21 de maio de 2026

CPI responsabiliza Braskem por crimes em Maceió e defende leis mais rígidas para o setor

Relatório sugere projeto de lei para que apenas a União possa conceder licença ambiental para atividades minerárias de alto risco
Crédito: Divulgação/Braskem

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem aprovou nesta terça-feira (21), o relatório final do senador Rogério Carvalho (PT-SE), após pedido de vista solicitado na última semana.

Os parlamentares pedem o indiciamento de empresas e pessoas por crimes ambientais que resultaram no afundamento do solo em bairros de Maceió e, consequentemente, afetaram mais de 60 mil pessoas.

A Braskem será responsabilizada pela exploração de sal-gema, mineral utilizado na produção de soda cáustica e na produção de PVC. 

O relatório pede ainda o o aprofundamento das investigações pelas falhas de fiscalização de agentes públicos, incluindo os que atuam na Agência Nacional de Mineração (ANM), e a necessidade de um novo modelo de governança para o sistema de mineração no Brasil.

“No caso de Maceió, algumas pessoas inconsequentes em busca do lucro rápido e fácil acreditaram que poderiam escavar a terra de qualquer jeito, sem se importar com a população que morava em cima”, afirmou o senador.

Além da Braskem, duas empresas representantes da mineradora foram indiciadas, assim como os respectivos responsáveis pelos crimes:

  • Marcelo de Oliveira Cerqueira, diretor-executivo da Braskem desde 2013, e atualmente vice-presidente executivo de Manufatura Brasil e Operações Industriais Globais;
  • Alvaro Cesar Oliveira de Almeida, diretor industrial de 2010 a 2019;
  • Marco Aurélio Cabral Campelo, gerente de produção;
  • Galileu Moraes, gerente de produção de 2018 a 2019;
  • Paulo Márcio Tibana, gerente de produção de 2012 a 2017;
  • Paulo Roberto Cabral de Melo, gerente-geral da planta de mineração de 1976 a 1997;
  • Adolfo Sponquiado, responsável técnico da empresa no local de mineração entre 2011 e 2016;
  • Alex Cardoso da Silva, responsável técnico em 2007, 2010, 2017 e 2019.

A CPI ainda pede o indiciamento de quatro dessas empresas que trabalharam para a Braskem fornecendo laudos e estudos que, de acordo com a comissão, eram falsos ou enganosos.

Projeto de lei

O relatório aprovado pelos parlamentares contempla ainda um projeto de lei para reforçar o poder estatal na regulação da atividade de mineração. 

Desta forma, apenas a União terá a competência de emitir licenças ambientais para atividades minerárias de alto risco. 

“Não podemos mais aceitar que as agências reguladoras continuem a conceder e a renovar licenças a partir de dados fornecidos pelas mineradoras sem verificação independente. Precisamos antecipar e evitar novas Maceios, Marianas e Brumadinhos”, alertou Rogério Carvalho, citando também as duas cidades mineiras soterradas por barragens de mineração.

*Com informações da Agência Senado.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados