4 de junho de 2026

O horário eleitoral e a melhor abordagem ao eleitor do PT

Por Alexandre Tambelli

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Ref. ao post: Os passos da campanha eleitoral

Dilma e o Horário Eleitoral

Qual será a maneira de abordagem ao eleitor utilizada pelo PT em 2014?

Esta uma pergunta que creio pertinente. 

O PT e seu tripé Capitalista: pleno emprego, aumento real do salário mínimo e consumo de massas não pode mais ser colocado como modelo de Partido da esquerda tradicional. 

Tenho observado que o PT criou um modelo de desenvolvimento social de coalisão de forças: Capital e trabalho – ricos e pobres – de preferência; sendo que a classe média, apesar de ter ganhos significativos nos 12 anos de PT no poder, é quem menos aumentou sua renda: pouco mais de 1/3 em relação ao povão.

O grande empresariado esperto enriqueceu por demais com o PT no poder e seu tripé Capitalista, pois, nunca se consumiu tanto neste país, chega a ser redundante reprisar este fato. E se a gente observar bem, eles quase não dão entrevistas para a mídia hegemônica, porque não vão desancar o Governo do PT. Quando deram, vide a Luiza do Magazine Luiza na Globonews a situação foi complicada para o Jornalismo de torcida da Imprensa tradicional.

Há um modelo de sociedade em gestação onde se observa a lenta, mas contínua inserção e ascensão social de toda a população, via programas de transferência de renda, crédito na praça, programas de qualificação profissional e Educacional, além do pleno emprego (que é a cereja do bolo de todo este processo de incorporação de quase 100 milhões de brasileiros no mercado consumidor Via Bolsa Família e as novas classes consumidoras C e D).

A realidade do Brasil não é mais aquela de 10 anos atrás. Hoje, não se fala de pessoas que morrem de fome por desnutrição, pela seca; nem se abrem discussões sobre desemprego; nem é expressivo o número de pessoas em idade educacional que não está na Escola, é quase residual este número, etc.

Este novo quadro econômico-social não será possível modificar seja quem for o Presidente eleito, ajustá-lo, sim! A população aprendeu a conviver com um novo que não quer mais que lhe seja retirado. Um País de classe média surgirá em ano futuro, não muito distante estamos desse ano, penso eu.

A Política não pode ser mais a de antes do PT no poder. Antes, a promessa era a tábua de salvação do eleitor, que embarcava numa candidatura, crente que ela lhe faria o bem-desejado e prometido (claro que os meios de comunicação interferiam sobremaneira no pleito, mais que hoje, com o advento da Internet e maior escolarização dos brasileiros).

A grande massa da população já experimenta o novo e já possui parâmetros para comparar administrações: decididamente PT e PSDB no poder não fizeram governos iguais: o povão está mais do lado do PT, e menos do PSDB.

Então, o que pode mudar o quadro eleitoral é o denuncismo radicalizado da mídia hegemônica e da oposição sem propostas claras, mas com seus tentáculos por todos os meios de comunicação possíveis, além do inconteste fato de que parcelas da sociedade possuem memória fraca para a Política, ou sejamos mais diretos, não se interessam pela Política partidária. E, coloquemos que a despolitização é real no Brasil em todas as classes sociais, lembrando que o novo partícipe significativo da sociedade de consumo: a classe C pode muito bem se colocar numa postura de que agora é diferenciada, e votar diferente do PT, com o olhar de não aceitação de ser vista sua ascensão social como resultado das políticas sociais de inclusão do partido.

Juntamos a este quadro, traçado no parágrafo anterior, a lembrança, muito bem sacada por LULA sobre os jovens e parcela dos adultos de menos de 30 anos: eles não sabem como era o Brasil do início do Século XXI, eram crianças nesse tempo. Não há, portanto, parâmetro de comparação de governos nesta faixa do eleitorado. Para os jovens de menos de 30 anos é o aqui agora, não os tempos de FHC para trás que interferirá no voto, um cálculo não muito exato, são mais de 50 milhões de eleitores.

Trabalharemos uma Campanha eleitoral entre dois grupos distintos: eleitores que vivenciaram com força o passado do Governo FHC e os eleitores da Era LULA em diante. E misturam-se a estes dois grupos as classes médias tradicionais e seu voto corporativo (de classe), aqui se detém a força maior de qualquer candidato oposicionista, mesmo que este não lhe seja o ideal para votar, ganha o voto por ser anti-PT.

