4 de junho de 2026

China amplia planos de autossuficiência em microcondutores

Terceira fase de fundo de investimento para indústria equivale aos incentivos concedidos ao setor pelo governo dos EUA em 2022
Foto de Christian Wiediger na Unsplash

A China redobrou os esforços em torno da autossuficiência em semicondutores com a criação daquele que é considerado o maior fundo de investimento em chips do país, mesmo com o histórico de corrupção em tais programas e a pressão das sanções tecnológicas dos Estados Unidos.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o South China Morning Post, dados da base de dados corporativos Qichacha indicam que a terceira fase do Fundo de Investimento da Indústria de Circuitos Integrados da China (ou “Grande Fundo” – Big Fund III) foi aberta na sexta-feira passada, com um capital social de 344 bilhões de yuans (ou US$ 47,5 bilhões).

O chamado Big Fund III possui 19 acionistas, capitaneados pelo Ministério das Finanças da China, com uma participação de 17%. Outros investidores são o China Development Bank Capital (10%) e o gestor de ativos estatais Shanghai Guosheng Group, com 8%.

Outros bancos estatais também integram esse fundo, como o China Construction Bank, que anunciou uma contribuição de 21,5 bilhões em 10 anos por uma participação de 6,25% no fundo, além do Commercial Bank of China e a China National Tobacco Corp.

O tamanho desse novo fundo – equivalente aos US$ 53 bilhões em incentivos adotados pela Chips and Science Act promulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em 2022 – “mostra a abordagem de ‘nação inteira’ do governo chines para construir uma indústria de semicondutores autossuficiente e lidar com as restrições de exportação adotadas por Washington.

Originalmente lançado em 2014, o Big Fund tem sido o principal meio de investimento chinês para financiar o desenvolvimento da indústria de semicondutores local, em especial dentro de segmentos como design, fabricação e embalagem.

Esse fundo governamental é um grande investidor em duas empresas que estão na ‘lista negra comercial’ do governo norte-americano: a SMIC e a empresa de chips de memória Yangtze Memory Technologies Co.

Leia Também

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. evandro condé

    27 de maio de 2024 9:17 pm

    Aí eu me recordo do artigo daqui mesmo:”Brasil, a nova potência mundial ba produção de semi condutores?”.
    E hoje me sai artigo sobre Santa Rita do Sapucaí e os investimentos desejados para o sistema 6G para internet móvel.
    Então agora eu faço a pergunta: competir com China. Europa e EUA com que valores de investimentos ? Tem inocente cor de rosa escrevendo.

    1. Lucas Ferreira dos Reis

      28 de maio de 2024 10:12 am

      Realmente! Os investimentos no Brasil em relação à China e aos Estados Unidos tá mais para manifestação pública de desperdício de dinheiro! Adentrar esses setores requer muita sinergia, que perpasse não só os investimentos como o direcionamento de políticas que visem nossa soberania tecnologica. Como vamos discutir 6G’s, semi processadores, se sequer discutimos autonomia em provedores, navegadores, sites de busca e redes sociais! Nem o mínimo passe como pauta do debate, o que dirá o mercado de Hardwares!
      Não sou vira-lata, acredito no potencial do Brasil, mas seria ingenuidade me crer desses valores em um cenário tão conturbado onde os interesses nacional passam pelas concessões de rentistas e do mercado externo! Não dá liga!!!

  2. GalileoGalilei

    29 de maio de 2024 1:05 am

    Microcondutores? O que vem a ser isso?

Recomendados para você

Recomendados