5 de junho de 2026

Agência chinesa garante que EUA fornecem secretamente toneladas de armamentos a Israel

Apenas dois dos mais de 100 lotes de armas constam em relatórios oficiais; governo enviou munição em pequenas cargas para driblar fiscalização
Crédito: Spc. Derek Mustard/US Army

Os sucessivos vetos dos Estados Unidos às propostas de cessar-fogo na Faixa de Gaza podem ter uma explicação além da aliança entre o governo norte-americano e Benjamin Netanyahu. De acordo com a agência de notícias chinesa Guancha, os EUA venderam mais de 100 lotes de armas e os enviaram secretamente para Israel.

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De acordo com autoridades norte-americanas, desde 7 de outubro, início do conflito em Gaza, foram enviadas pelo menos 23 mil armas guiadas, entre mísseis, drones e kits de bombas. Israel recebeu ainda 58 mil projéteis de artilharia e munição para o sistema de defesa aérea. 

Tantas transações passaram despercebidas até o momento porque foram enviadas em pequenas cargas. Assim, o limite exigido para enviar uma notificação ao Congresso não era atingido. 

O jornal israelense Haaretz também informou que pelo menos 140 aeronaves de transporte pesado decolaram de bases dos EUA em todo o mundo para transportar equipamentos à Base Aérea de Nevatim, no sul de Israel.

As remessas foram enviadas ainda por meio de navios cargueiros, o que justificaria o argumento dos Houthis para atacar as embarcações que cruzam o Mar Vermelho. 

Os relatórios oficiais sobre as vendas de armas para Israel apontavam que apenas duas transações foram aprovadas oficialmente e tornadas públicas:o valor de 106 milhões de dólares em munições para tanques e outra no valor de 147,5 milhões de dólares em componentes para munições de artilharia.

E, em ambos os casos, o governo dos Estados Unidos driblou processos de vistoria ao adotar uma regra de emergência para dispensar o procedimento. 

Para os críticos de vendas de armas, a conduta dos EUA em tentar ocultar a venda de 100 lotes de armas demonstra o desejo do governo em manter o apoio militar a Israel sem tornar o debate público. 

 “Embora a notificação formal não seja exigida por lei, seguimos os procedimentos estabelecidos pelo próprio Congresso para manter os membros informados sobre a situação e informá-los regularmente sobre a situação”, informou porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, em comunicado.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. AMBAR

    10 de março de 2024 12:39 am

    Secretamente? Como assim?

  2. José de Almeida Bispo

    10 de março de 2024 9:13 am

    O Estado sionista de Israel é uma base avançada, e nem tão camuflada, do império financeiro Anglo-americano. Naturalmente que com meio mundo de judeu de cobaia; sem noção de que está sendo usado. Para dar maiores garantias aos ativos em petróleo, principalmente.
    Ninguém rouba um carregamento de urânio e fica por isso mesmo. Não é um país; exceto na cegueira dos fanáticos e tolos em geral.

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