5 de junho de 2026

O primeiro ano do governo Lula III, por Eduardo Ramos

Não teremos mais um gabinete do ÓDIO, dentro do Palácio do Planalto, ensinando os brasileiros a odiarem, odiarem, odiarem, num ciclo sem fim.
Stuckert

O primeiro ano do governo Lula III: um ensaio libertador da volta à normalidade

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por Eduardo Ramos

Não vou competir com jornalistas mais competentes que este escriba amador que fazem listas super elaboradas das vitórias e derrotas do governo Lula nesse terceiro mandato. O próprio Nassif, no GGN, tem escrito excelentes artigos sobre a necessidade de Lula ser mais protagonista aqui, em terras brasilis, assumindo com firmeza uma liderança NECESSÁRIA que una o país civilizado em torno de pautas objetivas, criando um ambiente social, político e econômico que nos leve a um crescimento sólido nos próximos anos e que afaste de vez os fantasmas da extrema direita, doidos para saírem de seus porões fétidos e voltarem ao poder em 2026. E dou razão ao Nassif em sua preocupação.

Mas, de novo: não é esse o mote desse artigo, ou celebrar vitórias óbvias como a reforma tributária, o crescimento do emprego, o PIB favorável, etc. etc. Ou lamentar a torpeza proposital e imoral de Campos Neto e seu objetivo para lá de óbvio de ser o obstáculo maior no caminho de Lula e seu governo, nessa descida dos juros básicos em passos de tartaruga – sem um motivo lógico sequer a lhe dar base científica.

A grande-grande-gigante notícia, ou evento desse governo Lula III em seu primeiro ano é: “Sintam todos o aroma saudável, agradável, bem vindo, dessa coisa chamada NORMALIDADE CIVILIZATÓRIA!”

E é esse aroma que me faz sorrir agora, enquanto digito esse texto, confesso sem vergonha alguma, com um nó na garganta, pela emoção imensa, um êxtase mesmo, por voltar a sentir debaixo dos meus pés isso que chamo de “chão normal e civilizado” para caminhar enquanto cidadão.

“Ah, mas é só o começo, falta tanta coisa!…” – poderia dizer um super pragmático, a quem eu responderia de modo afetuoso:

“Tem razão, caríssimo pragmático, falta tanta coisa… Mas, vejamos:

Não temos mais um genocida negacionista no poder. Não perderemos mais milhares e milhares de brasileiros se houver alguma variante perigosa da COVID, por falta de um presidente empático à vida no poder.

Não teremos mais refinarias trocadas com príncipes árabes em troca de relógios e colares de diamantes.

Não teremos mais um Pazzuello no Ministério da Saúde ou um Salles no Meio ambiente.

Não teremos mais decretos e mais decretos liberando armas aos milhares por nossas fronteiras, alimentando grupos criminosos e milícias.

Não teremos mais um gabinete do ÓDIO, dentro do Palácio do Planalto, ensinando os brasileiros a odiarem, odiarem, odiarem, num ciclo sem fim.

Interrompemos o RIO DE ESGOTO MENTAL, MORAL E PSÍQUICO QUE ALIMENTOU NOSSA SOCIEDADE COM TODA A SORTE DE IMUNDÍCIE E INSANIDADES, o que respiramos agora, com Lula e seus ministros, é essa bem vinda, essa benévola, essa coisa querida e necessária chamada NORMALIDADE CIVILIZATÓRIA – que só percebemos o quanto nos é essencial, quando é esmagada e pisoteada, como o foi nos quatro anos do sanatório-geral chamado governo Bolsonaro”.

Essa é a inequívoca e grande notícia e vitória do governo Lula III.

Celebremos! Nos permitamos esse momento de festa.

No dia primeiro de janeiro, voltamos a cobrar do presidente tudo o que ainda resta fazer.

(eduardo ramos)

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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