Se o PT souber trabalhar bem no horário eleitoral mostrando as diferenças e resultados de uma Política de inclusão social e ascensão social com suporte do Estado, e a ideia de uma Economia de livre iniciativa com a menor ingerência possível do Estado, abre-se caminho para a vitória tranquila da Presidenta DILMA em 2014, mesmo com todo o barulho da mídia hegemônica e das candidaturas de oposição.

Será preciso comparar modelos econômicos: Capitalismo desenvolvimentista com Estado atuante X Capitalismo Neoliberal, e sem tergiversar. E, cuidado para não embarcar na ideia de um marketing exagerado do Partido, ao dizer que precisamos de: Mais Mudanças, Mais Futuro. Esta pode ser uma armadilha, porque se eu digo que depois de 12 anos vou fazer diversas reformas, o eleitor vai dizer: – Por que não fez antes? Certo? E, isto retira votos, não o contrário, penso eu. Equilíbrio nesta hora, para não passar a impressão de que o Partido no poder não fez o que era para ser feito antes.

A realidade é que terá o PT um tempo significativo no horário eleitoral para contrapor o discurso de caos da velha mídia e das oposições. Se souber equilibrar o tempo de TV e rádio entre feitos, continuidades e mudanças futuras, não terá candidatura de oposição que vencerá a Presidenta DILMA.

AÉCIO + EDUARDO e MARINA não representam novidade, não representam o modelo de sociedade que o Brasil necessita e está buscando com todos os percalços da sua realidade histórica de mídia concentrada, elite conservadora e classes médias tradicionais buscando exclusividade.

A Presidenta DILMA tem tudo para se reeleger. Buscando manter o debate no campo da Economia e seu tripé capitalista: pleno emprego, aumento real do salário mínimo e consumo de massas; do desenvolvimento com soberania e do Social vencerá.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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13 Comentários
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  1. IV AVATAR

    22 de junho de 2014 4:30 pm

    Mais mudanças é uma exigência das ruas

    Concordo com vc Alexandre, exceto qdo  afirmastes que pode ser um erro usar  a mudança como slogan de campanha. A outra opção seria o slogan da continuidade. Mas não nos esqueçamos de que as proprias pesquisas de opinião pública sobre as manifestações de junho apontaram que o povo brasileiro quer mudança sim, mas com Dilma.  E não creio que cobranças sejam feitas a Dilma, até mesmo pq, pelo que sei, ela cumpriu suas promessas de campanha e além do mais, como dizem por ai, a politica é a arte de se fazer o possivel e o que pode ser feito até agora foi feito. Mais Mudanças é uma demanda das ruas. Mas não mudança com o neoliberalismo defendido por Aécio Neves,  neste ponto concordo plenamente, temos que aprofundar a democracia política e econômica, mudar voltando prá trás em pensar.

    1. Alexandre Tambelli

      22 de junho de 2014 4:59 pm

      Avatar!
      Quando penso em não

      Avatar!

      Quando penso em não exagerar no marketing de mudanças, eu acredito, minha impressão, que o eleitor pode levar para o lado de que ai vem mais e mais promessas ou que não se realizou mudanças. E mudou-se demais nos últimos 12 anos. 

      A medida do discurso de mudanças está para ser feita, será descoberta a partir de pesquisas de opinião e tomara que dê tudo certo.

      Imagina o Aécio Neves de frente para às câmeras dizendo/perguntando: candidata você diz que precisa mudar um monte de coisas,  fazer Reforma Política, Tributária, etc. e por que com 12 anos no poder o seu partido não o fez? Ai Dilma responde: porque o Legislativo não colaborou. Ai Aécio na tréplica: vocês tem maioria no Congresso e vem dizer que  é o Legislativo que não deixa, se não mudaram/fizeram até agora, você acredita eleitor que farão?

      Temos que tomar todo cuidado, penso eu. Não tem Político bobo. 

      Abraço,

      Alexandre!

      1. IV AVATAR

        23 de junho de 2014 8:32 am

        Dilma nunca teve maioria tranquila no Congresso

        Nem Dilma nem mesmo o campo progressista incluindo aqui a extrema-esquerda, essa então… Vide a ameaça de derrubada do Decreto de Participação Social pelo Congresso a mando da imprensa. Eu não é acredito é em campanha sem promessas, acredite isso como sendo plano de trabalho, plano de governo para um novo mandato, um novo quadro inclusive no Congresso Nacional onde se espera, seja eleita uma composição mais afeita com os anseios da população para que se aprove por exemplo a Reforma Tributária…É este o sentido da eleição, quanto a ser cobrado pela oposição isso sem dúvida ocorrerá, sempre ocorreu, faz parte do jogo, eleição não é algo frio, técnico, burocrático e centrada no discurso da continuidade. Pode ser as duas coisas: Continuidade e mais conquistas, não é mesmo.

