
Do Conjur
Até que um ou outro colega mais paciente, ou menos cruel, passou a vir em seu socorro. “Vossa Excelência, então, quanto à preliminar suscitada, acolhe os embargos, certo?” Ao que Joaquim murmurava algo em sentido positivo. Outro completava: “Quanto ao mérito, o relator considera prejudicado o pedido, é isso?”. Com uma variação ou outra, os votos iam sendo acochambrados até se dar formato a uma decisão inteligível ou minimamente satisfatória.
Naquela noite de maio, quando se sugeriu a Barbosa divulgar melhor sua produção técnica, outro ministro ouviu parte da conversa. Em outra roda, da qual participavam cinco colegas dele, o assunto virou piada. “Olha o que ouvi agora: sugeriram ao Joaquim mostrar sua contribuição técnica no Supremo”. E todos caíram na risada.
A pelo menos um amigo, Joaquim Barbosa confessou sua vontade de abandonar o tribunal. Mas foi aconselhado a desafiar e “peitar” a estrutura. No campo do Direito ele não tinha como se destacar, estava claro. Mas poderia puxar os colegas para outro ringue em que eles não tivessem como superá-lo.
No livro Como a picaretagem conquistou o mundo, o jornalista britânico Francis Wheen analisa a receita da construção de personagens que, com largas doses de demagogia e populismo chegaram a altos cargos, como a presidência dos Estados Unidos ou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Em uma das resenhas dessa obra, o crítico Rafael Rodrigues cita o teatrólogo Nelson Rodrigues, que disse que esses personagens tomaram o lugar dos melhores a tal ponto que se criou “uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina”.
É claro que Joaquim Barbosa não se enquadra no perfil. Mas o livro é pedagógico no sentido de evidenciar como a construção de um personagem, no mundo da política, do jornalismo, das artes ou das finanças, possibilita o sucesso sem que a celebridade artificial tenha realmente o estofo para pontificar no píncaro a que foi alçado.
Assim como nos primeiros anos em que ralhava com seus assessores por não preverem as perguntas que lhe seriam feitas em Plenário, o ministro manteve-se até o fim em estado de guerra com quase todos os colegas. Aperfeiçoou-se no uso da comunicação instantânea pelo laptop de tal forma que outros ministros resolveram não levar mais o equipamento para a bancada. Mas isso aliviou bastante o que considerava uma prática maldosa dos colegas: as tais perguntas embaraçosas.
Em sua passagem pelo STF, Joaquim Barbosa raramente recebeu advogados que lhe solicitavam a oportunidade de oferecer subsídios para suas decisões. Essa tarefa era penosa para ele da mesma forma que a interlocução com os ministros em Plenário. A sua explicação era que considerava esse tipo de “conluio” indecoroso. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, o também ministro aposentado Cezar Peluzo, aponta outro motivo, mais prosaico, que cabia numa só palavra: insegurança.
Na mesma entrevista, Peluzo contrariou outra crença disseminada largamente por Barbosa: o de que suas ausências no plenário e sua impaciência com as sessões deviam-se a problemas de saúde.
O sucesso de Barbosa, como relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, lustrou a imagem externa do ministro. Mas junto à elite da comunidade jurídica foi motivo apenas de desconsolo. As poucas vozes que ousaram “chutar a santa” canonizada pela opinião pública, sedenta de vingança contra a comunidade política em geral e contra o PT em particular, enfrentaram o risco aventado por Nelson Rodrigues e as vaias da plateia.
Como presidente do Conselho Nacional da Justiça, originalmente apelidado de órgão de controle externo do Judiciário, Joaquim Barbosa viveu um paradoxo lógico entre o substantivo e o adjetivo. Durante toda sua gestão, foi o mais feroz crítico do sistema judicial e seus protagonistas. Mas não apresentou ou aprovou uma única proposta que corrigisse as distorções e deformações elencadas por ele mesmo. Na análise de pessoas que acompanham a carreira de Barbosa, o seu portfólio como procurador da República (em que passou dez de vinte anos em licença), como ministro e como presidente do STF e do CNJ têm igual relevância. A sua contribuição técnica, jurídica e institucional deixam a mesma marca nos três órgãos.
Por fim, depois de onze anos de embates e desinteligências, ao menos se sabe que Joaquim Barbosa e os ministros do Supremo, no plano institucional, concordaram em alguma coisa. Essa ideia se resume na sintética expressão que o ministro divulgou em seu perfil no Twitter, ao se retirar do ringue:

Athos
5 de agosto de 2014 5:57 pmDelícia!
Coloquei no FB!
Delícia!
Coloquei no FB!
Lionel Rupaud
5 de agosto de 2014 6:03 pmEu ri muito do texto
não que seja por se cômico, mas quando se conhece um pouco quem é o tal Marcio Chaer e o que é na prática o Conjur…
A escolha do brabozão foi sem dúvida o maior erro dos anos Lula no STF. Mas teve outros erros, o que mostra o despreparo do PT como partido na sua chegada ao poder.
Por outro lado a transformação momentânea do personagem em “ídolo” dos leitores e telespectadores da mídia, mostra claramente o “nível” da tal mídia e o discernimento dos tais leitores e telespectadores…
Djijo
5 de agosto de 2014 6:34 pmE o senado?
Lula indicou, quem avalizou foi os senadores. Não souberam perguntar, com certeza.
josé adailton
5 de agosto de 2014 6:35 pmLeitores de direita e de esquerda
Mais um comentário com avaliação depreciativa dos leitores da grande mídia.Cheira a preconceito e isto , em ano de eleição, pode acarretar algum prejuízo eleitoral ..Se for difundido nas redes sociais pode ter o efeito de um tiro no pé.
