Um ataque de Israel com em Beirute, capital do Líbano, matou Saleh al-Arouri, um dos chefes do Hamas, que confirmou o falecimento de um dos fundadores das brigadas Al-Qassam, o braço armado do grupo e que tinha forte influência na Faixa de Gaza.
De acordo com o governo libanês, o ataque ao país aumenta as tensões de conflito entre os países. Já o Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano, informou que a morte de al-Arouri não passará sem punição.
“Consideramos o crime de matar Saleh al-Arouri e os seus companheiros no coração de Dahiyeh, em Beirute, uma agressão perigosa contra o Líbano e o seu povo, a segurança, a soberania e a resistência”, afirmou o Hezbollah num comunicado.
O assassinato também poderia contribuir com o desenvolvimento perigoso no conflito entre Israel e o eixo da resistência, composto também pela Síria, Iraque e Iêmen.
Biden sob pressão
Acusado de ser cúmplice nos abusos dos direitos israelenses, que já vitimaram mais de 21 mil palestinos após o ataque do Hamas em 7 de outubro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está sob pressão de defensores dos direitos humanos.
Além do contra-ataque desproporcional e as condições desumanas que Israel impõe aos palestinos em Gaza, esta semana ministros israelenses passaram a incentivar a “emigração voluntária” dos moradores de Gaza
“Se houver 100 mil ou 200 mil árabes em Gaza e não dois milhões de árabes, toda a discussão no dia seguinte [ao fim da guerra] será totalmente diferente”, disse o ministro Bezalel Smotrich Smotrich no domingo (31).
Intolerância
Já no Brasil, apesar da fama de país acolhedor, cresceram os casos de intolerância contra muçulmanos desde 7 de outubro. Uma pesquisa do
Grupo de Antropologia sobre Contextos Islâmicos e Árabes, da Universidade de São Paulo, mostrou que 70% dos muçulmanos entrevistados conhecem alguém que sofreu discriminação devido à religião.
*Com informações da Al Jazeera
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