        1. Alexandre Tambelli

          23 de junho de 2014 2:22 pm

          Com certeza

          Com certeza Avatar!

          Continuidade com mudanças!

          Abraços,

          Alexandre!

  2. alexandre toledo

    22 de junho de 2014 5:22 pm

    só discordo quando diz que

    só discordo quando diz que essa realidade não pode ser mudada… assim que os tucanos entrarem no dia seguinte eles voltam com o modelo do arrocho …

  3. alexandre toledo

    22 de junho de 2014 5:23 pm

    só discordo quando diz que

    só discordo quando diz que essa realidade não pode ser mudada… assim que os tucanos entrarem no dia seguinte eles voltam com o modelo do arrocho …

  4. mcn

    22 de junho de 2014 5:57 pm

    Acho que o que mais irritou

    Acho que o que mais irritou os conservadores nos últimos dias foi a história da “esperança vencerá o ódio” que o Lula inventou depois das vaias à Dilma. Lula, como sempre, foi certeiro. Já li umas duas capas do Estadão mencionando essa fala, uma delas ontem. Os caras parecem estar ourissadíssimos.

    O mais estranho é que os conservadores não suportam o carimbo de “propagadores do ódio”, ao mesmo tempo em que financiam sicários, autorizando-os a cometer todo tipo de atrocidade midiática em suas colunas e blogs. Para não falar dos editorias escritos pelos donos, com o fígado.

  5. Dallas Green

    22 de junho de 2014 6:05 pm

    Não tem dessa de Jornadas de Junho

    Tudo que se diz sobre essa jornada de Junho, é mentira.

    Nunca se tratou do MPL esse foi insignificante no movimento, o que houve foi que os Anti-Petismo tomou as ruas e graças a uma campanha bem articulada levou as ruas uma juventude que não conheceu o Brasil antes do PT e se deixa envenenar pelo discursos dos Olavos e Azevedos tão repercutido nas Redes Sociais…

    As jornadas de Junho, não sao a revolução e sim a REAÇÂO…

     

    Cabe ao PT politizar o maximo essa campanha partir pro ataque e “colocar o guiso” na “endireitação” da população brasiliera.

    E fazer diferente num segundo mandato Dilma, se não enfrentar a midia e o debate politico o PT chegara a 2018 em frangalhos odiado pelos pobres a quem o Partido tanto de dedicou…

  6. Francy Lisboa

    22 de junho de 2014 8:18 pm

    Boom texto Alexandre, e chama

    Boom texto Alexandre, e chama a atenção o  tal tripé do PT

    Pleno emprego – aumento real de salário – consumo de massa.

    Percebam que isto está longe do fanatismo anti-comunista que os imbecializados teimam em suportar.

    1. Alexandre Tambelli

      23 de junho de 2014 2:30 pm

      Só falta o “paredon” para

      Só falta o “paredon” para quem não consumir! (risos). 

      Abraço,

      Francy! 

  7. zuleica jorgensen

    22 de junho de 2014 10:05 pm

    Não acho muito produtivo

    Não acho muito produtivo martelar sobre o que foi feito.  O eleitor não tem claro que está melhor de vida em razão das políticas implementadas pelo governo. Ele crê, acho, que melhorou por esforço próprio apenas. Especialmente o eleitor mais jovem, como acentuou o Alexande.

    É importante, a meu ver, reforçar a ideia de que o governo fez, mas que foi vital o esforço da população para se conseguir o que foi alcançado. E a partir daí conclamar a um esforço renovado em busca de novas realizações, mostrando como isso pode ser feito, quer dizer, os novos projetos que o governo tem em mente.

    Comparar com o “antes” é impoortante, mostrar as diferenças também, mas para ganhar é preciso  acender  novs esperanças. A propósito, a classe média/média, de fato, não tem muito o que comemorar, além do emprego. É preciso reforçar as esperanças dessa classe e revconquistá-la para um novo período de crescimento econômico e pessoal.

