7 de cada 10 brasileiros são favoráveis à taxação das grandes fortunas, mostra a pesquisa Ipsos, divulgada nesta segunda-feira (24). A proposta é fortemente defendida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e tem sido bandeira do presidente Lula em encontros mundiais.
Em suas viagens internacionais, o presidente tem defendido a medida como meta global para reduzir as desigualdades. O Brasil é presidente temporário do G20, bloco das 20 maiores economias do mundo, e levantou a pauta novamente em discurso no G7, na semana passada.
Além de reduzir as desigualdades, a taxação permitiria uma arrecadação ao governo federal que poderia reduzir o déficit da União. No Brasil, por exemplo, o projeto de elevar as taxas sobre fundos de investimentos ou aplicações em offshores e empresas no exterior que investem em mercado financeiro traria ao país um estimado de R$ 30 bilhões até 2025.
Mas a pesquisa mostrou que a defesa não é só do presidente brasileiro. Isso porque 69% da população é favorável a uma taxação maior das grandes fortunas, nos chamados “super-ricos”. E nos demais países do G20, a proposta é também defendida por 68%.
A Ipsos traçou as estimativas junto ao Brasil e uma média de 22 países, incluindo 18 do G20 e outros 4 de fora: Áustria, Dinamarca, Quênia e Suécia. O levantamento foi feito entre março e abril deste ano.
Ao todo, 22 mil pessoas foram ouvidas. Na lista de todos os países, o Brasil foi o 7º maior defensor da taxação dos super-ricos. Os três primeiros foram Indonésia, com 86%; Turquia com 78%; e Reino Unido com 77% de apoio.
Já os que ficaram “por último” na defesa desse imposto aos mais ricos foram Japão, com 58% e Arábia Saudita e Argentina, ambos com 54%.
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