Os vereadores Thammy Miranda (PL), Xexéu Tripoli (PSDB), Sidney Cruz (Solidariedade) e Sandra Tadeu (União) retiraram, nesta quinta-feira (4), o apoio à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da capital paulista após a repercussão negativa por ter como tem como o padre Júlio Lancellotti.
Thammy Miranda, inclusive, chegou a fazer uma live no Instagram em conjunto com o padre Júlio, apenas para explicar que está sendo vítima de diversos julgamentos e que desconhecia as reais intenções da CPI.
“Quando eu assinei a CPI, em nenhum momento foi citado o nome do senhor. Se tivessem me apresentado uma CPI para investigar o padre Júlio Lancellotti, eu jamais teria assinado, porque o trabalho que o senhor faz é o trabalho que eu faço, que é cuidar de gente, cuidar de pessoas”, afirmou o vereador.
Para se retratar, Miranda reafirmou o apoio ao trabalho do pároco e contou que a mãe, Gretchen, está fazendo uma vaquinha para arrecadar recursos e destiná-los ao trabalho social de Lancellotti.
Ao longo da live de mais de cinco minutos, o padre mal se manifestou.
Entenda o caso
No início de dezembro, o vereador Rubinho Nunes (União) apresentou um requerimento para criar uma CPI que investigasse a atuação de ONGs que atuam na Cracolândia.
Segundo Nunes, os focos da comissão serão a Craco Resiste e o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, conhecida como Bompar, acusadas de promover a “máfia da miséria”, que exploraria os dependentes químicos do centro da capital.
Lancellotti já foi conselheiro do Bompar e, por isso, seria um dos investigados, uma vez que atualmente não faz parte de nenhuma ONG.
Assinaram o requerimento original de instalação da CPI:
- Rubinho Nunes (União);
- Xexéu Tripoli (PSDB) (retirou o apoio);
- Fernando Holiday (PL);
- Major Palumbo (PP);
- Beto do Social (PSDB);
- Sansão Pereira (Republicanos);
- Adilson Amadeu (União);
- Isac Félix (PL);
- Fábio Riva (PSDB);
- Thammy Miranda (PL) (retirou o apoio);
- João Jorge (PSDB);
- Jorge Wilson (Republicanos);
- Sandra Tadeu (União) (retirou o apoio);
- Gilson Barreto (PSDB);
- Nunes Peixeiro (MDB);
- Rute Costa (PSDB);
- Sidney Cruz (Solidariedade) (retirou o apoio);
- Rodrigo Goulart (PSD);
- Danilo do Posto de Saúde (Podemos);
- Milton Ferreira (Podemos)
- Duas assinaturas não foram identificadas
Críticas
Mesmo diante das críticas, Nunes afirmou que não vai recuar de maneira alguma e que “todos podem ser investigados”, até porque Lancellotti “não é a Arquidiocese, tampouco a Igreja Católica”.
Para que a CPI prossiga, Nunes precisa de 19 assinaturas e conseguiu angariar o apoio de 22 parlamentares. Porém, com as quatro baixas, o futuro da comissão se tornou incerto.
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