Um ataque com drones de Israel ao sul do Líbano matou, nesta segunda-feira (8) Wissam al-Tawil, comandante sênior do Hezbollah, grupo patrocinado pelo Irã e que apoia o Hamas, aumentando ainda mais as tensões de que o conflito se espalhe pela região além da guerra na Faixa de Gaza.
Tawil era comandante da força de elite Radwan do Hezbollah e foi atingido por um bombardeio no carro em que estava, a seis quilômetros da fronteira com Israel.
Na semana passada, a situação entre Israel e Hezbollah já era hostil. Na segunda-feira (2), um dos chefes do Hamas, Saleh al-Arouri, foi morto em território libanês, fazendo com que o grupo xiita prometesse não deixar a perda de Arouri passar em branco, devido à gravidade da violação cometida pelas tropas de Benjamin Netanyahu.
No último sábado (6), houve troca de tiros entre Israel e o Hezbollah. Cerca de 40 foguetes foram disparados do Líbano na área de Meron, no norte de Israel, e que retaliaram atingindo a célula responsável pelos lançamentos.
Genocídio
A Bolívia apoiou, no último domingo (7), a denúncia apresentada pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), em que Israel é acusado de praticar genocídio contra os palestinos da Faixa de Gaza.
“Bolívia valoriza a ação histórica empreendida pela República da África do Sul, que abriu uma ação judicial em 29 de dezembro de 2023 contra o Estado de Israel perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em relação às violações por parte de Israel de suas obrigações sobre o Convenção sobre Genocídio com o povo palestino na Faixa de Gaza”, diz a nota.
Em 29 de dezembro, a África do Sul pediu que a CIJ imponha medidas cautelares para obrigar Israel a encerrar a ofensiva contra Gaza. As audiências para analisar a denúncia estão marcadas para os próximos dias 11 e 12.
Mídia
Israel é acusado ainda de assassinar, seletivamente, dois jornalistas da Al Jazeera no último fim de semana. Hamza Wael Dahdouh e Mustafa Thuria foram mortos em um ataque israelense ao seu carro, “enquanto estavam a caminho do cumprimento do dever”, informou a Al Jazeera.
Pelo menos 23.084 palestinos foram mortos e 58.926 ficaram feridos em ataques israelenses em Gaza desde 7 de outubro, de acordo com os últimos números do Ministério da Saúde de Gaza divulgados na segunda-feira. O ministério, dirigido pelo Hamas, disse que 249 palestinos foram mortos e 510 ficaram feridos nas 24 horas anteriores.
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