4 de junho de 2026

A distribuição de renda sem tirar dos ricos, por André Singer

Sugerido por anarquista sério

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da Folha

Distribuição de renda

Por André Singer

Uma controvérsia voltou à tona nas últimas semanas. Afinal, o ciclo lulista distribuiu ou concentrou renda? De acordo com reportagem publicada nesta quinta (26) pelo “Valor” (bit.ly/vecdes), a fatia apropriada no Brasil pelo 1% mais rico da população não caiu entre 2000 e 2010. Tal faixa abocanhava cerca de 17% da renda nacional no início do século 21, e continuava a fazê-lo uma década depois. Estaria provado, então, que não houve redistribuição no período petista?

O primeiro impulso é responder que sim, mas a questão é mais complicada. A depender do lugar em que se decida fazer o corte estatístico, aparecem aspectos contraditórios da realidade. A reportagem, assinada por Denise Neumann, mostra que se tomarmos a renda dos 10% mais ricos, veremos que caiu de 51% para 48% do total no período considerado.

Mais ainda. A proporção subtraída do que se convenciona chamar de classe média tradicional parece ter ido parar no bolso dos pobres. A jornalista indica que os 60% pior aquinhoados tiveram os seus rendimentos elevados, indo de 18% para 22%. Desse ângulo, houve ou não distribuição de renda? O impulso é responder que sim.

Uma hipótese plausível é que tenham ocorrido as duas coisas ao mesmo tempo: enquanto a imensa massa dos pobres via a própria renda crescer, ainda que de maneira moderada e a partir de um ponto inicial muito baixo, a classe média perdia algo, produzindo-se, assim, um efeito distributivo, ainda que seja visível a desproporção: 10% detêm 48% da renda; 60% ficam com 22%.

Por outro lado, os mais ricos dentro da classe média (o 1%) não perderam nada. Pode-se supor até que no interior do segmento rico houve concentração, ou seja, os megarricos ficando ainda mais poderosos.

Um exemplo interessante, embora posterior ao período até aqui observado: apenas em 2013 o número de bilionários brasileiros aumentou em 50%, passando de 43 para 65, de acordo com a revista “Forbes”. Ou seja, o patrimônio estaria se concentrando na ponta da ponta da ponta.

É possível, assim, que a mesma tendência detectada por Thomas Piketty em escala mundial tenha se dado por aqui, embora simultaneamente houvesse ocorrido um movimento distributivo do meio para baixo. Em resumo, teria havido uma melhora nas pontas, com uma piora relativa no setor intermediário. Note-se que enquanto de um lado cresceu o número de bilionários, de outro a renda dos 10% mais pobres aumentou 106% entre 2003 e 2012 (Marcelo Neri, “Valor”, 26/6, bit.ly/mneri2606). Trata-se apenas de uma hipótese, mas admita-se que o raciocínio é compatível com a ira da classe média tradicional em relação ao lulismo.

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34 Comentários
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  1. Ivan de Union

    29 de junho de 2014 12:01 pm

    A analise esta errada.  Os

    A analise esta errada.  Os numeros estao todos certos, so a analise esta errada:  NAO HAVIA circulacao de dinheiro.  Quando o dinheiro comecou a circular -especialmente mas nao somente por causa do BF, ja nao havia como -digamos- ter uma empregada 10 horas por dia por meio salario minimo por mes.

    A classe media nao “perdeu” nada, so passou a pagar um preco mais justo pelo que comprava e consumia em bens e servicos.  Igualmente para 1% dos mais ricos.

  2. Francy Lisboa

    29 de junho de 2014 12:03 pm

    A questão dinheiro e nada

    A questão dinheiro e nada mais. Quando vem um boca aberta com o discurso da moralidade contra o PT é mais mais do mesmo de tentar vestir com uma cara menos politicamente errada. No fundo é o seguinte, eu quero dinheiro, minhas vaidades estão sendo diluidas, e tornando banais. Como escrevi aqui:

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-diabo-esta-em-festa-com-o-brasil-do-pt

     

     

    1. Ataíde Coutinho

      29 de junho de 2014 12:37 pm

      na pratica . . .