Luiz C
5 de agosto de 2014 6:47 pmO ConJur, também conhecido
O ConJur, também conhecido por “Bajulador Jurídico”, que é aquele site do Marcio Chaer, super amigo do Gilmar Mendes, que, por sua vez, é super desafeto do Joaquim Barbosa? Aquela mesmo site que, por ser amigo do Gilmar Mendes, conseguiu, durante a presidência deste no STF, utilizar o local para lançar seu anuário?
Não sei até onde confiar nesse texto.
Quintela
5 de agosto de 2014 7:47 pmConcordo Luiz, mas o relato
Concordo Luiz, mas o relato coincide bem com a personalidade insegura e arrogante de Joaquim Barbosa.
emerson57
5 de agosto de 2014 6:10 pmgeléia
O peor, prophessor Hariovaldo, phoi a coxignada cabeça de geléia nativa que queria ungi-lo prezidente do Brazil.
Ao que ahora se percebe ele não reunia os predicativos para tal cargo.
Dessa phorma, ao menas nosso heroe vae poder sair do bananal e viver no paraiso dos homens bonzos: Maiami.
Vá pela sombra BRABOsão.
(a ortografia foi verificada conforme:
http://www.hariovaldo.com.br/site/wp-content/uploads/2013/08/Diccion%C3%A1rio.pdf )
Lucinei
5 de agosto de 2014 7:19 pmPois é. Até o Roberto da Mata
Pois é. Até o Roberto da Mata entrou nessa de Barbosa pra presidente. Janio quadros ia sumir como o maracanaço sumiu diante do mineiraço.
Alexandre Cesar Costa Teixeira
5 de agosto de 2014 6:13 pmBarbosa foge, ele sabe ocultar!
Ao afirmar que Joaquim Barbosa sabe ocultar, o faço comprovando com documentos.
http://www.megacidadania.com.br/barbosa-foge-ele-sabe-ocultar/
rosenvald flavio barbosa
5 de agosto de 2014 6:24 pmmacunaíma
seria JB o macunaíma de Paracatu????
veranis
5 de agosto de 2014 6:31 pmJá foi tarde!
Alívio para todos nós ministro, especialmente para qualquer um ligado à jurisprudência. Ficou faltando meu caro Nassif
alguma explicação sobre como o processo do PT foi parar nas s sábias mãos de JB e porque o ministro fez o que fez com ele. E melhor ainda porque correu tão rápido quando chegava a hora dos tucanos sairem das tocas?
Lucinei
5 de agosto de 2014 7:28 pm…E por que o julgamento foi
…E por que o julgamento foi cronometrado para coincidir com o dia da votação; e por que ocultou-se provas e olvidou-se argumentos da defesa; e por que emprestimo pago virou escandalo; e por que sacar dinheiro no caixa é condenável; e por que a mulher sacar o dinheiro é coisa de porco chovinista; e porque dinheiro privado foi considerado público; e por que julgador julga contra a lei…
Snaporaz
5 de agosto de 2014 6:37 pmResumindo , Barbosa é uma
Resumindo , Barbosa é uma fraude.
Quanto a escolha por Lula,é bom que se diga,que nem Lula o ungiria se não houvesse aprovação dos escalões competentes.Dai,à caça ao voto ,pedindo-o a José Dirceu,também,de quem ouviu a consideração inesquecível execrando esse método que ruminou até o fim do AP470,e sua precoce aposentadoria.
Cristiana Castro
5 de agosto de 2014 9:31 pmSim. JB é uma fraude e desde
Sim. JB é uma fraude e desde o início dessa AP esse blog detectou isso. A questão não é a indicação de JB e sim, compreendermos como uma pessoa chega até onde chegou um JB ( assim como ele existem milhares ). Antes de ser ministro/presidente do STF/CNJ, JB teve que caminhar bastante, sempre dentro do serviço público; percorreu todo esse caminho e superou etapas, sem as condições mínimas necessárias. O problema não é mais JB e sim, como o Brasil produz essas aberrações. Mesmo que não tivesse chegado ao STF, seria membro do MP, CONCURSADO, antes que venham valer-se das indicações das filhas dos ministros para as vagas de desembargador. JB, foi, portanto APROVADO em concurso público e entende tanto de Direito como o Ayres Britto de física quântica. E, concordo com vc; JB foi alçado a ministro do STF com a chancela da comunidade jurídica ( sem isso, não seria indicado ) e essa é a pior parte. Do mesmo modo, suas tonterias foram chanceladas pelo plenário do STF e MPF, na cara do país inteiro e contando com a cumplicidade da acadêmia e quase que totalidade da comunidade jurídica. Quantos JB’s, o sistema judiciário abriga? Sozinho, mesmo com toda a mídia, não teria chegado onde chegou. O Brasil e a comunidade jurídica, se permitiram, durante muito tempo, vaiar um jurista para aplaudir uma fraude; o Brasil pode se escudar na manipulação midiática mas e a comunidade jurídica? Apostaram alto em JB; pq? O que pretendiam com isso? JB não chutou o ordenamento em aspectos complexos mas sim no básico do básico do básico, tipo primeiro período de Direito, mesmo. Vamos esperar por algum expoente da comunidade jurídica, que aparece aqui, de vez em qdo,dizendo que a situação dos ativistas se complicou em função da omissão de grande parte de seus membros ( na verdade, a quase totalidade ). Admitem sua cumplicidade mas não explicam pq se omitiram e ainda ousam acusar a sociedade de ser punitivista. O punitivismo na sociedade, explica-se pela manipulação midiática mas o punitivismo seletivo da comunidade jurídica, continua sem explicação. Talvez, um número grande de JB’s, abrigado no sistema judiciário e acadêmia, possa, finalmente elucidar a questão. Vamos aguardar explicações para a cumplicidade com os JB’s da vida.
