Os servidores estaduais que aderirem à greve nacional realizada pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) correrão o risco de ter os dias descontados pelo governo do ultradireitista Javier Milei. A mobilização está marcada para o dia 24 de janeiro.
Em uma conferência de imprensa na Casa Rosada, o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, informou que a decisão está sendo analisada “como uma possibilidade certa”.
Os esforços para conter a greve tem sido prioridade para o governo de Milei. Durante a reunião de Gabinete realizada no domingo, na Residência Oficial de Olivos, um dos principais objetivos foi o plano de contenção que o governo está elaborando para lidar com a primeira greve geral contra a presidência do país argentino, promovida pela CGT.
A ministra da Segurança, Patrícia Bullrich, foi encarregada de apresentar as medidas que serão implementadas durante o protesto, despertando a curiosidade dos presentes sobre o nível de apoio que esse primeiro movimento de oposição a Milei receberá.
Os manifestantes têm planos de marchar em direção ao Congresso e mobilizar diversas colunas que convergirão para o centro da capital Buenos Aires, incluindo trabalhadores vinculados à CTA, movimentos sociais a grupos de esquerda.
A CGT tomou a iniciativa de protestar, apenas 18 dias após a posse de Milei, contra as reformas propostas no DNU 70/23 e na lei omnibus. O caminhoneiro Pablo Moyano expressou a oposição ao descrever as reformas como uma “loucura” promovida pelo governo libertário.
Com informações de Clarín
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