Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos depoimentos prestados à Polícia Federal (PF), na última sexta-feira (31), no inquérito que apura o caso das joias.
O pedido das defesas tem como plano de fundo uma decisão de Moraes, do dia 15 de agosto, que liberou à defesa de Bolsonaro o acesso aos autos da investigação. Agora, segundo os advogados, a determinação deve se estender as novas oitivas.
A solicitação inclui o acesso ao depoimento do ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid, que está colaborando com a PF, ao contrário do casal Bolsonaro, que optou pelo silêncio na última oitiva.

Há indícios que Cid teria inocentado Bolsonaro durante o último depoimento. Em um áudio divulgado pelo assessor de imprensa de Michelle, coronel André Costa, o advogado do tenente-coronel afirmou que o cliente não culpou o ex-presidente nos depoimentos dados à PF.
A mensagem teria sido enviada pelo advogado Cezar Bitencourt para a jornalista Camila Bomfim, da Globo. “O Cid assumiu tudo. Não colocou Bolsonaro em nada. Não tem nenhuma acusação de corrupção, envolvimento de Bolsonaro, envolvimento ou suspeita de Bolsonaro. A defesa não está colocando o Cid contra Bolsonaro”, afirmou o advogado.
Mauro Cid esta preso desde em maio por envolvimento na fraude em cartões de vacina de Bolsonaro e familiares. O militar, no entanto, é alvo de outras investigações, como a suspeita do esquema de venda de joias e presentes de luxo oficiais.
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