Cientistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e da Universidade Fudan, na China, conseguiram desenvolver um exame de sangue capaz de identificar a demência em até 10 anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
O estudo foi publicado na revista Nature Aging e contou com a participação de mais de 52 mil pessoas. A partir das informações de saúde dos participantes, os cientistas identificaram biomarcadores relevantes para o desenvolvimento de Alzheimer e outras doenças degenerativas.
A partir da análise de 1.463 proteínas associadas à demência, os pesquisadores concluíram que pessoas que tinham níveis mais elevados das proteínas GFAP, NEFL, GDF15 e LTBP2 no sangue também apresentavam maior probabilidade de desenvolver Alzheimer, demência vascular ou demência por qualquer causa.
Alternativa
As amostras de sangue foram coletadas entre 2006 e 2010. Desde então, 1.417 voluntários desenvolveram algum tipo de demência.
“Estudos como este são necessários se quisermos intervir com terapias modificadoras da doença na fase inicial da demência”, disse Amanda Heslegrave, neurocientista da University College London.
Atualmente, o diagnóstico precoce de doenças degenerativas é realizado por meio de exames de imagem, capazes de detectar níveis anormais de uma proteína chamada beta-amiloide. Este teste, porém, é caro e costuma não ser coberto por planos de saúde.
Com a publicação do estudo, na última segunda-feira (12), o autor do estudo, Jian-Feng Feng, da Universidade Fudan em Xangai, afirmou que está em negociação para o desenvolvimento comercial do teste de sangue com nase em sua pesquisa na China.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário