Um dia depois de o assessor-chefe de Relações Exteriores do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmar que Israel aceitou acordo para cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, defendeu a invasão do Líbano para a destruição total do Hezbollah.
A fala, feita durante uma solenidade, serve de resposta à posição do ministro de Finanças israelense, Bezalel Smotrich, que defendeu uma operação militar no Sul do Líbano para afastar possíveis ataques do Hezbollah na fronteira.
Para Gvir, no entanto, limitar a operação não seria suficiente. “Precisaríamos fazer outra coisa e essa é uma guerra que destruiria nossos inimigos”, disse ele sobre o Hezbollah, que tem lançado ataques quase diários de drones, foguetes e mísseis contra Israel desde 8 de outubro, resultando no deslocamento de cerca de 70 mil residentes do norte de Israel.
“Mesmo que sejam afastados da fronteira, mesmo que haja uma zona de segurança, mesmo que se movam um pouco, não se pode simplesmente deixar para trás pessoas cujo propósito e essência é destruir o Estado de Israel”, afirmou Ben Gvir.
O ministro da Segurança Nacional acredita ainda que o que o grupo militar libanês não fez em seis meses, farão em um ano ou dois.
Já o responsável pela pasta de Finanças acredita que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deveria fazer um anúncio claro para pôr fim aos ataques, além de iniciar uma ofensiva. “Um ultimato público deve ser emitido ao Hezbollah para que pare completamente de atirar e retire todas as forças para além do rio Litani”, disse Smotric. “Se o ultimato não for totalmente cumprido, as FDI lançarão um ataque nas profundezas do território libanês para defender as comunidades do norte, incluindo a entrada terrestre e a tomada militar israelita da área do sul do Líbano”, emendou.
*Com informações do The Times of Israel.
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AMBAR
3 de junho de 2024 11:12 pmTemos que admitir, os sionistas não têm acanhamento em exibir sua sordidez.
Milton Temer
4 de junho de 2024 10:34 amé impressionante como o noticiário, mesmo de órgãos independentes, tende a mostrar Israel como vítima de ataques, para justificar todas as suas bárbaras atuações bélicas no Oriente Médio