Ivan Arruda
5 de agosto de 2014 6:40 pmAlguma possibilidade de ser
Alguma possibilidade de ser indicado a uma cadeira como imortal? Apadrinhado por Merval? Ao menos não praticou nepotismo cruzado, nem mantém parentes se relacionando com grandes escritórios. Nem concedeu HCs ou liminares para bandidos. Por esses ângulos, não há alternativas e teremos que continuar assombrados por muitos anos.
L@!r M@r+35
5 de agosto de 2014 8:45 pmEsse é o tio Já Era
Já era esse aí. Vai ser ignorado pela mídia. Escrevi acima que ele teria sorte se o Aécio fosse eleito, mas duvido que chamem ele pra ser ministro. Game over pro JB. Ele servia enquanto tinha o poder. Ficou deslumbrado com os holofotes e traiu quem o colocou lá. Agora que não sai mais suco, vão jogar o bagaço fora.
Motta Araujo
5 de agosto de 2014 10:27 pmPara ser indicado para a
Para ser indicado para a Academia precisa ter um livro publicado, ao menos um. Merval não tem cacife para conseguir 21 votos na ABL Os tres ultimos indicados são escritores profissionais com muitos livros publicos em muitas decadas. Acredito que no momento não há clima para indicação de paraquedistas.
Cuma
5 de agosto de 2014 6:46 pmQuem nem só os mensaleiros
Quem nem só os mensaleiros petistas ficaram felizes por tudo, se sabe. Mas fiquei com a sensação ou é só impressão de haver um bando avisando a todos que quer o STF é só paar deleito da sua turma , e que até querem usar como se fosse qualquer puta, portanto aviisa qavisa aos demais se ¨comportarem¨ direito vã ser tratdos como se fosse demente, imbecil,…. .?
RACS
5 de agosto de 2014 6:46 pmR.I.P.
ET: vade retro!
R.I.P.
ET: vade retro!
Iara G
5 de agosto de 2014 6:49 pmPobre senhor
Poderia estar postando algo como:
– Com o sentimento de dever cumprido.
Mas nem isto.
Maria Silva
5 de agosto de 2014 6:51 pmEsse é pra compartilhar
Resumno da opera. Uma fraude. E logo na mão de quem a AP 470 foi cair. No pior dos piores.
Athos
5 de agosto de 2014 7:32 pmSó vc que acha que estes
Só vc que acha que estes sorteios são aleatórios mesmo.
Já editei Nota taquigráfica por ordem de Ministros do STJ. Aliás, em tempos de filme, ou melhor, filmes foram aposentados, em tempos de digitalização, para que serve ua nota taquigráfica mesmo?
Eu mesmo respondo: Servem para serem editadas.
Se isso é feito no STJ… imagine no resto.
sergio m pinto
5 de agosto de 2014 8:57 pmEle, ao meu ver não é o pior
Ele, ao meu ver não é o pior dos piores. É apenas, como demonstrado na matéria, um infeliz que não tinha estofo para o cargo. “Vestiu” um personagem, que a mídia nativa adorou, e se manteve enquanto era útil. Agora, não passa de um bagaço.
Ardilosos e piores são alguns outros, cujos nomes não precisam ser declinados. Esses sim, são perigosos.
César
5 de agosto de 2014 6:59 pmJB é uma fraude, assim como o tão martelado “mensalão”
Aliás, hoje em dia, nesses tempos tão midiáticos, o que não falta é fraude.
Uma tristeza.
Nem diga
5 de agosto de 2014 7:08 pmSó esqueceu de dizer que o
Só esqueceu de dizer que o autor bastou passar um dia pelo Brasill para descobrir tudo isso. E uma das picaregens das mais simples por aqui é neste país não ter como se saber quem são os donos de fatos de quase nada. E alguém induzir que quer o STF até possivelmente um dia sendo ocupado apenas pelas piores escórias sociais, quiçá bandido confesso, é coisa de quem sabe ¨dialoga¨r muito bem com escórias socias e sabe ganhar na base disto
[ No livro Como a picaretagem conquistou o mundo, o jornalista britânico Francis Wheen ]
Flavio Martinho
5 de agosto de 2014 7:15 pmDe prima dava para concluir
De prima dava para concluir isto: a dificuldade de leitura que o personagem tinha, é claro que alguma coisa ocultava.
Maria Luisa
5 de agosto de 2014 7:17 pmO STF não é para principiante
Esse texto desmoraliza Joaquim Barbosa de A à Z. Encomenda ? De toda forma, para quem acompanhou as sessões da AP 470, ficou evidente que JB so ganhava quando dava seu show de truculência no plenario. Acho que foi no blog do Nassif que surgiram os primeiros questionamentos sobre a competência de Joaquim Barbosa. Logo depois, entendemos que estavamos diante de uma pobre figura, travestida de uma toga, usando do posto (e pdoer) que estava e sendo usado. Mas não acho, apesar de tudo isso, que ele fosse o mais ardiloso ali. Talvez fosse o menos astucioso, apesar de se achar muito esperto. A escola Judiciario-STF, é como diz aquela velha frase sobre o Brasil: não é para principiantes!
