O governo de Israel afirmou nesta quarta-feira (18/10) que não vai bloquear o acesso de ajuda humanitária vinda pelo Egito para a população palestina na Faixa de Gaza.
A decisão foi anunciada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em meio à visita do presidente dos Estados Unidos Joe Biden à região e ao aumento da pressão internacional.
Contudo, não se sabe ao certo quando a ajuda começará a chegar na região de Gaza por meio da passagem com o Egito, uma vez que o país africano afirma que a passagem de Rafah foi danificada por ataques aéreos feitos por Israel.
Enquanto isso, pelo menos 300 mil crianças foram forçadas a abandonar as suas casas, várias centenas morreram e milhares ficaram feridas desde o início da escalada dos confrontos, segundo dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo a agência de notícias Al Jazeera, o governo de Netanyahu afirmou que o fornecimento humanitário não será impedido “à luz da exigência do presidente Biden”, e que isso só vai continuar “enquanto for apenas comida, água e medicamentos para a população civil no sul da Faixa de Gaza”.
As autoridades ressaltaram que Israel não permitirá qualquer ajuda humanitária do seu território para a Faixa de Gaza “enquanto nossos reféns não forem devolvidos”.
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