6 de junho de 2026

Israel mata um dos chefes do Hamas e Hezbollah promete vingança

Grupo xiita afirma que assassinato pode intensificar o conflito na região; nos EUA, Biden é visto como cúmplice dos abusos israelenses
Crédito: Ahmed Gamil/Anadolu Agency/Getty Images

Um ataque de Israel com em Beirute, capital do Líbano, matou Saleh al-Arouri, um dos chefes do Hamas, que confirmou o falecimento de um dos fundadores das brigadas Al-Qassam, o braço armado do grupo e que tinha forte influência na Faixa de Gaza.

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De acordo com o governo libanês, o ataque ao país aumenta as tensões de conflito entre os países. Já o Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano, informou que a morte de al-Arouri não passará sem punição. 

“Consideramos o crime de matar Saleh al-Arouri e os seus companheiros no coração de Dahiyeh, em Beirute, uma agressão perigosa contra o Líbano e o seu povo, a segurança, a soberania e a resistência”, afirmou o Hezbollah num comunicado.

O assassinato também poderia contribuir com o desenvolvimento perigoso no conflito entre Israel e o eixo da resistência, composto também pela Síria, Iraque e Iêmen.

Biden sob pressão

Acusado de ser cúmplice nos abusos dos direitos israelenses, que já vitimaram mais de 21 mil palestinos após o ataque do Hamas em 7 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está sob pressão de defensores dos direitos humanos. 

Além do contra-ataque desproporcional e as condições desumanas que Israel impõe aos palestinos em Gaza, esta semana ministros israelenses passaram a incentivar a “emigração voluntária” dos moradores de Gaza

“Se houver 100 mil ou 200 mil árabes em Gaza e não dois milhões de árabes, toda a discussão no dia seguinte [ao fim da guerra] será totalmente diferente”, disse o ministro Bezalel Smotrich Smotrich no domingo (31).

Intolerância

Já no Brasil, apesar da fama de país acolhedor, cresceram os casos de intolerância contra muçulmanos desde 7 de outubro. Uma pesquisa do 

Grupo de Antropologia sobre Contextos Islâmicos e Árabes, da Universidade de São Paulo, mostrou que 70% dos muçulmanos entrevistados conhecem alguém que sofreu discriminação devido à religião.

*Com informações da Al Jazeera

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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