10 de junho de 2026

Ao abandonar Nunes e voltar ao PT, Marta fala que seguirá “caminhos coerentes”

Luis Nassif comenta na TVGGN: Marta demonstrou "deslealdades notórias" e "pulou de galho em galho todos esses anos"
Foto: Marcelo Camargo/ABr

Com histórico de traições ao PT e aos governos dos quais formou parte em São Paulo e no governo de Dilma Rousseff, Marta Suplicy abandona a Prefeitura de Ricardo Nunes, oposição ao PT em São Paulo, afirmando que seguirá “caminhos coerentes” com sua trajetória.

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Agradecendo ao atual prefeito, que flerta com Jair Bolsonaro para uma aliança na reeleição da cidade, e ao ex-prefeito Bruno Covas, que foi o opositor de Guilherme Boulos em 2020, Marta escreveu uma carta de demissão, dedicando e agradecendo a atual administração.

Em carta dedicada a Nunes, Marta fala em “nova conjuntura” política da cidade e que seguirá “caminhos coerentes” com sua “trajetória, princípios e valores que nortearam” toda a sua “vida pública”.

Em análise na TVGGN, o jornalista Luis Nassif criticou a postura da política, lembrando que ela demonstrou “deslealdades notórias” e “pulou de galho em galho todos esses anos”.

Citando ataques de Marta Suplicy ao PT, chamando o partido de corrupto em 2016, ao então prefeito e hoje ministro Fernando Haddad, ao governo Dilma Rousseff e a favor do impeachment da ex-presidente, em. “Ela votou pelo impeachment mesmo tendo sendo ministra da Dilma”, relembrou.

“A Marta pode ter muitas virtudes, mas ela foi profundamente desleal com o partido que a lançou. E, agora, ela procurou o partido de novo, e o partido a acolhe, a ponto de ter a demissão pelo prefeito Ricardo Nunes de um cargo, que era um dos centrais da administração de Nunes”, comentou na TVGGN.

“Neste momento em que o cenário político de nossa cidade prenuncia uma nova conjuntura, diferente daquela em que, em janeiro de 2021, tive a honra de ser convidada por Bruno Covas para assumir a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, encaminho meu pedido de demissão”, escreveu a política na carta.

“Como em outras passagens de minha vida pública, seguirei caminhos coerentes com minha trajetória, princípios e valores que nortearam toda a minha vida pública”, continuou.

Nassif alertou que a candidatura progressista em São Paulo deve “ser uma frente civilizada” e que “essas concessões” do PT à Marta “doem”.

“Porque confirmam também o que está ocorrendo na área federal, que é um excesso de pragmatismo que joga para baixo do tapete todos os princípios, os valores.”

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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2 Comentários
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  1. Luiz mattos

    10 de janeiro de 2024 7:07 pm

    A Hipotética readmissão de Marta no PT provoca cizânia na militancia e quase unanimidade contra seu nome nos diretórios levando a necessidade de ser quase certa a intervencão via consulta no Diretório Nacional do Partido.
    De modo que, como sempre foi até tempos atrás, o PT não tem dono, não tem coronel e nem cacique sendo pois inadmissivel delegados engolirem medidas que aviltam o bom senso e ferem os brios atacando o regimento da agremiação. Impossivel aceitar uma ditadura dentro do PT por aqueles que se dizem democratas.
    O PT foi criado por centenas de mãos e centenas de mentes organizaram seu regimento estatutario,nunca teve e jamais aceitará ter dono.Ninguém por maior cargo que ocupe tomou decisões sem consultar delegados e diretórios como tem ocorrido desde 2022.
    Decisões que só fazem desunir e desanimar da luta partidaria e trabalho interno.
    Tudo dentro do PT foi sempre discutido organizado e finalizado por muitas mentes, de projetos sociais a entendimento politico ideológico foram muitas personalidades de valor que deram andamento e nunca um unico membro. Me lembro que só para definir como seria o orçamento participativo nas prefeituras foram mais de cem reuniões até pelo voto democratico ser aprovado e colocado em pratica.
    O PT ja foi pequeno necessitando de nós churrascos nos fundos de casa,rifas de tudo que fosse possivel,arcar com despesas de diretórios nas pequenas cidades do interior para fundo de campanha e hoje é o segundo maior fundo partidario do País ,cresceu ficou rico graças aos esforços de muita gente que hoje é tratada com desprezo sem ter o minimo direito de dar sua opinão estando ou não nas lides partidaria.
    É assim que se mata um Partido e tristemente com o Lobby de uma midia dita progressista que nunca foi Petista

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de janeiro de 2024 9:16 am

    Uma das primeiras medidas de Marta como Ministra da Cultura de um governo petista foi liberar dinheiro público para o Hollyday on Ice. Imperialismo cultural gringo no Brasil com dinheiro brasileiro, não me parece algo coerente. Marta não tem nem meu apoio, nem meu respeito, nem meu voto.

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