A Polícia Federal (PF) conseguiu acessar os celulares do advogado Frederick Wassef nesta segunda-feira (21). Para tanto, os investigadores tiveram de quebrar as senhas dos quatro aparelhos apreendidos na semana passada, uma vez que o representante do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se recusou a entregá-las.
A perícia técnica agora terá acesso ao conteúdo dos celulares do advogado, um deles usado exclusivamente para conversar com Bolsonaro.
Abordado pela PF em uma churrascaria, dentro de um shopping, na Zona Sul de São Paulo, Wassef foi alvo de uma busca pessoal autorizada pela Justiça e teve aparelhos celulares apreendidos na última quarta-feira (16).
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn”
O advogado entrou na mira da Justiça depois de admitir que desembolsou quase US$ 50 mil para recomprar o relógio Rolex de ouro branco e cravejados com diamantes, recebido dos sauditas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e vendido de forma ilegal por ex-assessores do governo.
“Usei do meu dinheiro para pagar o relógio. O meu objetivo quando comprei o relógio era cumprir decisão do Tribunal de Contas da União (TCU)“, disse Wassef. Ele não deu mais detalhes, mas afirmou que a compra foi declarada à Receita Federal.
Esta não é a primeira vez que Wassef teria acobertado questões suspeitas relacionadas ao clã Bolsonaro.
Em 2020, o ex-policial Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro e acusado de liderar o esquema de rachadinhas no gabinete enquanto Flávio era deputado estadual no Rio de Janeiro, foi encontrado na casa de Wassef em Atibaia, no interior de São Paulo.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário