O Ministério da Justiça e Segurança Pública assinou, nesta quinta (04), um protocolo de segurança junto ao governo do Distrito Federal para garantir que não haja riscos no evento que marcará 1 ano da tentativa de golpe, no dia 8 de janeiro.
“Não há hipótese de se repetir, no dia 8 de janeiro de 2024, o que aconteceu em 2023”, afirmou o ministro interino Ricardo Cappelli, durante a assinatura do acordo com o governo do Distrito Federal.
O objetivo do documento é uma aliança entre as forças de segurança do governo federal e do DF para manter a proteção dos agentes públicos e políticos durante o evento.
Lula decidiu realizar um ato em Brasília na data, convidando os governadores e representantes dos Três Poderes. “No dia 8 de janeiro, nós vamos fazer um ato aqui em Brasília para lembrar o povo que tentou se dar um golpe dia 8 de janeiro e que ele foi debelado pela democracia desse país”, havia dito Lula, no início de dezembro.
O atual ministro interino foi o responsável por atuar com respostas imediatas na ocasião dos ataques de bolsonaristas à Praça dos Três Poderes, em 2023. À época, Ricardo Cappelli era secretário-executivo do Ministério da Justiça.
No final de dezembro, o interino prometeu uma “segurança exemplar” para o próximo 8 de janeiro, segunda-feira. Apesar de verificar, junto ao setor de Inteligência da pasta, movimentações de protestos, não constataram riscos ou indícios de violência.
Nesta quinta, Cappelli disse também que “é inaceitável” confundir “democracia com atentados” aos Três Poderes, ao afirmar que protestos podem ocorrer, desde que sejam pacíficos.
“Aqui, todo mundo vota em quem quiser, manifesta sua preferência política democraticamente e livremente, mas não se confunde manifestação democrática com tentativa de golpe de estado, com ataque aos poderes, depredação do patrimônio público, histórico, material e imaterial”, afirmou.
“Não interessa em quem você votou. Estamos todos unidos pela Constituição Federal, pelo resultado legítimo da maioria do povo brasileiro. Esses são os valores maiores que defendemos e vamos zelar”, continuou.
O protocolo de segurança assinado prevê uma cooperação entre guardas municipais, policiais militares, civil, rodoviária, federal e demais organismos.
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