Sergio Saraiva
5 de agosto de 2014 8:03 pmDo chapeu e da toga.
Os primeiros questionamentos sobre a competência do ministro Joaquim Barbosa, bem como sobre sua produtividade e disposição para o trabalho, vieram de Reinaldo Azevedo.
Se não me engano, quando do entrevero de barbosa com o ministro Gilmar Mendes.
Depois, durante o julgamento da AP 470, a opinião de Reinaldo Azevedo sobre Barbosa parece que mudou radicalmente.
Hoje, com Barbosa aposentado já não sei se Azevedo a mantém.
Edi Passos
6 de agosto de 2014 2:23 amMantém não!
Barbosão aposentado é “bananeira que já deu cacho”, já não tem qualquer utilidade para Azevedo e seus donos.
Octavio
10 de agosto de 2014 4:21 pmConcordo plenamente.
Concordo. Acho que ele foi a marionete usado pelos outros juízes para poder fazer o seu trabalho de descontruir o PT. Fizeram o que fizeram e quem levou toda a culpa foi o JB. Não que ele não tenha culpa, mas não estava sozinho. Vemos isto claramente, quando ex-ministros do STF, ao se aposentar, foram, imediatamente,se filiar ao PSDB ou trabalhar para o mesmo. E até fazer pareceres jurídicos para candidatos do PSDB. Realmente, a ética nunca foi o forte deles. Mas sempre a cobraram muito dos cidadãos.
Jorge Luis
5 de agosto de 2014 7:21 pmExcelentíssimo Joaquim
Excelentíssimo Joaquim Barbosa, faço minhas as suas palavras: alívio, finalmente!
Quintela
5 de agosto de 2014 7:31 pmEsse texto mostra o que tomos
Esse texto mostra o que tomos nós já sabemos.
Joaquim Barbosa não tinha estrutura profissional para ser juiz do STF!
Lucinei
5 de agosto de 2014 7:34 pmA dilma já tinha que ter
A dilma já tinha que ter divulgado o nome para substituí-lo instantaneamente; deixar a imprensa e a oposição fazerem as “interpretações” delas; e partir pra cima novamente.
Mas vão ficar titubeando por meses.
Moita
5 de agosto de 2014 7:38 pmVindo de quem vem o artigo, é
Vindo de quem vem o artigo, é preciso ler com o nariz tapado.
Adão
5 de agosto de 2014 8:06 pmPensei o mesmo aqui,
Pensei o mesmo aqui, Moita.
O Conjur fazendo críticas abertas a JB?!?! Realmente, JB já prestou o serviço que dele se esperava. Nada mais resta agora do que mostrar o que realmente é abandoná-lo a própria sorte.
ricardo gonçalves
5 de agosto de 2014 9:01 pmComo é mesmo a máxima do
Como é mesmo a máxima do Paulo Preto, abandonar um companheiro ferido na estrada? Tóme tento, Chaer!!!!!!
Motta Araujo
5 de agosto de 2014 10:20 pmPaulo Preto referiu-se a quem
Paulo Preto referiu-se a quem estava ACIMA dele em poder, Secretario ou Governador.Chaer não é um poder mais alto para abandonar e muito menos é companheiro de Barbosa, é um jornalista que pode ter a opinião que quiser e pode muda-la se quiser.
XAD
5 de agosto de 2014 11:35 pmCaro Motta Araujo
Márcio Chaer não é só “um jornalista”; é diretor do ConJur e também da Original 123 Comunicações. Ele pode mudar de ideia? Sim, claro, como qualquer pessoa. Agora,” chutar cachorro morto”, como JB, é fácil. Difícil é deixar de ser reacionário, parar de bajular os poderosos, como Gilmar (Dantas) Mendes, e mudar a linha editorial do ConJur. Estou pagando para ver!
Sergio Saraiva
5 de agosto de 2014 7:58 pmChutando cachorro morto.
Bastou 4 dias após a aposentadoria e o CONJUR rebaixa Joaquim Barbosa de anjo vingador a iletrado jurídico.
Tivesse eu estômago, levantaria as opiniões desse mesmo CONJUR sobre Joaquim Barbosa quando do julgamento da AP 470.
J Vicente
5 de agosto de 2014 8:05 pmIletrado
As decisões do “iletrado jurídico” tem valor, e os que apoiaram são iletrados tbm?
henrique neto
5 de agosto de 2014 11:42 pmExato. Barbosa foi apenas
Exato. Barbosa foi apenas relatro da AP 470. Apenas um: o Tribunal é composto por 11, que nas principais decisões do mensalão acompanharam JB.
Cristiana Castro
6 de agosto de 2014 12:46 amOportunistas e golpistas,
Oportunistas e golpistas, assim como a comunidade jurídica inteira, OAB e academia, inclusive. Vamos aguardar as explicações para a cumplicidade. Não deve demorar muito; embora, acredite que devamos esperar desculpas esfarrapadas e não justificativas pq elas não existem. Simples assim.
Guga - o não cadastrado
6 de agosto de 2014 1:05 amComunidade Jurídica
Comunidade Jurídica *inteira*?
Motta Araujo
6 de agosto de 2014 1:15 amA comunidade juridica inteira
A comunidade juridica inteira tinha horror a JB, como assim colaborou? Quem? JB nunca foi unanimidade no meio juridico brasileiro, muita gente nesse meio achava precario seu conheimento de direito.
