China amplia planos de autossuficiência em microcondutores

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
[email protected]

Terceira fase de fundo de investimento para indústria equivale aos incentivos concedidos ao setor pelo governo dos EUA em 2022

Foto de Christian Wiediger na Unsplash

A China redobrou os esforços em torno da autossuficiência em semicondutores com a criação daquele que é considerado o maior fundo de investimento em chips do país, mesmo com o histórico de corrupção em tais programas e a pressão das sanções tecnológicas dos Estados Unidos.

Segundo o South China Morning Post, dados da base de dados corporativos Qichacha indicam que a terceira fase do Fundo de Investimento da Indústria de Circuitos Integrados da China (ou “Grande Fundo” – Big Fund III) foi aberta na sexta-feira passada, com um capital social de 344 bilhões de yuans (ou US$ 47,5 bilhões).

O chamado Big Fund III possui 19 acionistas, capitaneados pelo Ministério das Finanças da China, com uma participação de 17%. Outros investidores são o China Development Bank Capital (10%) e o gestor de ativos estatais Shanghai Guosheng Group, com 8%.

Outros bancos estatais também integram esse fundo, como o China Construction Bank, que anunciou uma contribuição de 21,5 bilhões em 10 anos por uma participação de 6,25% no fundo, além do Commercial Bank of China e a China National Tobacco Corp.

O tamanho desse novo fundo – equivalente aos US$ 53 bilhões em incentivos adotados pela Chips and Science Act promulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em 2022 – “mostra a abordagem de ‘nação inteira’ do governo chines para construir uma indústria de semicondutores autossuficiente e lidar com as restrições de exportação adotadas por Washington.

Originalmente lançado em 2014, o Big Fund tem sido o principal meio de investimento chinês para financiar o desenvolvimento da indústria de semicondutores local, em especial dentro de segmentos como design, fabricação e embalagem.

Esse fundo governamental é um grande investidor em duas empresas que estão na ‘lista negra comercial’ do governo norte-americano: a SMIC e a empresa de chips de memória Yangtze Memory Technologies Co.

Leia Também

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

3 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Aí eu me recordo do artigo daqui mesmo:”Brasil, a nova potência mundial ba produção de semi condutores?”.
    E hoje me sai artigo sobre Santa Rita do Sapucaí e os investimentos desejados para o sistema 6G para internet móvel.
    Então agora eu faço a pergunta: competir com China. Europa e EUA com que valores de investimentos ? Tem inocente cor de rosa escrevendo.

    1. Realmente! Os investimentos no Brasil em relação à China e aos Estados Unidos tá mais para manifestação pública de desperdício de dinheiro! Adentrar esses setores requer muita sinergia, que perpasse não só os investimentos como o direcionamento de políticas que visem nossa soberania tecnologica. Como vamos discutir 6G’s, semi processadores, se sequer discutimos autonomia em provedores, navegadores, sites de busca e redes sociais! Nem o mínimo passe como pauta do debate, o que dirá o mercado de Hardwares!
      Não sou vira-lata, acredito no potencial do Brasil, mas seria ingenuidade me crer desses valores em um cenário tão conturbado onde os interesses nacional passam pelas concessões de rentistas e do mercado externo! Não dá liga!!!

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador