Alegando precisar de dinheiro para pagar multas de processos judiciais, Jair Bolsonaro aceitou receber doações via PIX de seus apoiadores desde o começo do ano. E, segundo um relatório do Coaf, é possível que essa mobilização tenha feito gerado 769.717 transações que resultadas em mais de R$ 17 milhões somente nos 6 primeiros meses de 2023.
Na noite de quinta (28), a imprensa divulgou que o Coaf encontrou os repasses nas contas de Bolsonaro. Entre os dias 1º de janeiro e 4 de julho, Bolsonaro movimentou R$ 18.498.532 em transações. As informações foram enviadas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro.
Segundo informações divulgadas nos jornais, entre os principais doadores estão uma empresária do agronegócio que repassou sozinha R$ 20 milhões; um empresário da construção civil, que doou outros R$ 10 mil.
Outras 18 pessoas fizeram pagamentos entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. A jornalistas, porém, Bolsonaro disse que a “massa” de seguidores lhe fez doações entre R$ 2 e R$ 22. O Coaf analisou repasses de pessoas jurídicas e físicas que fizeram doações via PIX com valores acima de R$ 5 mil.
Em entrevista ao jornal O Globo, Correia disse que é estranho que na conta de Bolsonaro “entra muito dinheiro além do que ele ganha” e defendeu uma investigação sobre a origem dos recursos. “Isso tudo vai se saber na hora que houver quebra de sigilo, que a CPMI já pediu”, disse.
Aos seguidores, Bolsonaro alegou que precisava de dinheiro para pagar multas na Justiça. Ele já sofreu bloqueios em contas que somam R$ 317.047,52 porque se recusou a pagar multas por ter ferido o isolamento social na pandemia de Covid-19. A Justiça de São Paulo já chegou a determinar o bloqueio de R$ 87 milhões nas contas de Bolsonaro.
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