Cristiana Castro
6 de agosto de 2014 5:56 pmOmissão absoluta, A.A. Até o
Omissão absoluta, A.A. Até o limite, qdo milhares de presos seriam afetados pelo julgamento e um advogado foi retirado de plenário. De resto, apenas vozes isoladas.
L@!r M@r+35
5 de agosto de 2014 8:37 pmFicaram com medo de serem
Ficaram com medo de serem “exterminados” quando ele era ministro e agora eles vêm, como você mesmo disse, “chutar cachorro morto”. Isso tem um nome: covardia.
Cristiana Castro
5 de agosto de 2014 10:46 pmQuem ” ficaram” com medo dele
Quem ” ficaram” com medo dele qdo era Ministro? Até onde eu sei, o que assume a Presidência da Corte, enfrentou JB desde os primeiros minutos da primeira sessão da AP 470.
L@!r M@r+35
5 de agosto de 2014 8:38 pmA sorte dele já é excelente!
A sorte dele já é excelente! Só melhora se Aécio ganhar…
XAD
5 de agosto de 2014 8:52 pmConcordo. E digo mais:
armandolo
5 de agosto de 2014 8:07 pmInteressante como os
Interessante como os comentarios aqui postados pelos militantes refletem o que o santo partido faz em política, associa-se ao que há de pior. Faltou somente chamar o autor de grande jurista.
Cristiana Castro
5 de agosto de 2014 10:42 pmNão mesmo. Quem foi rifado
Não mesmo. Quem foi rifado como grande expoente do Direito, inclusive, ministrando aulas em uma das grandes faculdades de Direito do Rio de Janeiro foi JB; o post ou o autor do post, só constata o que muita gente aqui já vinha dizendo há muito tempo. O máximo que vc pode dizer é que o autor do post, ” colou” do blog suas impressões. Até Reinaldo Azevedo qdo atacou JB, por razões políticas, o fez em função de seu comportamento e não de seu curriculum, aliás, sempre que a grande mídia ou mesmo alguns blogs eram obrigados a comentar as loucuras de JB, faziam questão de ressalvar sua formação “inconstetável”.
Weyll
5 de agosto de 2014 8:17 pmO mesmo pode se dizer de um
O mesmo pode se dizer de um certo candidato à Presidência da República
Raí
5 de agosto de 2014 8:30 pmMedíocre !
Assim como sua chegada ao STF, sua ascenção à Presidencia da Côrte, e seus juízos, sua saída de cena, depois das “descobertas”de ele efetivamente sempre foi comandado por seus ex-colegas(a maioria bem mais cultos e preparados) ele sai da história jurídica brasileira, do mesmo jeito que entrou: de forma mediocre.
Luciano Prado
5 de agosto de 2014 8:33 pmVirou bagaço
O sujeito não tem a mínima noção do quanto foi usado pelo poder midiático.
Bastaram algumas capas no lixo midiático para o coitado se deixar prostituir.
Depois de sugarem todo o sumo virou bagaço.
Saiu pela porta dos fundos.
Pertence agora ao lixo da história do Judiciário.
peregrino
5 de agosto de 2014 8:44 pmpior é que não foi por falta de aviso…
daqui mesmo foram emitidos vários avisos e que chegavam até ele……………….
mas sabemos como é a calçada da fama da Globo……………..mais atores caídos do que de valor, importantes
Daytona
5 de agosto de 2014 8:39 pmBarbosa é unanimidade,
Barbosa é unanimidade, desagrada gregos e troianos.
Francisco J. Corrêa
5 de agosto de 2014 9:06 pmNão sou formado em direito e
Não sou formado em direito e nem quero me arvorar em conhecedor de embustes. Mas sei de algumas coisas simples, para não sujar a vida. Não chutar cachorro morto é uma delas. Cadáveres precisam de uma cova. Vai, jb, que a terra lhe seja leve. Sua ausencia não será sentida.
Aliviados estamos todos nós. Vamos puxar a descarga?
Octavio
10 de agosto de 2014 4:13 pmConcordo com vc, mas …
Concordo com vc, mas o problema é que ele está saindo com uma GORDA aposentadoria que será paga com os nossos salários por ter prestado um desserviço a nossa população. Quem deveria pagar o salário dele é a globo.
Octavio
10 de agosto de 2014 4:13 pmConcordo com vc, mas …
Concordo com vc, mas o problema é que ele está saindo com uma GORDA aposentadoria que será paga com os nossos salários por ter prestado um desserviço a nossa população. Quem deveria pagar o salário dele é a globo.
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:32 amNada a ver
Nào é de agora que se sabe e se pública os rolos de Barbosa
http://advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-meia-ponte/quando-barbosa-nao-era-heroi-da-midia-ii
João Alexandre
5 de agosto de 2014 9:18 pmSaindo do banheiro… Alívio, finalmente!
O JB postou essa enquanto passava um fax no banheiro do STF.
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:26 amDeve ser por isso que JB gastou 90 mil reais num banheiro
http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/irritacao-de-barbosa-com-reporter-era-sobre-reforma-de-banheiros-por-r-90-mil/601785/
Alan Souza
5 de agosto de 2014 10:55 pmHá uns dois anos digo aos meus colegas do Direito
A mesma mídia que incensava Barbosa o abandonaria quando ele perdesse a utilidade.