      Na tarde de sexta ,durante uma visita de rotina a um cliente ,chega o” pedrereiro “, que trabalha dentro do orçamento e dos prazos , fora indicado a ele por um amigo ,sinal que meu tempo havia terminado me preparo para bater em retirada quando a mudança de comportamento do meu interlocutor me chama a atenção ,olhei pela janela do sobrado e entendi porque da subita raiva, o ” pedreiro” estacionava na frente do escritorio /sobrado um reluzente S.U.V. cujo preço inicial começa em 180 mil !(não vou fazer merchand ) o comentário dele; “Quem  vendeu esse carro pra esse baiano do car… ?”

      Situação que exemplifica na pratica o espirito do seu texto !

  3. Rui Daher

    29 de junho de 2014 12:17 pm

    Sem perder os anéis

    Publicado ontem no Terra Magazine. Repercussão? A usual. Zero.

     

    Pra sabadear sem perder os anéis

    http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2014/06/28/pra-sabadear-sem-perder-os-aneis/

  4. Assis Ribeiro

    29 de junho de 2014 12:21 pm

    Isso só

    Isso só quando…

    quando…

    tivermos as reformas estruturantes:

    1) Tributaria que onere mais a renda e patrimônio, desonerando a produção e os assalariados.

    2) Política que dê mais musculatura e paticipação ao povo.

    3) Regulação da mídia para quebrar a lavagem cerebral.

    Isso apavora as nossas elites.

    Elas odeiam qualquer iniciativa que quebre a formatação da casa grande e senzala.

    1. Monier.,.,.,.

      29 de junho de 2014 6:42 pm

      Se depois de 1º de janeiro de

      Se depois de 1º de janeiro de 2003 e de junho de 2013 não houve nenhuma dessas reformas, então é melhor cair na realidade de que não vai haver. A comemoração da vitória do Lula na Paulista e as manifestações de junho na mesma Paulista foram as 2 maiores movimentações populares espôntaneas que eu já vi. O capital político estava ali. E capital político é como amor, vive-se na hora, e não se guarda para daqui a pouco.

      O jeito é viver de pequenas vitórias, como os garis do RJ este ano. Ou a 3ª manifestação popular mais autêntica que eu lembro de ter visto: a marcha em homenagem ao aniversário do Raul Seixas que passou pelo Largo São Francisco nos idos de 2006; converteu 2 amigos ao carisma espontâneo do ídolo, e conseguiu o gesto bonito de reunir aquele pessoal da sociedade alternativa junto a sujeitos normais em frente à catedral da Sé, sem que nem mesmo o padre os quisesse expulsar. Aquilo sim foi um momento político bonito, e que mudou alguma coisa na minha vida.

    2. joao

      29 de junho de 2014 7:30 pm

      Casa Grande e o PT!

  5. alexis

    29 de junho de 2014 12:26 pm

    Tirar dos mais ricos?

    A classe média mais abastada conseguiu derrubar o CPMF, tirando 40 bilhões de reais da saúde pública. Esse era o mínimo do mínimo esforço que os que movimentam mais dinheiro que os outros poderiam colaborar com o Brasil.

    Já os “plus”, são apenas 20 mil, que possuem mais de 520 bilhões de dólares depositados fora do Brasil.  Esse dinheiro não é mais brasileiro e, aqueles ricos também não, pois pertencem a uma piramide econômica com base no Brasil, mas cuja ponta está em Miami.

    Brasil convive com 20 mil parasitas que sugam tudo o que podem do Brasil e levam para o exterior. Hoje eles patrocinam o candidato “sugador”, que incentiva esta prática no andar de cima da nossa sociedade.

  6. Jorge Luis

    29 de junho de 2014 12:56 pm

    Esse 1% controla a mídia

    Esse 1% controla a mídia (veja o caso dos irmãos Marinho) e por extensão, os políticos, o MP e o judiciário (veja o caso do Daniel Dantas). Bem fácil brigar com eles.

