Os sucessivos vetos dos Estados Unidos às propostas de cessar-fogo na Faixa de Gaza podem ter uma explicação além da aliança entre o governo norte-americano e Benjamin Netanyahu. De acordo com a agência de notícias chinesa Guancha, os EUA venderam mais de 100 lotes de armas e os enviaram secretamente para Israel.
De acordo com autoridades norte-americanas, desde 7 de outubro, início do conflito em Gaza, foram enviadas pelo menos 23 mil armas guiadas, entre mísseis, drones e kits de bombas. Israel recebeu ainda 58 mil projéteis de artilharia e munição para o sistema de defesa aérea.
Tantas transações passaram despercebidas até o momento porque foram enviadas em pequenas cargas. Assim, o limite exigido para enviar uma notificação ao Congresso não era atingido.
O jornal israelense Haaretz também informou que pelo menos 140 aeronaves de transporte pesado decolaram de bases dos EUA em todo o mundo para transportar equipamentos à Base Aérea de Nevatim, no sul de Israel.
As remessas foram enviadas ainda por meio de navios cargueiros, o que justificaria o argumento dos Houthis para atacar as embarcações que cruzam o Mar Vermelho.
Os relatórios oficiais sobre as vendas de armas para Israel apontavam que apenas duas transações foram aprovadas oficialmente e tornadas públicas:o valor de 106 milhões de dólares em munições para tanques e outra no valor de 147,5 milhões de dólares em componentes para munições de artilharia.
E, em ambos os casos, o governo dos Estados Unidos driblou processos de vistoria ao adotar uma regra de emergência para dispensar o procedimento.
Para os críticos de vendas de armas, a conduta dos EUA em tentar ocultar a venda de 100 lotes de armas demonstra o desejo do governo em manter o apoio militar a Israel sem tornar o debate público.
“Embora a notificação formal não seja exigida por lei, seguimos os procedimentos estabelecidos pelo próprio Congresso para manter os membros informados sobre a situação e informá-los regularmente sobre a situação”, informou porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, em comunicado.
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AMBAR
10 de março de 2024 12:39 amSecretamente? Como assim?
José de Almeida Bispo
10 de março de 2024 9:13 amO Estado sionista de Israel é uma base avançada, e nem tão camuflada, do império financeiro Anglo-americano. Naturalmente que com meio mundo de judeu de cobaia; sem noção de que está sendo usado. Para dar maiores garantias aos ativos em petróleo, principalmente.
Ninguém rouba um carregamento de urânio e fica por isso mesmo. Não é um país; exceto na cegueira dos fanáticos e tolos em geral.