Esse artigo do diretor do CONJUR é a certidão do que eu falava…
Gilson S Raslan
5 de agosto de 2014 11:14 pmNão podemos nos esquecer que
Não podemos nos esquecer que o Márcio Chaer é amigo do peito de Gilmar Mendes. Logo, podemos ter certeza de que seu post e as iinformações nele contidas são de inspiração do Gilmar Mendes, desafeto do JB desde aquele episódio dos CAPANGAS DO MATO GROSSO.
Jorge Fernandes
5 de agosto de 2014 11:59 pmCaracá…
Dos 20 anos como procurador passou a metade afastado !!!!!
ganhou 700 mil da ufrj sem trabalhar
batia na ex mulher
comprou um apartamento em Miami que vale 1 milhão de dolares por 10 dolares.
Não julgou a empresa onde o filho trabalhava
depois colocou o filho para trabalhar na globolinha
O cara é um tremendo PICARETA.
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:40 amSobre a enrolação na UERJ
http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2013/07/dinheiro-publico-joaquim-barbosa.html
mucio
6 de agosto de 2014 12:09 amBom artigo pra quem acha que
Bom artigo pra quem acha que Joaquim Barbosa é inteligente ou capaz.
helcio dias de sa
6 de agosto de 2014 12:35 amBom artigo pra quem acha.
Não sou nada inteligente,lutava com unhas e dentes para permanecer na escola que detestava,decorava tudo que tinha direito para sair bem nas provas e dava show,gastava seis meses do anos para ser aprovado,matava as aulas restantes e fazia uma ginastica medonha pra burlar o regulamento da frequencia.Fui assim até frequentar 2 meses de acadepol e passar no UFMG pra fazer direito,larguei tudo,ainda tentei sociologia,marqueting,educaçao fisica. Comprei uma maleta james bond virei vendedor viajante,conhecendo a rua do comercio de 2451 cidades brasileiras.Antes fui uma especie de comissario de bordo duma empresa norte americana ,sem falar nada de inglês.relato essa minha biografia, para atestar que nossas escolas diplomam todos os deficientes mentais que suportam o curriculo escolar,mas continuam impraticaveis para a convivencia humana.Esse joaquizao e quase todos os Deuses daquele show chamado mensalao sao do genero humano da pior qualidade.Jamais perderia meu tempo com aquele espetaculo deprimente.Mas a avalanche foi tão grande que nao deu para escapar.Impressionante saber que ainda sobrevivemos com esse tipo de gente no comando e um cartel midiatico como o nosso.
Malú
6 de agosto de 2014 1:23 amComo procurador da República
Como procurador da República de 20 anos passou 10 de licença, isso é doído e pago por nós. Quanto à sua atuação no STF, muito mais foi dito aqui pelos comentaristas do Blog do Nassif que pelo autor do artigo.
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:49 amBarbosa gostava mesmo era de viajar pela Europa
Ás custas do erário público
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/65787/
MacCain
6 de agosto de 2014 2:51 amQuem é mesmo esse Joaquim
Quem é mesmo esse Joaquim Barbosa?
maria rodrigues
6 de agosto de 2014 10:23 amSomente por esses dez anos de
Somente por esses dez anos de licença, levando no bolso o dinheiro do povo, Lula poderia ter pensado melhor antes de indicar esse camarada, que, aos olhos de todos, demonstrou não ter grandes compromissos com o cargo de ministro da mais alta corte. Fosse um homem das letras, mestre em Direito, por certo teria sabido agir com grandeza, quando seus pares – nem todos – o suplantavam nas questões mais polêmicas. Joaquim Barbosa embrulhou tudo no mesmo saco: a gana em aparecer, servindo-se do ódio da oposição ao Governo Federal, e aos petistas, tentanto se impor apenas com esses dois ganchos. As vezes em que precisava ter sido alto, se rebaixou, e quase mostrou o fundo das calças.
JB sai do STF aliviado porque, a bem da verdade, não é chegado ao Trabalho. Vimos que muito daquele senta-levanta dele, parecendo a muitos estar sofrendo da coluna, não passava de um elemento bom para se safar das seções mais agudas, que dele carecia mais presença. Vimos isso na Copa das Confeerações, quando ele apareceu com os globais lépido e fagueiro, ou em outras fotos dele num bar. Enfim, se tivemos no STF muitos ministros desimportantes, nada foi mais feio que a presença desse camarada. Por isso, embora sentindo muito que ele se vá percebendo um baita salário pago por mim e por todos, antes tarde do que nunca.
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:37 amLicenças de araque
As licenças de Barbosa, ao que tudo indicam, eram prã inglês ver, inclusive ele teve uma saúde. De ferro para julgar o mentirão
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,de-licenca-medica-joaquim-barbosa-vai-a-festa-de-amigos-e-a-bar-em-brasilia,591930
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:55 amBarbosa embolsou mais de 35 mil reais nas férias
Mais um link para os inocentes teleguiados que ainda idolatram Barbosa
Sabe de nada inocente
https://jornalggn.com.br/noticia/barbosa-devolve-dinheiro-de-viagem-para-palestras-durante-ferias
Tadeu Silva
17 de agosto de 2014 12:31 amOi Ana, preguiçoso, feio e
Oi Ana, preguiçoso, feio e preto , em suma, é isso?
Tadeu Silva
17 de agosto de 2014 12:31 amOi Ana, preguiçoso, feio e
Oi Ana, preguiçoso, feio e preto , em suma, é isso?