  7. Aristóteles Lima Santana

    29 de junho de 2014 1:02 pm

    Os ricos escapam sempre…

    Finalmente alguém conseguiu perceber o óbvio: o PT redistribuiu (muito pouco) renda subtraindo da classe média e não dos mais ricos. Ora,ora. Ou seja, ele conseguiu jogar contra ele e os pobres a classe média e essa onda direitista está explicada. E os ricos se safaram novamente e não viraram nem progressistas ou revolucionários… Entenderam finalmente?

    1. Ulisses s

      29 de junho de 2014 11:19 pm

      Isto prova o quanto a classe média é burra

      Por apoiar os ricos contra o PT, no congresso não se faz as verdadeiras reformas políticas e fiscais que fariam que não somente os assalariados pagassem impostos. Se a classe média apoiasse o PT e exigesse reformas, os ricos ficariam sem apoio para mater seu status quo de sonegação fiscal e comprarem políticos que não votam reforma fiscal e outras medidas para também pagarem seu pedágio como brasileiros. Resumindo. Brigando contra a classes baixas, os idiotas da média não percebem que o verdadeiro mal está com os ricos. Que riem da classe média por se achar elite que não são!

  8. Jofran Oliva

    29 de junho de 2014 1:27 pm

    O Brasil tem a classe rica e

    O Brasil tem a classe rica e a média (alta) mais egoísta do planeta. Consideram-se os escolhidos dos deuses, e que os que estão abaixo de si, só servem para serví-los. Controlam a mídia, fazem a cabeça de muitos pobres mal informados que servem de moleques de recado da Casa Grande, são donos de partidos políticos que tem como única função a de defendê-los e até parte do judiciário rende-se a eles.

    1. IV AVATAR

      29 de junho de 2014 1:42 pm

      Cultura empresarial baseada na rapinagem e na esperteza

      E os que vão crescendo economicante vão pegando o mesmo ritmo, só pensam em aumentar sua margem de lucro para viajar prá Miami. querem mais e mais, não conseguem ser felizes com o que tem, nem valorizam o que tem, ontem pedi um suco de laranja na rodoviária aqui de Goiânia, sempre pago a faixa de 3 reais por um copo de 500 ml. Fiquei surpreso quando atendente veio com um copinho de 300 ml. Questionei e não adiantou, ele disse que era o preço de tabela da lanchonete. Ele usou no máximo umas 4 laranjas de tamanho pequeno: Lucro de mais de 100% sobre o custo!

      1. Jofran Oliva

        29 de junho de 2014 3:02 pm

        Falam do custo Brasil, mas não falam do lucro Brasil

        Há cerca de uma semana atrás um jornal de Londrina-PR noticiou que uma saca de feijão carioquinha de 60 kg estava sendo vendida pelo produtor  no Paraná por R$60,00 (R$1,00/kg), o de qualidade inferior a R$40,00 o saco (R$0,67/kg). No mesmo dia fui a um supermercado e vejam os preços que encontrei: feijão de qualidade média a R$2,39 o kg e o de qualidade superior a R$3,29 o kg, lucros superiores a 200%, e se pesquisarmos isso acontece em praticamente tudo no Brasil. Falam dos impostos, mas dos lucros dos comerciantes ninguém fala, e duvido se baixarem os impostos os comerciantes baixariam esses percentuais absurdos de lucro que praticam.

      2. Caetano.

        29 de junho de 2014 4:21 pm

        Logo se vê que sua vocação

        Logo se vê que sua vocação para empresário é zero, mesmo. Seu negócio é arrumar um emprego público de onde ninguém o demita, enquanto nós o sustentamos. Que cálculo fez para chegar ao preço de custo do suco, foi só o preço das laranjas? tsk, tsk…

        É essa gente que dá sustentação ao governo…

        1. IV AVATAR

          29 de junho de 2014 11:36 pm

          Os seus cálculos estão errados

          Caro Cae, nas suas contas, essa lanchonete paga melhores salários aos seus empregados e repassa esse custo para o consumidor, hum….Quanto aos empregos públicos, estes  estão ai para serem disputados por quem estuda e se submete às regras do CONCURSO PÚBLICO,  estou me preparando para enfrentar na área do Direito, que demérito há nisso??..;;;;…..quanto à estabilidade no serviço público, informe-se e ficarás sabendo que milhares de servidores públicos foram demitidos nos últimos anos, por práticas ilegais,….ah e sucesso ae como empresário. Mas não exagere na margem de lucro…rrrsss

