Os movimentos populistas ligados à extrema-direita começam a ressurgir com força com a proximidade das eleições para o Parlamento Europeu.
Reportagem do site Politico destaca que, nos últimos dias, os partidos extremistas têm demonstrado uma força considerada “surpreendente” nas pesquisas de intenção de voto em toda a União Europeia.
“Se isto se traduzir em grandes ganhos eleitorais, como parece provável no momento, seria um revés embaraçoso a dois dos principais líderes do continente: o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz, ambos lidando com números medíocres nas sondagens”, destaca o site.
Um sinal precoce do avanço global do nacionalismo conservador foi visto com o Brexit em 2016 – e, em retrospectiva, parece claro que esse movimento foi o estopim para a vitória de Donald Trump contra Hillary Clinton nas eleições dos EUA no mesmo ano.
“Se a direita tiver um bom desempenho na Europa esta semana, isso irá sugerir que este mesmo movimento – outrora considerado como um espasmo momentâneo – seja duradouro”, alerta a publicação.
Após uma campanha marcada pela violência política – incluindo a tentativa de assassinato do primeiro-ministro da Eslováquia – a votação para o Parlamento Europeu teve início na Holanda e seguirá pelos 27 países membros da UE até domingo à noite, com os resultados finais conhecidos na manhã de segunda-feira.
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