentes que o eleitor sabe bem em quem vai votar.

    Eu faço uma campanha dizendo o que é ser senador e a experiência acumulada que o cargo pede. É a casa dos sêniores, como diz a palavra. Romário foi um bom deputado. O problema é que agora a eleição não é para ponta-direita, é para goleiro. Mudaram as funções. O Senado representa estados e municípios, o deputado representa o povo.

    A divisão do bloco de apoio a Aécio no Rio

    O bloco mais importante de apoio à candidatura do Pezão é o “Aezão”. Mas Pezão tem sido bastante fiel à presidenta. Mas sempre deixando de fora a questão presidencial, para não causar constrangimento aos que o apoiam. Ele vai votar em quem? Ele diz que votará na Dilma, mas ficamos muito à vontade com ele. Se Aécio vem ao Rio, ele não vai. O contrário é igual. Se eu chego num lugar onde o PMDB que está com Pezão apoia a Dilma, não posso ficar afrontando. Aí, nem ele fala de candidato a presidente, nem eu.

    Críticas a Sérgio Cabral

    Infelizmente, a política brasileira é feita de personagens, e não de partidos. Então, quando o personagem não é candidato, fica muito mais fácil. Este é o caso do Sérgio Cabral que saiu com sacrifício, com discurso emocionado. Então, eu não tenho nenhum receio de sofrer represálias por ter feito críticas ao seu governo e viver agora uma aliança com seu apoio.

     

  17. Sergio Navas

    12 de agosto de 2014 8:56 pm

    VIGÉSIMO QUINTO CONGRESSO BRASILEIRO DO AÇO.

    Hoje 12/08/2014 teve início o 25 Congresso Brasileiro do Aço, cujo convite divulgado pela internet apresenta o seguinte formato:

    “Excesso de capacidade – Como Solucionar? e Geopolítica do aço – Cenário atual serão os temas do Primeiro Painel do 25 Congresso Brasileiro do Aço.

    A Indústria do aço, assim como a indústria de transformação como um todo, passa por extremas dificuldades, com as empresas operando com baixo nível de utilização da sua capacidade de produção. Adicionalmente a esse quadro crítico o setor se defronta ainda com uma conjuntura externa adversa com excedentes de capacidade da ordem de 600 milhões/ton. O setor do aço defende a adoção de uma defesa comercial eficiente e a utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional. Neste contexto, “Excesso de capacidade – Como Solucionar?”e “Geopolítica do aço – Cenário atual”serão os temas do Painel “Mundo”, o primeiro do 25 Congresso Brasileiro do Aço.”

    Para que este congresso possa produzir resultados significativos deve-se primeiramente separar a indústria do aço da indústria de transformação, pois essa interpretação é fundamental ao entendimento das propaladas dificuldades que ambas enfrentam.

    Com a concentração de mercado provocada na década de 90, especialmente após as privatizações das siderúrgicas estatais, e a tímida combatividade aos cartéis, permitiu-se aos grupos que passaram a dominar a indústria do aço verticalizar sua produção na direção dos insumos mais representativos na vasta cadeia ocupada pela indústria de transformação, os tornando, ao mesmo tempo, fornecedores e concorrentes privilegiados.

    Ë difícil a compreensão de que a indústria do aço possa atravessar alguma dificuldade, praticando internamente preços muito superiores ao da média mundial.

    Já a indústria de transformação brasileira padece pelos altos preços dos insumos produzidos na indústria do aço, que a impede de produzir com competitividade e fazer frente às manufatureiras internacionais.

    Com a afirmação “O setor do aço defende a adoção de uma defesa comercial eficiente e a utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional”, não se deve descartar a hipótese de que o objetivo principal da Indústria do Aço, seja o de pressionar o governo a dar ainda mais proteção aos altos preços que praticam, incentivando o método de se produzir cada vez menos e mais caro.

    O objetivo da indústria do aço deveria ser o abastecimento da indústria de transformação e não concorrer com ela, objetivando o controle de determinadas cadeias, o que seguramente contribuiria com a indústrialização do País, lhe conferindo autossuficiência produtiva, evitando-se, assim, o dispêndio desnecessário com importações de inúmeros manufaturados.

