10 de junho de 2026

Torres repete discurso sobre minuta do golpe à CPMI dos atos golpistas 

Aos parlamentares, ex-ministro voltou a dizer que documento era "fantasioso" e uma "aberração" sem "validade jurídica"
Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas, nesta terça-feira (8), O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), Anderson Torres, afirmou que a “minuta do golpe” encontrada em seu apartamento era um documento “fantasioso” e uma “aberração” sem “validade jurídica“.

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No dia 10 de janeiro, durante uma busca e apreensão em minha casa, a polícia encontrou um texto apócrifo, sem data, uma fantasiosa minuta, que vai para a coleção de absurdos que constantemente chegam aos detentores de cargos públicos”, disse.

A fala foi a mesma dada por Torres em depoimento à Polícia Federal (PF). Ele também repetiu que não sabia quem era o autor do documento e alegou que era comum receber sugestões e ofícios quando atuava na pasta da Justiça e levá-los para casa para analisar. 

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Vários documentos vinham de diversas fontes para que fossem submetidos ao ministro. Em razão da sobrecarga de trabalho, eu  normalmente levava a pasta de documentos para casa”, completou. “Os documentos importantes eram despachados e retornavam ao ministério, sendo os demais descartados. Um desses documentos deixados para descarte foi o texto chamado de ‘minuta do golpe’”, relatou Torres.

Ele classificou o documento como imprestável para qualquer fim, uma aberração jurídica. “Esse papel não foi para o lixo por mero descuido. Não sei quem entregou esse documento apócrifo e desconheço as circunstâncias em que foi produzido. Sequer cogitei encaminhar ou mostrar para alguém.” 

Ele disse ainda que soube pela imprensa que outras pessoas receberam documento semelhante.

A tal minuta foi encontrada durante uma operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal (PF) na casa de Torres. Apesar dos argumentos do ex-ministro sobre o descarte do documento, ele foi achado junto de outros registros importantes, como fotos familiares.

Além disso, uma pericia sobre as digitais contidas no papel indica que apenas Torres, um de seus advogados e um degelado da PF que atuava nas investigações tocaram no documento, o que sugere que o conteúdo foi imprimido e não entregue por alguém.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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