  9. IV AVATAR

    29 de junho de 2014 1:36 pm

    Lula tem afirmado que todos ganharam
    Se os ricos ganharam ou perderam com esses novos tempos no 13rasil não sei, aliá, Lula sempre afirma em seus discursos que a partir de seu governo todos ganharam, quanto a transferir renda isso são outros quinhentos, pois nem a CPMF foi permitida pelo aparato mdiático-penal partidário que está ai, a própria Igreja sabotou a tributação dos grandes lucros, o setor progressista é minoria no Congresso 

     

    1. Zanchetta

      29 de junho de 2014 2:00 pm

      Ou seja, aqui no Br45il, quem

      Ou seja, aqui no Br45il, quem está pagando a conta é mesmo a classe média média para baixo… E depois querem que votem neles…

      1. joao

        29 de junho de 2014 7:22 pm

        Taxar os 1% Ja!

  10. Jossimar

    29 de junho de 2014 1:43 pm

    Dois problemas brasileiros

    Dois problemas brasileiros prejudicam a classe média e o governo não faz absolutamente nada para mudar.

    1 – correção da tabela do IRPF abaixo da inflação por quase duas décadas. Se tivéssemos um governo de coragem já teria mexido nisto colocando progressividade neste imposto(quem pode mais deveria pagar mais não o contrário);

    2 – fator previdenciário que corroi rendimentos de quem por 35 anos contribuiu para a previdência. Me dou como exemplo. Faltam 4 meses para que eu possa requerer aposentadoria pelo INSS. Fizeram uma simulação. Todo meu período contributivo foi pelo teto do INSS. No entanto, o fator previdenciário ficará com 45% da minha renda previdenciária.  Alguém acredita que o governo mudará isto? Não, porque sei que praticamente todos os que são ricos ou profissionais liberais pagam previdência sobre um salário mínimo, quando pagam. Então, o fator não os atinge.

    Ou seja, o governo não mudará nada nesta direção porque os dois fatores só atingem pobres e trabalhadores assalariados de carteira assinada.

    1. joao

      29 de junho de 2014 7:18 pm

      quem pode mais deveria pagar mais

      quem pode mais manda mais  e o PT obedece.

  11. Giusepe Rangel

    29 de junho de 2014 1:54 pm

     Alguém tem dúvida quanto ao

     Alguém tem dúvida quanto ao protagonismo do presidente Lula nessa dinâmica?

  12. Under_Siege

    29 de junho de 2014 2:18 pm

    sofisma =

    “Trata-se apenas de uma hipótese, mas admita-se que o raciocínio é compatível com a ira da classe média tradicional em relação ao lulismo.”

    A “classe mpedia tradicional” não perdeu NADA com o lulismo, NADA!

    Perdeu apenas o direito de sentir-se “mais rica” que os 60% mais pobres, não é mais exclusivo fazer um curso superior, viajar ao exterior, ter carro, etc, etc…

    O ódio da classe média ao lulismo/PT é este, s governoss petistas fizeram e estão fazendo redistribuição de renda, oportunidades, de PROSPERIDADE.

    O classe media tradicional queria ser senhor de CasaGrande, e perdeu sua Senzala.

     

  13. José Nivaldo

    29 de junho de 2014 3:09 pm

    Nos governos do PT a classe

    Nos governos do PT a classe média tradicioal foi quem perdeu mesmo. Os muito ricos e os muito pobres ganharam verdadeiramente. O PT cresceu com o apoio da classe média, mas virou as costas depois que chegoua poder. É mais cômoda para o PT esta aliança mega ricos e pobtres. Então o PT merece toda revolta da classe média. E não tem nada que a Maria Helena Cahuí ficar indiguinada com esta classe tão im portante para um país democrático e equiilibrado. Chauí e o PT são covardes e merecem perder nas próximas eleições.

  14. Murdok

    29 de junho de 2014 3:52 pm

    As estatística mostram que os

    As estatística mostram que os ricos ficaram mais ricos e além disso aumentou o número de ricos.

