O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, foi alvo de uma busca pessoal autorizada pela Justiça e teve aparelhos celulares apreendido pela Polícia Federal (PF), na noite desta quarta-feira (16).
Wassef foi abordado pela PF em uma churrascaria, dentro de um shopping, na Zona Sul de São Paulo. Além de quatro celulares apreendidos, o advogado teve o carro revistado, segundo o G1.
A ação ocorreu após Wassef admitir que desembolsou quase US$ 50 mil para recomprar o relógio Rolex de ouro branco e cravejados com diamantes, recebido dos sauditas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e vendido de forma ilegal por ex-assessores do governo.
Na terça-feira (15), o advogado afirmou, em entrevista coletiva, que viajou aos Estados Unidos e que fez a compra, em 14 de março, como um “presente ao governo brasileiro”.
“Usei do meu dinheiro para pagar o relógio. O meu objetivo quando comprei o relógio era cumprir decisão do Tribunal de Contas da União (TCU)“, disse Wassef. Ele não deu mais detalhes, mas afirmou que a compra foi declarada à Receita Federal.
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De acordo com investigação em curso, além do Rolex, existem “várias joias novas” que foram adquiridas como presentes oficiais, não divulgadas anteriormente e vendidas na gestão Bolsonaro. A PF calcula que os aliados do ex-presidente faturaram pelo menos R$ 1 milhão com esses negócios.
Na última sexta (11), quando a PF deflagrou a operação sobre a venda e recompra irregular dessas joias, Wassef não foi localizado. Por isso, a busca pessoal foi feita nesta quarta.
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