  8. wanildo alves

    23 de junho de 2014 1:21 am

    OPOSIÇÃO/SEUS FANTASMAS/PASSADO RECENTE

    O grande problema da Oposição no programa eleitoral, será tentar inibir os “FANTASMAS DO PASSADO”, que com apenas um minuto de inserção diária na mídia tradicional, provocou um desespero na oposição, principalmente PSDB/Aécio/FHC e cia., fazendo com que os mesmos pedisse junto ao TSE, a proibição do referido documentário. Como bem comentou o internauta, o PSDB/PSB/PPS/DEM estão prometendo fazer melhor, por que não fizeram em seus 08 anos de governo?. Será que não tiveram tempo?, ou o tempo foi perdido, comprando mandatos (segundo mandato de FHC), tempo gasto nas falcatruas da “PRIVATARIA TUCANA” para doar nossas Estatais para os amigos e afins. Acho que a Oposição não tem propostas para governar um País continental e complexo igual o Brasil. Acho que com essa oposiçãozinha mequetrefe que nós temos, a  situação (PT/Aliados) ainda vai permanecer no poder por muito tempo.

  9. IV AVATAR

    23 de junho de 2014 9:57 am

    Continuar e avançar mais

    É mostrar o que foi feito, o que está sendo feito, o que vai continuar, o que ainda será feito

    O que foi feito:

    O PT diminuiu a pobreza no Brasil em 50%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.

    O PT criou o PROUNI, que levou 1 milhão e 500 mil estudantes pobres a universidade.

    O PT criou o PRONATEC, que até o final de 2014 terá 8 milhões de alunos pobres cursando gratuitamente o ensino técnico e aprendendo uma profissão.

    O PT construiu 18 novas universidades, mais de 200 extensões universitárias..

    O PT criou o Bolsa Família, o maior programa de Transferência de renda do mundo, que diminuiu a desnutrição infantil, colocou as crianças na escola e melhorou a qualidade de vida do povo mais pobre.

    O PT fez o Luz para Todos, que levou eletricidade para 12 milhões de novos lares.

    O PT criou o Minha Casa, Minha Vida, que já construiu o contratou mais de 3 milhões de casa para pessoas de baixa renda.

    O PT aprovou o PNE que destinará 10% do PIB para a educação, além de ter aprovado 75% dos royalties do pré-sal para a educação.

    O PT trouxe 14.000 médicos estrangeiros, no Programa Mais Médicos, para atender uma população de baixa renda de quase 50 milhões de pessoas que antes não tinha acesso ao profissional médico.

    O PT fez o Programa Água para Todos, que já construiu 500 mil cisternas no nordeste e também está concluindo a transposição do Rio São Francisco, que levará água para 12 milhões de nordestinos.

    O PT diminuiu o desemprego de 12% em 2002 para 5% em 2014, atingindo a menor marca histórica do desemprego.

    O PT diminuiu a inflação média de 9% com FHC para 6% nos governos Lula e Dilma.

    O PT triplicou o orçamento da saúde e da educação. O orçamento federal da saúde era de 25 bilhões, e da educação 33 bilhões em 2002. Agora o orçamento federal está em 104 bilhões a educação e 106 bilhões a saúde.

    O PT criou o PAC, que já investiu 665 bilhões em obras de infraestrutura no Brasil.

    O PT criou 340 escolas técnicas em todo o Brasil, mais que o dobro do que foi construído em toda a sua história, que foram 140 escolas técnicas até 2002.

    O PT criou o Programa Farmácia Popular, que leva remédios a população a preço de custo e o SAMU, que faz um atendimento personalizado e rápido a vítima de acidentes e doenças.

    O PT pagou a dívida com o FMI e se tornou credor internacional, podendo emprestar dinheiro a outros países e impedindo que organismos internacionais possam decidir a política nacional por força de dívidas do país, como ocorria até 2002.

    O PT fez a desoneração total dos impostos federais da cesta básica.

    O PT aumentou a renda do trabalhador e o poder de compra do salário mínimo. O salário mínimo que em 2002 valia 70 dólares, hoje vale aproximadamente 320 dólares.

    ESSE É O MODO PT DE GOVERNAR, COM LULA E DILMA! QUE SERÁ REELEITA EM OUTUBRO PARA O BRASIL CONTINUAR MELHORANDO.

    LULA , DILMA E LINDBERG O FUTURO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO!PARA LULA , A ELEIÇÃO DE DILMA E PADILHA SÃO ESSENCIAIS PARA O PROJETO DO PT ; PARA QUE SÃO PAULO E O BRASIL CONTINUEM NO RUMO CERTO! Curti

     

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