4 de junho de 2026

Empresas de Trump receberam pagamentos externos durante mandato

Governos e funcionários de 20 países pagaram quase US$ 8 milhões às corporações do político republicano enquanto presidente dos EUA
Foto: Official White House Photo by Shealah Craighead - via fotospublicas.com

As empresas de Donald Trump receberam pelo menos US$ 7,8 milhões em pagamentos de governos e funcionários estrangeiros de 20 países durante o mandato do político republicano na presidência dos Estados Unidos.

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Segundo relatório divulgado pelos Democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, os créditos foram efetuados por pessoas de países como China, Arábia Saudita e Qatar.

De acordo com o documento de 155 páginas, os pagamentos “foram feitos enquanto esses governos promoviam objetivos específicos de política externa junto à administração Trump e, às vezes, com o próprio presidente Trump, enquanto solicitavam ações específicas dos Estados Unidos para promover seus objetivos de política nacional”.

Os dados revelam ainda que a China foi responsável pelos maiores pagamentos às empresas privadas de Trump, em um total de US$ 5,5 milhões: o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), um dos maiores bancos estatais da China, estava entre os maiores inquilinos de escritórios da Trump Tower durante a presidência de Trump.

Além disso, o documento afirma que vários bancos chineses – incluindo o ICBC – foram alvo de escrutínio por laços financeiros com a Coreia do Norte ao longo do primeiro ano do mandato de Trump, o que levou a administração a ponderar sanções contra eles.

O material divulgado pelo jornal Washington Post ressalta que, apesar da promessa de Trump de se abster de quaisquer novos negócios com entidades estrangeiras enquanto estivesse no cargo, a Organização Trump e o Trump International Hotel em D.C. podem ter continuado a realizar negociações na China.

Segundo o documento divulgado, os pagamentos efetuados às empresas de Trump violaram a cláusula de emolumentos estrangeiros da Constituição, uma disposição que proíbe funcionários federais, incluindo o presidente, de aceitar dinheiro ou presentes de governos estrangeiros sem permissão do Congresso – o debate sobre o tema chegou à Suprema Corte, mas os juízes afirmaram em 2021 que os casos eram discutíveis uma vez que Trump não estava mais no cargo.

Donald Trump é tido como favorito à disputa das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos: além de ser visto como o principal nome do Partido Republicano à indicação presidencial, pesquisas o colocam à frente do atual presidente, Joe Biden, tanto em termos de apoio nacional como nos principais estados.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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