Jornal GGN – Em seu primeiro encontro cara a cara com o juiz norte-americanoThomas Griesa para um acordo com os chamados “fundos abutres”, em uma reunião que durou quatro horas, o ministro argentino da Economia Axel Kicillof se deparou com dezenas de fotógrafos e repórteres que o esperavam na calçada para tentar saber o que tinha acontecido.

O ministro não fez comentários sobre a visita à Nova York e resumiu tudo em uma declaração formal: a Argentina insiste no que chama de “solução justa” para a batalha judicial, pagando os credores e negociando sem pressão .
Algum tempo depois, o advogado Daniel Pollack, escalado para mediar as conversas entre o país sul-americano e seus credores, declarou que as discussões foram francas, as principais questões foram identificadas e as partes manifestaram a sua intenção de dar continuidade às discussões.
O ministro da Economia desembarcou em Manhattan nesta segunda-feira (7) pela manhã e já o estavam no aeroporto a embaixatriz Cecilia Nahon, que sempre o acompanha nas negociações, e o cônsul argentino em Nova York, José Pérez Gabilondo. A reunião começou às 14h10 (15h10 hora Argentina), e o ministro desceu de uma van preta com seu arsenal: uma pilha de pastas com uma grande delegação.
Após vários dias de mistério, o novo ministro confirmou no domingo, pouco antes de sair para chefiar a missão, que incluiu também o secretário de Finanças Pablo Lopez; o secretário Legal e Técnico, Federico Thea, e o vice-Tesoureiro Javier Pergament no processo. Ontem foi sua terceira visita aos Estados Unidos em 12 dias.
A expectativa para uma aceleração das negociações, embora crescente, esbarra no fato de que a Argentina não parece ter apresentado um plano concreto – que, se existe, não é oficialmente conhecido. Em meio ao tumulto da saída Kicillof, o ministro porta-voz disse ao jornal Clarin que a reunião foi “muito boa”. Kicillof estava com Pollack, mas não com os abutres, como previsto anteriormente na OEA. E já seguiu de volta a Buenos Aires.
De acordo com o comunicado, “Kicillof explicou em detalhes a posição da Argentina na disputa com os fundos abutres” e “deixou claro que a decisão de Griesa seria impossível de cumprir” .
O ministro disse na reunião foi redefinida uma liminar que permitiu pagamentos aos credores de títulos reestruturados, mas isso não envolve apenas os litigantes. Também reiterou a vontade da Argentina para continuar o diálogo para garantir uma conclusão justa, equitativa e legal, o que significa servir aos interesses de 100% dos detentores de bônus.”
Com informações do Clarín.
Rodrigo C Moreira
8 de julho de 2014 1:14 pmA argentina tem que pagar.
A argentina tem que pagar. Emitiu títulos. Pegou dinheiro emprestado no mercado.
Que pague. Se virem. Nós pagamos centavo a centavo. Por que eles nao podem fazê-lo?
É por essas e outras que defendo o fim do Mercosul. Isso lá é parceiro?
Diga-me com quem andas que lhe direi que és.
João Alexandre
8 de julho de 2014 1:28 pmNão é bem assim
Não é bem assim, a usura em determinadas circunstâncias pode não ser crime mas é extremamente imoral. Defender a agiotagem é agir como abutre.
evandro condé de lima
8 de julho de 2014 2:54 pmO problema João, é a partir
O problema João, é a partir de quanto irá se definir que é agiotagem ou imoral. Além do que se os governos argentinos assinaram, vou acreditar que concordaram com os termos (Atenção, não sou contrário à negociação).
Álvaro Noites
8 de julho de 2014 4:19 pmE os precatórios em SP?
E os precatórios em SP?
Rodrigo Negrão
8 de julho de 2014 1:20 pmBom, enquanto o povo e a
Bom, enquanto o povo e a economia agonizam, vamos falar de Ley dos Médios rs
Argentino é um povo que sofre, ao menos essa corrupta vai ser enxotada do Governo em breve.
Álvaro Noites
8 de julho de 2014 4:17 pmViva Menen, Cavallo, Fugimori
Viva Menen, Cavallo, Fugimori e assemelhados.