    A desoneração baseada na hierarquia da cadeia produtiva e controle moderado do câmbio são fatores fundamentais para a proteção da indústria de transformação, porém, requer cuidados especiais em cada fase, inibindo a desindustrialização em escala e deixando de premiar a ineficiência e o parasitismo, normalmente encontrado em mercados concentrados.

  18. Sergio Navas

    12 de agosto de 2014 8:56 pm

    VIGÉSIMO QUINTO CONGRESSO BRASILEIRO DO AÇO.

    Hoje 12/08/2014 teve início o 25 Congresso Brasileiro do Aço, cujo convite divulgado pela internet apresenta o seguinte formato:

    “Excesso de capacidade – Como Solucionar? e Geopolítica do aço – Cenário atual serão os temas do Primeiro Painel do 25 Congresso Brasileiro do Aço.

    A Indústria do aço, assim como a indústria de transformação como um todo, passa por extremas dificuldades, com as empresas operando com baixo nível de utilização da sua capacidade de produção. Adicionalmente a esse quadro crítico o setor se defronta ainda com uma conjuntura externa adversa com excedentes de capacidade da ordem de 600 milhões/ton. O setor do aço defende a adoção de uma defesa comercial eficiente e a utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional. Neste contexto, “Excesso de capacidade – Como Solucionar?”e “Geopolítica do aço – Cenário atual”serão os temas do Painel “Mundo”, o primeiro do 25 Congresso Brasileiro do Aço.”

    Para que este congresso possa produzir resultados significativos deve-se primeiramente separar a indústria do aço da indústria de transformação, pois essa interpretação é fundamental ao entendimento das propaladas dificuldades que ambas enfrentam.

    Com a concentração de mercado provocada na década de 90, especialmente após as privatizações das siderúrgicas estatais, e a tímida combatividade aos cartéis, permitiu-se aos grupos que passaram a dominar a indústria do aço verticalizar sua produção na direção dos insumos mais representativos na vasta cadeia ocupada pela indústria de transformação, os tornando, ao mesmo tempo, fornecedores e concorrentes privilegiados.

    Ë difícil a compreensão de que a indústria do aço possa atravessar alguma dificuldade, praticando internamente preços muito superiores ao da média mundial.

    Já a indústria de transformação brasileira padece pelos altos preços dos insumos produzidos na indústria do aço, que a impede de produzir com competitividade e fazer frente às manufatureiras internacionais.

    Com a afirmação “O setor do aço defende a adoção de uma defesa comercial eficiente e a utilização efetiva do instrumento do conteúdo nacional”, não se deve descartar a hipótese de que o objetivo principal da Indústria do Aço, seja o de pressionar o governo a dar ainda mais proteção aos altos preços que praticam, incentivando o método de se produzir cada vez menos e mais caro.

    O objetivo da indústria do aço deveria ser o abastecimento da indústria de transformação e não concorrer com ela, objetivando o controle de determinadas cadeias, o que seguramente contribuiria com a indústrialização do País, lhe conferindo autossuficiência produtiva, evitando-se, assim, o dispêndio desnecessário com importações de inúmeros manufaturados.

    A desoneração baseada na hierarquia da cadeia produtiva e controle moderado do câmbio são fatores fundamentais para a proteção da indústria de transformação, porém, requer cuidados especiais em cada fase, inibindo a desindustrialização em escala e deixando de premiar a ineficiência e o parasitismo, normalmente encontrado em mercados concentrados.

  19. Cláudio José

    12 de agosto de 2014 9:43 pm

    ÓTIMA NOTÍCIA, O NOBEL É NOSSO

    BRASILEIRO GANHA O “NOBEL DA MATEMÁTICA”

    :

     

    Medalha Fields, a mais alta distinção da disciplina, foi concedida ao carioca Artur Ávila, pesquisador do Impa; “Há vários anos existia uma expectativa nessa direção, e realmente eu sentia isso como uma pressão sobre mim, também pela sua importância para o Brasil, que de maneira um pouco estranha nunca teve prêmios internacionais desse porte, como um Nobel. Assim, ficava um pouco pesado. A notícia da medalha teve, para mim, um primeiro efeito de alívio”, disse ele

     

    12 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 18:12

     

    247 – Um pesquisador brasileiro, de 35 anos, ganhou, nesta terça-feira, a mais alta distinção da matemática, equivalente ao Nobel da disciplina. Foi o carioca Artur Avila, que receberá a Medalha Fields, na Coréia do Sul.

