10 de junho de 2026

Batata e frutas ficam mais baratas pelo segundo mês consecutivo, diz Conab

Preço do tubérculo caiu mesmo com a menor oferta em abril, mas sinais de entressafra mostram que quadro não deve se repetir em maio
Foto de nrd na Unsplash

Os preços de produtos agrícolas como batata, banana, laranja e melancia encerraram o mês de abril em queda nas centrais de abastecimento do país (Ceasas), segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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No caso da batata, o preço caiu pelo segundo mês consecutivo, com destaque para a redução de 25,1% na Ceasa de Santa Catarina na comparação com as cotações de março.

Embora os preços do tubérculo tenham ficado mais baixos mesmo com a menor oferta do produto no comparativo entre março e abril, isso se deu por conta da queda da demanda.

Contudo, esse comportamento não deve se repetir no mês de maio, uma vez que a média dos preços nas Ceasas está acima do visto em abril.

Segundo a Conab, isso pode ser um sinal do início da entressafra da batata, já que “há uma tendência de o pico da safra das águas ter passado, e iniciado, por outro lado, a safra da seca/inverno, que ainda não se apresenta suficientemente forte para pressionar a cotações para baixo”.

Apenas em 2023, o setor representado pelas 57 Ceasas brasileiras registrou um movimento de 17,4 milhões de toneladas de produtos hortigranjeiros, representando R$ 66,7 bilhões. O resultado representa um aumento de 4,73% no quantitativo comercializado e de 9,6% no valor transacionado, em comparação a mesma base de dados de 2022.

O levantamento também mostra que as Ceasas da região Sul foram as únicas que apresentaram redução no volume comercializado (-4,94%) e no valor transacionado (-1%) em relação à 2022, reflexo dos efeitos do El Niño na região, com excesso de chuvas que prejudicaram a produção de hortigranjeiros.

Preços das frutas e de outros vegetais

O boletim da Conab destaca ainda a queda do preço da banana por conta do aumento da oferta no país, em especial da variedade nanica produzida no Vale do Ribeira (SP), norte mineiro e norte catarinense. Tal conjuntura também afetou a banana prata.

“O cenário para o consumidor para a fruta se mostra mais favorável que a batata, uma vez que há perspectiva da chegada de boa safra em meados de junho, as cotações devem diminuir ainda mais, tanto para a variedade prata quanto nanica”, destaca a Conab.

No caso da laranja e melancia, o clima mais frio impacta de forma negativa a demanda pelas duas frutas, o que exerce pressão de queda nas cotações.

Já as demais frutas e hortaliças analisadas no Boletim Prohort divulgado pela Conab ficaram mais caras no último mês. No caso da alface, as chuvas registradas nas regiões produtoras até o meio do mês passado impactaram na oferta da folhosa e elevaram os preços.

Para a cenoura, a alta interrompe dois meses de queda nas cotações praticadas devido ao menor volume de produção em Minas Gerais, o que pressiona o preço em outros estados, tanto que o aumento de preçso em abril seguiu no começo de maio.

No caso da cebola, a alta nos preços vem sendo registrada desde outubro do ano passado, sendo registrada uma queda apenas em janeiro, muito por conta da descentralização de oferta.

Alta também para o tomate, cuja oferta, mesmo com o maior envio do produto aos atacados em abril quando comparado a março, não foi suficiente para levar a uma queda nos preços.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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