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 5:58 amBarbosa escondeu dos seus pares as provas da inocência dos réus
http://www.viomundo.com.br/denuncias/ines-nassif-barbosa-e-procurador-esconderam-provas-que-poderiam-mudar-julgamento-do-mensalao.html
IV AVATAR
12 de agosto de 2014 6:02 amO mensalào nào existiu, esse julgamento tem que ser anulado
http://www.lexometro.blogspot.com.br/2014/04/coletanea-mensalao.html
Clever Mendes de Oliveira
14 de agosto de 2014 12:02 amQue não houve mensalão se sabe desde setembro de 2013
IV AVATARO (terça-feira, 12/08/2014 às 03:02),
Li, provavelmente na segunda-feira, 11/08/2014, este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” de terça-feira, 05/08/2014 às 14:41, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição do artigo “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Joaquim Barbosa” publicado no Conjur segunda-feira, 04/08/2014 às 15:26h.
Achei estranho que do post não constasse de quem partiu a sugestão para a transcrição do artigo e nem de quem era a autoria do artigo. Deixo então pelo menos a informação sobre a autoria para os que não forem ler o artigo no link. O autor é o Márcio Chaer que não foi bem avaliado aqui no blog há uma meia dúzia de anos.
Não gostei do texto por o considerar muito contrário ao ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. No texto o Márcio Chaer insiste muito na insegurança de ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas não foi capaz de deixar um só link mostrando esta insegurança tal qual ela é afirmada no texto transcrevendo falas dos ministros insistindo para que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes esclarecesse o seu voto. E retratava a situação com uma frase boba que em nada indicava se tratar de insegurança. Serve como exemplo a seguinte frase que seria dito por um, nas palavras do Márcio Chaer, “ministro mais paciente, ou menos cruel, que vinha em socorro do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes em um momento que arguído ele simplesmente voltava a ler o voto”:
“Vossa Excelência, então, quanto à preliminar suscitada, acolhe os embargos, certo?”
Ora, a frase deixa transparecer que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes não sabia qual seria a decisão que o voto dele declarava. Trata-se obviamente de um exemplo ridículo.
O que o Márcio Chaer conseguiu mostrar de insegurança foi a entrevista de Cezar Peluzo em que ele fala da insegurança do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas mais relacionada com a questão da cor como critério para a indicação dele no STF que o fazia não sentir à altura dos pares.
Não voltei ao post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” para fazer a defesa do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, porque não considerei que texto de Marcio Chaer fosse tão relevante assim. Hoje, entretanto, eu dei uma passada de olhos aqui no blog de Luis Nassif na relação “Mais lidas da Semana” e vi que havia aumentado no número de comentários tanto para o post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” de quarta-feira, 06/08/2014 às 10:51 e de autoria de Luis Nassif como havia também aumentado em relação a este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa”.
Não havia nenhuma novidade lá no post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale”. Eu havia enviado na quinta-feira, 07/08/2014 às 01:12, junto ao post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” um comentário em que eu defendia a tese de que foi um erro político do PT não ter sacrificado as lideranças do partido envolvidas no julgamento da Ação Penal 470 e assumido a defesa do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Expus meu ponto de vista de modo ligeiro e veio dois ou três comentários me criticando por fazer uma proposta que para eles pareceria obscena. Então eu voltei lá no post e procurei explicar minha opinião, como se pode ver em comentário que enviei na segunda-feira, 11/08/2014 às 21:14. Deixo aqui o link para o post “Quem ressuscitou a Veja, que a embale” que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/quem-ressuscitou-a-veja-que-a-embale
Falo em defender o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes, mas não nutro nenhuma simpatia para a ideologia dele de concepção da política que eu considero tacanha e atrasada. E não entrei no mérito dos momentos terríveis do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes que para mim começaram com a discussão dele com o ministro Gilmar Ferreira Mendes e chegaram ao máximo com a decisão dele de, ao não incorporar as decisões modernas de Superior Tribunal de Justiça, considerar que a Lei de Execução Penal estabelece o cumprimento de um sexto da punição antes da autorização de saída dos detentos do regime semiaberto do presídio durante o dia para exercer atividade remunerada.
Bem, mas então ao vir hoje, quarta-feira, aqui neste post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa” e encontrar com dois comentários seus eu não resisti em voltar ao assunto. E já disse quase tudo que pretendia, mas acrescento três outros pontos. Primeiro eu indico o post “A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão” de quinta-feira, 19/06/2014 às 11:10, aqui no blog de Luis Nassif e originado de um comentário de J. Roberto Militão feito junto ao post “Joaquim Barbosa, o que poderia ter sido grande, mas foi apenas mau”. O endereço do post “A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/a-questao-da-escolha-de-barbosa-por-j-roberto-militao
Lá no post eu discuto com J. Roberto Militão fazendo dois ou três comentários que valem à pena serem lidos. Sei que já tentei convencer muitos inclusive você deste entendimento e até agora não lembro de um sequer que tenha sido convencido, mas continuarei tentando. De todo modo, nos meus comentários para J. Roberto Militão eu não só utilizo de argumentos que eu havia lido em comentário seu em post mais antigo para criticar a censura que J. Roberto Militão faz ao sistema de cotas como mostro que a atuação do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes no julgamento da Ação Penal 470 guarda mais relação com a atividade de uma espécie de promotor de justiça na esfera federal mais envolvido com os crimes contra a Administração Pública Federal.
Além dos argumentos nos meus comentários vale também destacar que eu deixo também links importantes para mais bem entender esse assunto inclusive com o link no youtube para a intervenção do ministro Ricardo Enrique Lewandowski em setembro de 2012, em que ele muda de opinião e passa a votar com o mesmo teor do voto do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes.
