16 de junho de 2026

Faixa de Gaza como presépio: “nem a Virgem, nem José, nem o menino Deus sobrevivem”

A associação foi feita pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que disse ainda que as esferas de poder do mundo estão indiferentes à dor
As tropas israelenses bombardeiam armazéns com medicamentos, hospitais, casas, matam mulheres, crianças: não se trata de uma guerra, mas de um massacre com indícios de genocídio. Foto: Reprodução/TV Agência RT

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em mais uma declaração crítica ao massacre perpetrado pelo Estado de Israel contra o povo palestino, comparou a Faixa de Gaza ao presépio natalino, dizendo que milhares de crianças, como Jesus Cristo o foi, morrem ali sob bombas, tiros e escombros. 

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“Neste momento há um bombardeio contra bebês, lá onde Jesus nasceu. Agora que vai ser véspera de Natal, milhares e milhares de crianças estão sendo mortas ali mesmo”, disse o presidente, que acrescentou: “Poderíamos dizer Jesus filhos, poderíamos dizer propriamente filhos de Deus”.

A fala de Petro ocorreu na cidade de Ibagué nesta quinta-feira (21), no qual criticou mais uma vez a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e comparou aquele território a uma manjedoura. Além disso, questionou o silêncio das “esferas de poder do mundo”.

“Estamos vendo como uma bomba cai na manjedoura e nem o burro, nem o boi, nem a Virgem, nem São José, nem o menino Deus sobrevivem”, disse.

E prosseguiu: “estão bombardeando o filho de Deus e ninguém se opõe a isso nas esferas do poder mundial”. Para Petro, “estamos todos em silêncio, indiferentes à dor e isso não tem a ver com o estado de espírito de uma pessoa, mas com uma concepção política”.

Petro assegurou que esta “concepção política” leva “a humanidade à sua extinção baseada na ganância, baseada em paixões individuais baixas: quem chega primeiro é quem vence e todos os outros são derrotados”.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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