18 de junho de 2026

“História não apaga os sinais de traição à democracia”, afirma Dilma

Presa durante o período da ditadura, ex-presidente reafirma necessidade de se manter a memória e a verdade sobre o 31 de março de 1964
Foto: Reprodução/ Facebook Dilma Rousseff

A preservação da memória relacionada ao dia 31 de março de 1964, data que deu início à ditadura militar no Brasil, é “crucial para assegurar que essa tragédia não se repita”, afirma a ex-presidenta Dilma Rousseff.

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“Forças reacionárias e conservadoras se uniram, rasgaram a Constituição, traíram a democracia, e eliminaram as conquistas culturais, sociais e econômicas da sociedade brasileira. O presidente João Goulart, legitimamente eleito, foi derrubado e morreu no exílio”, ressaltou Dilma em postagem nas redes sociais.

A ex-presidenta também fez uma relação com os fatos ocorridos em 08 de janeiro de 2023, quando um golpe militar foi traçado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

“No passado, como agora, a História não apaga os sinais de traição à democracia e nem limpa da consciência nacional os atos de perversidade daqueles que exilaram e mancharam de sangue, tortura e morte a vida brasileira durante 21 anos”, reafirma a atual presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).

“Tampouco resgata aqueles que apoiaram o ataque às instituições, à democracia e aos ideais de uma sociedade mais justa e menos desigual. Ditadura nunca mais!”

A militância de Dilma

Como lembra o portal Memórias da Ditadura, Dilma Rousseff começou sua militância aos 16 anos, na Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (Polop), aos 16 anos. Depois, ingressou no Comando de Libertação Nacional (Colina), movimento adepto da luta armada.

Em 1969, abandonou o curso de economia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e passou a viver na clandestinidade. No mesmo ano, o Colina e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) se uniram, criando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). No entanto, ela afirma que nunca participou efetivamente da luta armada.

A ex-presidente foi presa e submetida a torturas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As torturas aplicadas foram o pau de arara, palmatória, choques e socos, que causaram problemas em sua arcada dentária.

No total, foi condenada a seis anos e um mês de prisão, além de ter os direitos políticos cassados por dez anos. Contudo, ela saiu da prisão no fim de 1972 ao obter redução de pena junto ao Superior Tribunal Militar (STM).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Argos

    31 de março de 2024 6:44 pm

    Outra que teve a oportunidade histórica de fazer algo, e ficou na comissão de meias verdades.

    No caso dela, o medo se justifica, afinal, seu sofrimento foi atroz.

    Mas a verdade é uma só, como presidenta ela se acovardou.

    Cedeu.

    Resultado?

    Foi escorraçada com o golpe de 2016.

    O que os supostos progressistas não entendem é que não se negocia ou se controla, ou se reforma o capitalismo.

    Ou você o destrói ou ele te engole.

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