O segundo acréscimo que eu queria dizer aqui junto ao seu comentário diz respeito a deixar claro que a decisão do julgamento da Ação Penal 470 foi no exato sentido de que não houve mensalão. Ninguém foi condenado por ter votado assim ou assado ou ter omitido de votar assim ou assado. As pessoas foram condenadas na corrupção passiva por recebimento de vantagem indevida em se tratando de funcionário público que tinham na área em que atuavam uma gama de poderes que poderia ensejar a prática ou a omissão de ato de interesse do réu da corrupção ativa.
O que o STF decidiu é que em se tratando de funcionário público com a gama de poderes de um deputado o recebimento do caixa dois é crime de corrupção passiva. O dolo está na própria conduta.
E terceiro ponto que eu quero acrescentar aqui é dizer o motivo que me fez vir a este post “As motivações não tão secretas da aposentadoria de Barbosa”. Não foi só o fato de verificar que havia mais comentários o motivo que me trouxe a este post. Ontem, terça-feira, 12/08/2014, eu deparei com a seguinte notícia no jornal Valor Econômico: “Decisão do STF sobre planos fica para depois das eleições”. O endereço dessa reportagem é o seguinte:
http://www.valor.com.br/financas/3648776/decisao-do-stf-sobre-planos-fica-para-depois-das-eleicoes
Pois bem, pela reportagem se verifica que há a possibilidade de, se for indicado alguém impedido, a decisão ser adiada para as calendas gregas.
O ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes não gosta das grandes bancas de advocacia no país. O artigo de Márcio Chaer também revela a animosidade que os advogados nutrem pelos promotores de justiça. Não é de se estranhar que não haja promotores de justiça na cadeira de ministros do STF. Como nunca se indica como ministro da Justiça, que é quem faz a procura de quem vai assumir um assento no STF, um promotor (As secretarias de justiça ou as secretarias de seguranças nos estados membros vêm sendo assumidas por promotores de justiça) nunca houve a indicação de um promotor para o STF. O ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes foi o primeiro promotor a ocupar a cadeira de ministro do STF. Deve ter sido indicado a contra gosto de Marcio Thomaz Bastos.
Então eu pergunto não teria sido esta animosidade a motivação para a aposentadoria do ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. E a vingança, que é um prato que se come frio, que o ex-ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes intentou foi adiar o mais possível o recebimento de uma grande bolada que as maiores bancas de advocacia do país vão desfrutar através dos honorários quando houver a decisão sobre a inconstitucionalidade dos planos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/08/2014
Mariana B
16 de agosto de 2014 1:43 pmMudança de perspectiva
Ponderações relevantes.
Agradeço a contribuição Sr. Clever, tive a oportunidade de ler o inteiro teor do acórdão da AP 470 e confesso que cega pelas paixões ideológicas não dei a devida importância ao que foi exposto por Jotavê no post:
Lewandowski expõe hipocrisia dos “garantistas” do STF
“Se Fulano recebeu dinheiro indevido e existe a perspectiva (por abstrata que seja) de um favorecimento em função do cargo que ocupa, então Fulano corrompeu-se, e ponto final.”
Clever Mendes de Oliveira
15 de agosto de 2014 9:32 pmA data correta no título do meu comentário mais à frente é 2012
IV AVATAR (terça-feira, 12/08/2014 às 03:02),
A data correta a ser colocada no título que dei no meu comentário que segue a este é 2012.
E aproveito e deixo o endereço do vídeo com a declaração do voto do ministro Enrique Ricardo Lewandowski proferido na sessão de 20/09/2012, a partir do qual passa-se a saber que todos que praticaram o caixa dois seriam condenados por crime de corrupção. O endereço no Youtube onde se vê a declaração de voto de Enrique Ricardo Lewandowski é:
http://www.youtube.com/watch?v=m6uyOzTG2T8
E há um post antigo aqui no blog de Luis Nassif que fala sobre este vídeo. Trata-se do post “Lewandowski expõe hipocrisia dos “garantistas” do STF” de sexta-feira, 21/09/2012 às 19:44, originado de comentário de Jotavê (O professor de filosofia João Vergílio Gallerani Cuter). O endereço do “Lewandowski expõe hipocrisia dos “garantistas” do STF” é:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/lewandowski-expoe-hipocrisia-dos-garantistas-do-stf?page=1
Na época eu não fiquei convencido por João Vergílio Gallerani Cuter. Até aquela data eu só acompanhava o julgamento pelo que saia escrito nos jornais e nas redes sociais. E mesmo com o texto de Jotavê, eu acreditei que ela estava entendendo de modo equivocado a declaração de voto de Enrique Ricardo Lewandowski. Só após um fim de semana posterior em que eu pude assistir ao vídeo no Youtube, eu vim a compreender o que a declaração dele significava.
No vídeo indicado no endereço acima, Enrique Ricardo Lewandowski se baldeou para o lado do então ministro relator na Ação Penal 470, Joaquim Benedito Barbosa Gomes. O grande erro político do PT foi não ter acompanhado o que Enrique Ricardo Lewandowski fez.
Estas informações estão nos comentários que eu fiz junto ao post “A questão da escolha de Barbosa, por J. Roberto Militão” de quinta-feira, 19/06/2014 às 11:10, aqui no blog de Luis Nassif ao qual eu me refiro e deixo a indicação no comentário que se segue.
Clever Mendes de Oliveira
15/08/20014
Alessandre de Argolo
16 de agosto de 2014 6:37 amMárcio quem?
Jornalista jurídico é? Sei rsrs. Esse sabe muito direito rsrs.