  15. Rpv

    29 de junho de 2014 5:23 pm

    Lógica

    Nessa lógica a classe média sempre estará insatisfeita. Dado o patamar de miséria da ampla maioria da população.

    Se eu ganho 5.000,00 e o catador de lixo 500,00. E, dez anos depois (descontada a inflação) passei a ganhar 8.000,00 e o catador 1.000,00 eu fiquei 25% mais pobre em relação a ele. Logo, ficarei com raiva.

    Outra hipótese. Se depois de 10 anos estou ganhando 7.000,00 e o catador 600,00. Então, estou feliz. Fiquei 15% mais rico que o catador. 

    1. Monier.,.,.,.

      29 de junho de 2014 6:28 pm

      A questão não é essa, de se

      A questão não é essa, de se manter afastado do catador de lixo. O problema é estrangular a capacidade econômica de quem já tem poucas sobras. O “rico” no Brasil de alguns anos atrás ganhava 5.000, pagava aluguel de 600, e sobrava 4.400 para manter um carro a parcelas de 400 reais, pagar escola, fazer suas compras. Tinha uma pequena folga para o supérfluo. 

      Com a estagnação na parcela média, esse sujeito que hoje ganha 5.500 paga agora no mínimo 1.500 em qualquer aluguel de grande centro. Sobram 4.000 para manter os gastos anteriores que subiram muito mais do que a inflação nacional, incluindo um carro a parcelas de digamos 700 reais, e a alimentação que subiu muito em SP, e o imóvel que está nessa bolha. Mesmo com aumento nominal, o tal do mínimo existencial passa a não ser coberto. O sujeito que tinha acesso a saúde, educação, alimentação, vestuário, moradia e lazer (que é o mínimo para uma vida digna, e não estou falando do luxo), passa a não ter. E se junta à população que já não tinha. Juntar-se ao que era sabidamente ruim não parece ser um progresso.

      Enquanto isso, o topo da pirâmide não só ficou intacto, como enriqueceu e ampliou seu acesso a ítens de luxo. Se é justo ou não, é questão de ideologia liberal ou socialista. Mas se a manutenção dessa postura benevolente com o topo, e dura com a camada intermediária vai gerar crise e comoção social, é questão de sensibilidade política e de indução da organização dos insatisfeitos. A grande sorte da base aliada é que a oposição liberal por aqui tem como caciques cativos a parcela do 1%, que além de ser inepta, não tem a mínima sensibilidade política. Se fosse lá na Espanha, estariam todos sob pressão, governo e oposição anacrônica.

  16. Monier.,.,.,.

    29 de junho de 2014 6:09 pm

    Que faltou coragem de atacar

    Que faltou coragem de atacar a camada extremamente mais rica e o coronelismo (vide a manutenção do sistema Sarney e assemelhados), e taxar as maiores fortunas, é sabido por qualquer um que não esteja torcendo no fla-flu político.

    Que foi praticado o arrocho salarial durante as negociações salariais com os funcionários públicos, de classe média típica, é comentário recorrente, e deve ter sido refletido no mercado privado. Que houve a política dos campeões nacionais, o que favorece a concentração de renda no 1%, também foi falado há tempos.

    Coloque nesse caldeirão o fato da classe baixa ter alcançado seus imóveis com subsídio, enquanto a geração que ingressou no mercado durante a crise de 2008 viu uma bolha imobiliária estourar e transformar moradia em coisa de privilegiado. Não só a renda não aumentou, como o poder aquisitivo da classe média clássica desabou.

    Em resumo, não vejo novidade, exceto a novidade do que já é percebido estar sendo escrito. Alavancaram o tamanho da classe média drenando dinheiro da classe média anterior para a classe pobre. Mas com o 1% ninguém mexe. Se no Brasil existisse mercado de imprensa livre, em vez de um grande conglomerado político, já estaríamos nos perguntando o porquê há tempos.

  17. Conde de Rochester

    29 de junho de 2014 6:36 pm

    Classe média…

     Trata-se apenas de uma hipótese, mas admita-se que o raciocínio é compatível com a ira da classe média tradicional em relação ao lulismo.

    Pois é… A classe média tradicional é altamente discriminatoria e preconceituosa e covarde tambem.

