
Jornal GGN – Paulo Skaf, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, reafirmou a postura de rivalidade com PT e PSDB. Garantiu, na tarde desta sexta (8), que não mudou de ideia sobre não ceder o palanque para a presidente Dilma Rousseff (PT), contrariando a executiva nacional do partido e o vice-presidente na chapa petista Michel Temer.
Confrontado sobre a saia justa, Skaf disse que respeita Temer como homem, parlamentar e dirigente da legenda, mas afirmou que não é “do tipo que se deixa enquadrar”. “Tanto PT como PSDB são meus adversários. Isso significa que não estarei no palanque do PT, nem o PT estará no meu palanque. Mas por coerência, não há dúvida de que voto com meu partido. Meu presidente e amigo Michel Temer é candidato em uma das chapas, e eu voto nele”, admitiu Skaf.
Durante sabatina promovida pelo Estadão, o candidato defendeu que a eleição em São Paulo será “estadualizada”, no sentido de que sua empreitada se distanciará do PT para se apresentar como uma terceira via entre a tradicional polarização entre tucanos e petistas. “O candidato a governador sou eu, quem vai governar serei eu [não o partido]”, comentou.
“Na questão de material de campanha, temos quase 500 candidatos a deputado ou senador. Vamos ter peças de todos os tipos, com ou sem o nome da presidente. O nosso material, eu repito, está focado em São Paulo [descarta Dilma]. Mas sobre o que os outros candidatos farão, não posso me responsabilizar”, acrescentou.
Incitado por um internauta a explicar as alianças de última hora com o PP de Paulo Maluf e o PSD de Gilberto Kassab, Skaf foi transparente e direto: “Eu preciso de tempo de televisão para as pessoas saibam que eu sou candidato”, explicou.
Educação
O presidente licenciado da Fiesp disse que uma de suas principais bandeiras será a educação. Se eleito, Skaf promete que todos os alunos da rede pública do ensino fundamental começarão as aulas em 2016 no regime integral e sem progressão continuada. A ideia é inspirada no modelo Sesi de ensino, e será implementada ao longo de nove anos. Para o ensino médio, ele prometeu parceria com Senai ou outras escolas técnicas.
Transporte
Sobre transporte, o candidato afirmou que não é pretensão de nenhum postulante aumentar as tarifas do metrô, mas ressaltou que não pode prometer que não haverá reajuste se for necessário. No caso do debate sobre passe livre, ele defendeu o projeto apenas para estudantes da rede pública. “Estamos detalhando o projeto em valores”, comentou.
Gestão
Skaf atacou, em diversos momentos, a gestão do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para ele, o tucano está errado ao sugerir que São Paulo tem “cobertor curto” (orçamento apertado). Segundo dados do candidato, a peça orçamentária estadual para 2015 prevê 20 bilhões de reais para investimentos. Para ele, é preciso atrair a iniciativa privada para as grandes obras de infraestrutura e concentrar a receita fiscal nas demandas de saúde, educação e segurança. Ele apoia mais parcerias público-privadas (PPP) e concessões.
Segurança
Na área da segurança, Skaf prometeu revitalizar o trabalho da Polícia Civil, além de introduzir um centro integrado de segurança e uma corregedoria no gabinete do governador. Ele também comentou que é a favor de manifestações de ruas desde que sejam pacíficas, e afirmou que será “linha dura” com o desrespeito à lei.
Quando incitado a falar sobre o combate à facção criminosa PCC, o candidato criticou a gestão de Alckmin, principalmente em relação à política penitenciária. “Lembro que há 10 anos esse governo [do PSDB] prometeu acabar com uso de celular em presídio. Hoje, Alckmin afirma que seis presídios contam com bloqueadores de celular. Nós temos 78 presídios! Não entendo como levaram 10 anos para bloquear apenas seis!”, observou.
Crise de água
Ao final da sabatina, Skaf falou sobre a crise de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo, e afirmou que vai executar, em até cinco anos, as obras do Plano da Macrometrópole que não sairam do papel. Segundo ele, são investimentos de 5 a 10 bilhões de reais que, se estivessem prontos, garantiriam abundância de água ao Estado.
anarquista sério
8 de agosto de 2014 9:37 pmDepois de tudo que disse
Depois de tudo que disse contra o PT, ele vota em Dilma?
Uma tremenda pá de areia na sua candidatura.
Não pra esta eleição,que tem perda certa, mas pra prefeito em 2016 que é o seu objetivo central.
Porque não terá legenda petista e nem peemedebista.A bem da verdade nem poderá concorrer.
Ou Michel Temer dá pondo sem nó?
Mais um que ficará no limbo.Ou melhor dizendo no Umbral do PT/ PMDB a dupla implacável demolidora de candidaturas que diverge um tantinho assim da cartilha do Dom Corleone.
O erro de Scaf foi se arrepender tarde.
A máfia não perdoa os tardios— e outros indecisos nem com o dedo cortado.
Ivan de Union
8 de agosto de 2014 10:03 pmDERRUBEM A BASE ALIADA DE
DERRUBEM A BASE ALIADA DE TRAIRAS, GENTE. ELES SO ATRAPALHARAM DILMA.
