O depoimento do hacker Walter Delgatti à CPMI dos atos golpistas pode ter apresentado elementos que complicam a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas a percepção entre juristas coloca outro ponto como importante.
Em sua coluna no jornal Valor Econômico, a jornalista Maria Cristina Fernandes lembra que, no caso de Delgatti, os parlamentares da CPMI tomaram como base a declaração de que Bolsonaro o teria pedido para assumir um eventual grampo no celular de Moraes e que, se Delgatti viesse a ser preso, o juiz responsável pela prisão seria detido e um indulto emitido.
Contudo, o entorno do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acredita que os quatro celulares do advogado Frederick Wassef, apreendidos em operação policial em São Paulo, podem deixar Bolsonaro em um quadro ainda mais difícil.
Vale lembrar que o próprio Wassef admitiu recentemente que viajou aos Estados Unidos para reaver presentes obtidos pelo ex-presidente em viagens oficiais.
Em meio aos debates em torno da prisão do ex-presidente, o que a jornalista deixa claro é o “galopante” desgaste da imagem das Forças Armadas, e a suposta confissão feita por Mauro Cid à revista Veja seria um sinal de que os militares estão abandonando esse barco seja para melhorar a imagem como também para diminuir o impacto judicial.
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