    POrque em vez de pressionarem os governos para politicas que realmente distribuam renda, historicamente prefeririam manter os pobres na extrema pobreza.

     

  18. joao

    29 de junho de 2014 7:25 pm

    Jovens!

  19. Ricati

    29 de junho de 2014 7:30 pm

    E a origem desta riqueza qual

    E a origem desta riqueza qual é?

    É facinho de entender que cada observador manipula os números conforme ajusta as suas lentes. Realmente houve aumento na renda dos mais pobres empurrados principalmente pelo Bolsa Família, houve aumento na valorização dos pobres não tão pobres com a diminuição da oferta de mão de obra e, mais acentuadamente, houve o grande enriquecimento dos podres de ricos pelos investimentos imediatistas sem planejamento de longo prazo. Ganhou a classe média com um PIB mas volumoso e renda média melhorada.

    Todos ganharam. Quem realmente perdeu foi a nação basileira. O PIB  cresceu mas o endividamento público cresceu muito mais para abastecer este enriquecimento adicional das pontas da pirâmide social. Mas este combustível está se esgotando porque diminuiu o ritmo de crescimento do PIB. A inadimplência obrigando emissão exagerada. Então, o que está realmente afligindo a classe média é o pior efeito deste endividamento: a inflação. 

    Não se pode criticar a mal distribuição do crescimento da riquesa por que foi benéfico a todos, mas não se pode despresar o efeito de falta de planejamento das ações do governo que provocou esta imperfeição, gastando muito e de forma inconsequente nos segmentoss concentradores.

  20. janes salete

    29 de junho de 2014 7:35 pm

    De uma coisa tenho ABSOLUTA

    De uma coisa tenho ABSOLUTA certeza: a classe média sempre, em todos os governos é a que SEMPRE paga os impostos. Só que nesse governo, os grandes sonegadores estão tendo que pagar, pelo menos, algum imposto que lhes é cobrado e a justiça, onde o governo coloca os eternos devedores, sonegadores, dá gaurida e os isenta dos pagamentos. A classe média, além de analfabeta política, sofre de um recalque terrível que é de ver o pobre, seu escravo até então, ter quase que os mesmos direitos dela, classe média. Como essa classe se vê como riquinha diante do pobre, intolera que pobres deixem de ser pobres. Ou será que não lembram dos aumentos quinzwnais, semanais, mensais dos planos de saúde, dos alugueis, dos alimentos, das escolas, etc? É obvio que lembram e, muitos quase tiveram que vender suas casas para poderem comer. Mas, eles preferem se passar por vítima eterna do que apoiar políticas de distribuição de renda. O rico sempre será rico, mas o pobre, hoje, alcança patamares que nunca haviam alcançado. Esse é o problema da classe média, votar em grandes sobegadores para que ela continue a ter um papelzinho de “destaque” na socieade dos sonegadores que ela, classe média, admira. Quem não lembra, no primeiro governo Lula, a receita intimando a ana maria brega e vários coleguinhas sonegando descaradamente? E a globo, sonegando bilhões? Nenhum rico pavaga imposto no governo fhc, por isso, são contra o governo trabalhista. Querem a mamata de volta. Lembram do Banco Nacional? Pois eu trabalhei lá, e era uma festa com o dinheiro público. Magalhães Pinto e fhc se tornaram unha e carne. Casaram o filho de fhc com a filha do dono do banco. Veio o proer, o banco faliu, mas eles ai, ficaram com todo o dinheiro que esse programa do fhc de beneficiar os grandes banqueiros e amigos, sangrando os cofres públicos distribuindo nosso impostos, classe média, para os amigos da corte. E vem essa analfabeta classe média, falar do governo trabalhista? Vocês necessitam se informar, se dignificar como cidadãos e não mais aceitar pagar por tudo, para que os grandes sonegadores usufruam sozinhos dos nossos impostos.