Paulo Figueira
8 de agosto de 2014 10:07 pmTanto faz o apoio ou não
Tanto faz o apoio ou não desse cidadão, os eleitores dele cabem numa kombi confortavelmente.
IV AVATAR
8 de agosto de 2014 10:44 pmO partido dele é a FIESP
.
Lionel Rupaud
8 de agosto de 2014 11:28 pmAlias tenho a leve impressão
que, pela “qualidade” das pessoas em volta dele, só para citar um exemplo, o Barão do Carandiru (Fleury Filho), ele seria até pior que o tucanato, o que não pouco!
Mário Mendonça
8 de agosto de 2014 11:48 pmNassif
Nenhuma pergunta de
Nassif
Nenhuma pergunta de cunho social né….!!!…..” viva a fiesp “……
Osvaldo Ferreira
9 de agosto de 2014 12:12 amSkaff acha que a FIESP pode
Skaff acha que a FIESP pode eleger Governador.
Vai tomar uma tunda gigante pois o PMDB não tem votos para que ele possa ir ao segundo turno.
30% dos votos no Estado são do PT.
Comete erro enorme em seu antipetismo.
Por isso precisamos nos livrar do PMDB elegendo uma grande bancada no congresso.
Osvaldo Ferreira
9 de agosto de 2014 12:47 amSkaff liderou a campanha pelo
Skaff liderou a campanha pelo fim da CPMF que privou a arrecadação da previdência social de mais de R$ 25 bilhões e que representava um mecanismo de fiscalização para o Governo Federal do dinheiro sujo que circula pelos grandes bancos. Era 0,25% sobre transações bancárias. Imposto sobre os ricos que ele, Skaff foi o responsável pelo fim. Por isso o PT precisa se livrar do PMDB!
juarez.j.j.
9 de agosto de 2014 1:11 amSe ceder palanque vai o
Se ceder palanque vai o Padilha.
Carlos Dias
9 de agosto de 2014 1:43 amMaravilha!!!!
Melhor impossível!!!
Se a Dilma sobe no palanque com essa mala, ela perde meu voto.
lenita
9 de agosto de 2014 1:47 amÉ o velho e carcomido (quem
É o velho e carcomido (quem dera!) PMDB de sempre.
CB
9 de agosto de 2014 2:44 amOs institutos da direita
Os institutos da direita insistem em pregar que Padilha está empacado nos 5%, certo? Um dos objetivos deve ser este, fazer com que Skaff (blargh!) se ache o rei da cocada preta e prefira se distanciar do PT. PT não sai da eleição com percentual de votos tão baixo nem que a vaca tussa e o boi solte pum! Isto vai provocar segundo turno. Mesmo que tenhamos que engolir pmdb e skaff-fiesp direitões, teremos nos livrado do psdb, deixando o partido da imprensa órfão de moleques de recado.
Brasileira
9 de agosto de 2014 2:55 amSe for para o Segundo Turno,
Se for para o Segundo Turno, vai sem a menor vergonha na cara pedir apôio!
Nilva de Souza
9 de agosto de 2014 2:57 amO problema é que tem muita
O problema é que tem muita gente cristianizando o Padilha e dizendo que no segundo turno apoiarão o Skaf. Saco cheio. E mais não digo.
alexis
9 de agosto de 2014 8:53 amA democracia ao serviço de um tirano?
“Tanto PT como PSDB são meus adversários”
“O candidato a governador sou eu, quem vai governar serei eu [não o partido]”, comentou.
Será um parido completo e um conjunto de idéias partidárias ao serviço de um sujeito, e não o inverso.
Que aula de anti-democracia?
Outra tapioca
9 de agosto de 2014 9:40 amO erro é achar que petista
O erro é achar que petista precisa de palanque para conseguir voto. Isso se faz no meu do povo
======
Padilha e Suplicy são vetados em palco por centrais sindicais que apoiam Dilma
http://oglobo.globo.com/brasil/padilha-suplicy-sao-vetados-em-palco-por-centrais-sindicais-que-apoiam-dilma-13540756
luiz c
9 de agosto de 2014 1:24 pm“Educação
O presidente
“Educação
O presidente licenciado da Fiesp disse que uma de suas principais bandeiras será a educação. Se eleito, Skaf promete que todos os alunos da rede pública do ensino fundamental começarão as aulas em 2016 no regime integral e sem progressão continuada. A ideia é inspirada no modelo Sesi de ensino, e será implementada ao longo de nove anos. Para o ensino médio, ele prometeu parceria com Senai ou outras escolas técnicas.”
Já sabesmos pra quem a possível gestão dele vai ser voltada.
Zanchetta
9 de agosto de 2014 2:38 pmGrande Skaf… só não voto
Grande Skaf… só não voto nele porque é do PMDB…
Motta Araujo
9 de agosto de 2014 6:05 pmO que é palanque? Em 2014?
O que é palanque? Em 2014? Que linguagem antiga, cruz credo, essa gente é das caracumbas.