    “Artur Avila fez notáveis contribuições no campo dos sistemas dinâmicos, análise e outras áreas, em muitos casos provando resultados decisivos que resolveram problemas há muito tempo em aberto. Quase todo seu trabalho foi feito por meio de colaborações com cerca de 30 matemáticos de todo mundo. Para estas colaborações, Avila traz um formidável poder técnico, a engenhosidade e tenacidade de um mestre em resolver problemas e um profundo senso para questões profundas e significativas. Os feitos de Avila são muitos e abrangem uma ampla gama de tópicos. Com sua combinação de tremendo poder analítico e profunda intuição sobre sistemas dinâmicos, Artur Avila certamente continuará um líder na matemática ainda por muitos anos”, escreveu o comitê da União Internacional de Matemática, ao justificar o prêmio.

    O vencedor disse ter recebido a notícia com certo alívio. “Há vários anos existia uma expectativa nessa direção, e realmente eu sentia isso como uma pressão sobre mim, também pela sua importância para o Brasil, que de maneira um pouco estranha nunca teve prêmios internacionais desse porte, como um Nobel. Assim, ficava um pouco pesado. A notícia da medalha teve, para mim, um primeiro efeito de alívio”.

     

     

     

  20. evandro condé de lima

    13 de agosto de 2014 1:54 am

    Enquanto isso em Minas

    Não é hora de postar mas vamos lá. Quanto a entrevista do Aécio nas tvs, eles deixaram de perguntar várias coisas. Duas delas, bastantes interessantes: explicasse a famosa contratação de trocentos funcionários sem concurso que tiveram de ser dispensados e como escolhe a esposa (vá entender) do Clésio para o TCE. 

    E para ajudar ainda mais: ” Clésio Andrade responderá por mensalão tucano na justiça de Minas”

     

  21. El Cid

    13 de agosto de 2014 2:19 am

    Eduardo Campos é o entrevistado no Jornal Nacional
    sobre Eduardo Campos, eis a entrevista dele na íntegra e no final do vídeo, um comentário bem interessante do Stanley Burburinho: [video: http://www.dailymotion.com/video/x23he6k_eduardo-campos-e-entrevistado-no-jornal-nacional_news%5D

  22. Emanuel Cancella

    13 de agosto de 2014 1:54 pm

    Eleição presidencial

    Recado a Aécio Neves e Eduardo Campos: Ou restaura-se a moralidade, ou todos se locupletam

    O debate eleitoral está trazendo comportamentos fantásticos de nossos candidatos: Aécio neves declarou que fazer aeroporto nas terras do tio-avô, Múcio Tolentino, em Cláudio, Minas Gerais, durante seu governo, é uma coisa normal. Ainda declara que usou o aeroporto algumas vezes! O valor da obra que saiu dos cofres públicos de Minas Gerais é de R$14 milhões.  Já Eduardo Campos, enguanto governador de Pernambuco, indicou a mãe, deputada Ana Arraes, para o TCE (Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco).  Ainda tem a cara de pau de dizer que foi o primeiro governador de Pernambuco a criar uma lei contra o nepotismo! A lei, na visão de Campos, só vale para os outros! Imagine se esses dois chegam à presidência da República. Vão levar para o Brasil essas práticas deploráveis. A sociedade tem que cobrar, no caso de Aécio Neves, uma punição por improbidade administrativa e o ressarcimento aos cofres públicos do valor gasto no aeroporto.  E também a autocrítica da descompostura de ambos! Como diz o ditado popular: “Ou restaura-se a moralidade, ou todos se locupletam”. (Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta).

    Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2014;

     

     

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