  21. joao

    29 de junho de 2014 7:42 pm

    O PT no seu pragmatismo
    As 15 famílias mais ricas do Brasil1Marinho (Mídia) Os três irmãos que controlam as Organizações Globo são bilionários: Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho. Juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 28,9 bilhões2Safra (Banco) São três parentes, todos bilionários graças ao império do banco Safra: Joseph Safra, Moise Safra e Lily Safra. Eles têm a fortuna estimada em US$ 20,1 bilhões quando somada3Ermírio de Moraes (Conglomerado Votorantim) São seis parentes, todos bilionários –Antonio Ermírio de Moraes, Ermírio Pereira de Moraes, Maria Helena Moraes Scripilliti, José Roberto Ermírio de Moraes, José Ermírio de Moraes Neto e Neide Helena de Moraes–, com fortuna estimada em US$ 15,4 bilhões. A riqueza veio do grupo Votorantim, fundado por José Ermírio de Moraes Juntos em 1918, e que hoje inclui de banco a siderúrgica4Moreira Salles (Banco) Reúne quarto irmãos, todos bilionários: Fernando Roberto Moreira Salles, João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles e Walter Moreira Salles Junior. A fortuna deles vem da herança do Unibanco, incorporado ao Itaú, e de uma empresa de mineração de nióbio. Somando tudo, dá US$ 12,4 bilhões5Camargo (Conglomerado Camargo Corrêa) São três irmãs, todas bilionárias: Rossana Camargo de Arruda Botelho, Renata de Camargo Nascimento e Regina de Camargo Pires Oliveira Dias. Juntas, elas têm um fortuna avaliada em US$ 8 bilhões, vinda do império Camargo Corrêa, que têm negócios de engenharia, construção, energia e transportes, entre outros6Villela (Itaúsa) São cinco parentes, dois deles bilionários graças à herança do banco Itaú: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela. Juntos, eles têm US$ 5 bilhões7Maggi (Soja) São cinco parentes, quatro deles bilionários graças a uma das maiores produções de soja do mundo: Lucia Borges Maggi, Blairo Borges Maggi, Marli Maggi Pissollo, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro. A fortuna em conjunto é estimada em US$ 4,9 bilhões8Aguiar (Banco) São três irmãs, todas bilionárias graças à herança do banco Bradesco: Lina Maria Aguiar, Lia Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar Bellizia. As três juntas têm uma fortuna estimada em US$ 4,5 bilhões9Batista (Carnes) São dez parentes herdeiros da fortuna de José Batista Sobrinho, fundador da produtora de carne JBS –hoje uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Nenhum deles é bilionário, mas juntos somam US$ 4,3 bilhões10Odebrecht (Vários setores) São 15 parentes herdeiros da empresa fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht. O grupo atua em diversos setores, entre eles engenharia, construção, produtos petroquímicos e químicos. Sozinho, nenhum dos parentes é bilionários, mas juntos eles reúnem US$ 3,9 bilhões11Civita (Mídia) São três irmãos (Giancarlo Francesco Civita, Anamaria Roberta Civita e Victor Civita Neto) herdeiros da editora Abril. Juntos, têm fortuna avaliada em US$ 3,3 bilhões12Setubal (Banco) São 25 parentes de uma das famílias fundadoras do banco Itaú (foram os Villela junto com os Setubal). Nenhum dos Setubal é bilionário, mas juntos eles têm uma fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões13Igel (Petróleo e petroquímicos) São sete parentes herdeiros do grupo Ultra, dono de marcas como Ipiranga e Ultragás, com fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões. Dos sete, um deles é bilionário: Daisy Igel14Marcondes Penido (Rodovias pedagiadas) São duas irmãs herdeiras da CCR, maior operadora brasileira de rodovias pedagiadas por valor de mercado, com fortuna estimada em US$ 2,8 bilhões. Uma delas é bilionária: Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna15Feffer (Celulose e papel) São cinco irmãos, herdeiros da Suzano. Nenhum deles é bilionário, mas, juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 2,3 bilhões

     

  22. Lineu Ignacio

    30 de junho de 2014 1:19 am

    A distribuição de renda sem tirar dos ricos, por André Singer

    Conclusão  da materia :

     

    Voce pode  afirmar  tudo  ou nada, dependedndo do seu interesse.

    Ou seja, isso é conversa para boi dormir  e  encher  jornal do PT.

    Por favor, respeityem meu discernimento.

     

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